30 de novembro de 2006

Vai deixar saudade

Não é só o Lukas que vai ficar com saudade do padre Luiz Knupp,não. Como o cartunista da minha preferência, eu também andava meio desgarrado e depois de ir a uma missa na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, incentivado pela catequese do meu filho Matheus, retornei às minhas origens de católico praticante.
Padre Luiz vai comandar a escola de formação de sacerdotes do Seminário de Londrina, porque seus superiores avaliam que ele tem conhecimento e habilidade para a função. Mas vai deixar a comunidade do Borba Gato entristecida. Ele se vai justamente quando a obra da nova igreja que ele tomou como desafio, está terminando.
Depois da missa, uns comes e bebes no salão paroquial para homenagear o sacerdote. Houve muito chororô. O padre não segurou a emoção e as lágrimas rolaram do seu rosto. Que Saint-Exupéry não nos ouça lá de cima, mas eu disse ao padre e amigo, meu , do Lukas e de todos os fiéis que frequentam a nossa Senhora de Guadalupe : "Tá vendo só, cativastes uma verdadeira multidão, então agora aguenta a emoção!". Ele me abraçou e humildemente disse:"Os desafios que a gente enfrenta no nosso ministério são designios de Deus. Isso me alegra muito, apesar da tristeza da partida". Lembrando que Padre Luiz assume sua nova missão só no início de janeiro de 2007. Até lá, ficará por aqui. Que bom!

Viva o cartel!

Acabei de chegar de um posto de combustíveis, onde mandei colocar quinzão. O frentista me aconselhou a encher o tanque, porque a gasolina vai subir amanhã. Fiquei uma semana pagando R$ 2,13 no posto aqui perto de casa. Mas esse precinho camarada durou pouco, porque segundo o frentista que me atendeu, amanhã (sexta-feira) a gasolina vai a R$ 2,56 em todos os postos de Maringá.

A culpa é deles...

Deles quem, cara pálida? Ah sim, dos funcionários públicos que, durante a greve estragaram os caminhões coletores, ou por tentar esconde-los ou porque deixaram o lixo acumulado nas ruas e quando voltaram ao trabalho os caminhões foram submetidos a uma carga de trabalho mecanicamente impossível de suportar. Este é um dos argumentos da administração SB II, que acabo de ler no O Diário, em matéria assinada pelo competente Fábio Linjardi.
A cada dia uma justificativa diferente. No começo da semana o presidente do Saop Diniz Afonso culpou o envelhecimento dos garis pela lentidão da coleta e, por via de consequência, defendeu a necessidade de terceirização. Descobriram, afinal, que os garis também envelhecem. Caminhões envelhecem e enferrujam no pátio, porque são de ferro. Sem manutenção, tem seu tempo de vida útil reduzido à mais da metade.
Quanta lorota para justificar a privatização! Ou melhor, a terceirização, pois o prefeito faz questão de frisar que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
A presidente do Sismmar, Ana Pagamunici , está coberta de razão quando diz que o sucateamento é proposital. Isto está na cara. Mais ainda para ela e seus colegas de diretoria, que vivem como ninguém, o dia-a-dia da administração pública e sabe, mais do que qualquer outro obsevrador, quanto dói o escamoteamento da verdade, principalmente para quem se torna refém da mentira.

Correrá o risco?

Não creio que a Comissão de Finanças da Câmara Municipal de Maringá, que se reúne hoje à tarde para tratar do assunto, seja contaminada pelo clima de revanchismo no que diz respeito às contas da gestão petistas relativas ao ano de 2003. Isso pela simples e clara razão de que , neste caso, a apreciação política (e não técnica) do processo pode fazer com que o feitiço vire contra o feiticeiro. O Tribunal de Contas recomenda a rejeição por causa de um suposto déficit orçamentário de cerca de R$ 19 milhões. Mas os contadores da Prefeitura à época provam com documentos que em vez de défict o que houve foi super ávit de pouco mais de R$ 2 milhões. Então, onde está o erro? Se essas informações que obtive agora de manhã forem verdadeiras, e estou certo que são, a conclusão é uma só: o TC comeu barriga. Será que os vereadores maringaenses cometeriam a imprudência de entrar nessa?

29 de novembro de 2006

Crônica de uma sacanagem anunciada

Acredite se quiser, mas o Tribunal de Contas do Estado não apreciou até o momento as contas do ex-prefeito Jairo Gianotto. É o que me informa o vereador Valter Viana, lembrando também que as contas da gestão petista referentes aos anos de 2001 e 2002 não foram ainda objeto de análise. Mas as contas de 2003 já foram apreciadas pelo TC e encaminhadas à Câmara Municipal de Maringá, com parececer pela rejeição. Tenho informações seguras de que não há nada de errado com a prestação das contas dos dois prefeitos petistas - José Cláudio (até setembro) e João Ivo, a partir do falecimento do saudoso Zé.

A recomendação para que o legislativo maringaense rejeite as contas foi noticiada com estardalhaço pelo O Diário , que em nenhum momento questionou o fato do TC não ter apreciado ainda nem as contas de Gianoto, que conforme investigações intensas do Ministério Público, saqueou os cofres da Prefeitura.

Como entender isso? Simples: a rejeiçao das contas de 2003 pelo Legislativo cria dores de cabeça para João Ivo, que tornou-se alvo preferencial de forças políticas locais contrárias ao PT. Corre à boca pequena, que já estaria sacramentada a pré-disposição da bancada majoritária de rejeitar as contas, não importando se elas estão corretas ou não. O julgamento seria meramente político, provocado pela votação expressiva que João Ivo teve para deputado federal nas últimas eleições. O potencial eleitoral do ex-prefeito representaria uma ameaça para ao grupo que domina a política local no momento. Sendo assim, melhor é matar a provável candidatura do ex-prefeito no ninho.

Mas este tiro pode sair pela culatra. Ou como diria o filósofo Nerino: os vereadores correrão sério risco de terem o bumerangue que pretendem atirar, voltando contra a própria cara.

28 de novembro de 2006

Culpa do raio

O médico e ex-secretário municipal de saúde, Paulo Roberto Donadio, não entendeu direito os motivos pelos quais o aeroporto de Maringá estava às escuras na última sexta-feira. O avião em que estava teve que descer em Londria. Pode ser que algum jornal tenha dado a informação, mas não vi nada. O que ocorreu foi que um raio danificou o sistema de iluminação do aeroporto, impossibilitando o pouso noturno. Como raio não cai duas vezes no mesmo lugar...

27 de novembro de 2006

Os passos da terceirização

O lixo está se acumulando nas ruas, a coleta já não é mais a mesma. Dos 14 caminhões coletores, metade está parada no pátio da Saop por falta de manutenção. Eis aí alguns passos dados no rumo da terceirização da coleta.
Enquanto isso, as bocas de lobo continuam entupidas, as galeriais de águas pluiviais obstruídas e provocando inundações que poderiam ser evitadas. Como as que ocorreram no Jardim São Silvestre, onde as soluções de emergência ficaram apenas na promessa. Uma simples galeria alternativa, para facilitar o escoamento da água que o descaso faz represar no imóvei de José Francisco Maciel, não foi feita ainda, porque segundo o prefeito disse pessoalmente ao comerciante, não tem previsão orçamentária para executar a obra.
Mas como pode um absurdo desse, se o próprio Saop tem material, equipamento e mão-de-obra para executar o serviço? O problema é outro, não tem nome de previsão orçamentária . Pode ser chamado simplesmente de incompetência ou, quem sabe, falta de vontade política. Ou será que estão criando clima para entregar também o Saop à iniciativa privada?

24 de novembro de 2006

Bá prestigia Laércio

O livro PRESTES NA POESIA, do amigo Laércio Souto Maior já foi lançado em Curitiba , Porto Alegre e Maringá. A última noite de autógrafos foi na Livraria Realejo de Santos, com a presença de ninguém menos que Mariana Prestes, filha do Cavaleiro da Esperança e também do deputado federal do PT , eleito pela região de Santos, Carlos Filgueira. O editor da revista Babel, maringaense agora radicado em São Vicente, Ademir de Marchi esteve lá, prestigiando o amigo Laércio. Os presentes foram brindados com um grande show de música, repente e interpretações de algumas poesias do livro, pelo talentoso João Bá, um nordestino a serviço da cultuira na cidade portuária. Os próximos lançamentos serão em Santo André (SP), Paranavaí e Umuarama.

Pessuti 2010

O vice-governador Orlando Pessuti cumpre uma extensa agenda política no Paraná inteiro desde que foi confirmada a reeleção. O homem parece que tem fôlego de gato. Atua como se estivesse em plena campanha. Impressionante o seu poder de persuasão. Ele cumprimenta todo mundo e chama a maioria pelo nome. Memória minemônica e carisma. Conquista aliados, faz amigos e consolida apoios para projetos futuros. Seu horizonte mais próximo é, sem dúvida 2010, quando o governador Roberto Requião não será mais candidato ao Palácio Iguaçu. Nesse ritmo e com tanta desenvoltura, Pessuti será candidato de chegada daqui quatro anos. Tem tudo para emplacar.

Hoje pela manhã ele esteve inaugurando no Supermercados Canção da Av. Tuiuti uma gôndola de produtos industrializados por pequenos e médios produtores rurais . Depois foi a Marialva participar de um almoço com lideranças regionais que tiveram papel fundamental na vitória dele e de Requião em 29 de outubro. Comeu vaca atolada , voltou a Maringá para uma reunião de trabalho no Colégio Marista e ainda hoje iria a outras cidades da região, encerrando o périplo do dia em Campo Mourão. " Mal termina uma, a outra campanha eleitoral já tem que ser iniciada" , ensina.

Pessuti, que sabe das coisas, já deixou escapar várias vezes e em variados momentos, que o governo Requião deverá apoi9ar um nome forte da oposição em Maringá nas próximas eleições de prefeito. Ele pára, pensa, consulta os astros e fulmina: João Ivo é o nome

Contas de 2003

A reprovação das contas da gestão petista relativas ao ano de 2003 está sendo usada politicamente para atingir o PT e , principalmente, o ex-prefeito João Ivo, que assumiu efetivamente no final de setembro. Portanto, responde por apenas tres meses.
A recomendação do Tribunal de Contas para que a Câmara Municipal rejeite as contas vai dar muito barulho. O PT (assim espero) não deverá engolir seco esta manobra. João Ivo , menos ainda. Isto porque, não tem nada de irregular . Qual a explicação para tamanha polêmica? Elementar meu caro Watson!

23 de novembro de 2006

Devagar, mas sempre...

Estou meio fora do ar porque meu computador deu pau. Por isso o blog ficou tanto tempo desatualizado . Mas devagarinho a gente vai voltando.

Li no blog do Rigon comentário de anônimo sobre João Ivo e a reprovação das contas referentes a 2003 . Parece que o cara tem razão. João Ivo assumiu no final de setembro e portanto foi prefeito por apenas tres meses no ano de 2003.

Se a questão é meramente técnica não dá pra entender a conotação política dada ao fato pelo jornal . Na verdade dá pra entender sim. Mas convenhamos, está muito cedo para começarem a bater em que tem muito voto e é, desde já, uma boa alternativa para a oposição em 2008..

18 de novembro de 2006

O tempo não pára...

O filme de Cazuza exibido esta semana na Rede Globo está gerando muita polêmica no Brasil inteiro. As relações homossexuais e as rodadas de consumo de drogas deixou a sociedade estupefata, mas não era pra tanto. Não creio que as cenas fortes tenham poder de influência sobre os jovens, pelo contrário, servem mais de alerta do que de indução. Alguém disse em comentário que li no Factorama, que Cazuza não era exemplo de vida pra ninguém, mas não dá pra ignorar a contribuição que ele deu para a cultura musical do país. Era um grande poeta, um irreverente artista, que conquistou o coração de uma juventude de bom gosto, pelo menos aquela parte avessa ao lixo musical.
De Cazuza fica registrado na meória nacional, a força da sua poesia cortante...a burguesia fede/ e o tempo não pára quando a sua piscina está cheia de rato. O Brasil mostrou a sua cara com Cazuza, cujo modelo de vida pessoal não deve ser imitado por ninguém. Mas reconheçamos que Cazuza foi de uma dignidade comovente quando em estado terminal. Lembremos do Cazuza poeta, lembremos do Renato Russo contestador e visionário. A obra é o que realmente interessa, o modo de vida de ambos pode até ficar, mas como exemplos que não devem ser seguidos.
Não sou da geração Cazuza e Renato Russo , mas devo admitir que musicalmente os dois estão no nível de alguns ídolos que curti na juventude, caso de Sérgio Ricardo, João do Vale, Elomar, Chico, Caymi, César Costa Filho e Sidnei Miller (Pois é, pra que? ).Meus filhos mais velhos (27 e 25) andaram cantarolando músicas de Cazuza, Russo, Engenheiros do Avaí, Kleiton e Cledir e Luiz Caldas (por onde anda?), mas depois foram tragados pela onda do breganejo e pagode brega. Hoje, entopem meus ouvidos aqui em casa com porcarias tipo Bruno e Marroni, Leonardo, não sei o que lá e Menoti, Daniel (pobre Canção da América! ) , Exalta Samba, Negritude , Só pra Contrariar, etc e tal.
Pelo menos o filme serviu para alguma coisa: balançou a roseira do conservadorismo e colocou a verdadeira MBP no centro da discussão. Uma discussão que por enquanto se resume aos blogs, mas que pode (e deve) avançar .

Procurado, mas por enquanto...

O ex-prefeito João Ivo Caaleffi, do alto de uma votação extraordinária para deputado federal, tem sido procurado com frequência por vários partidos políticos. Mas ele resiste à idéia da sair do PT, onde está filiado desde 1985. Entre os partidos que sondam a possibilidade de ter João Ivo estão PMDB e PV, que apesar de não ter passado pela cláusula de barreira, se reestrutura no país inteiro, pensando principalmente em lutas futuras, como a de 2008. O PV é um partido internacional, que tem espaço para crescer muito, tendo em vista a unanimidade nacional que a defesa do meio ambiente representa hoje.

Pensando bem, sair do PT não teria muita razão de ser para João Ivo neste momento. Por outro lado, ele sabe que a cúpula partidária, em nível local e estadual, dificilmente levará seu potencial eleitoral em consideração, como não levou agora em 2006. Mas sempre mantém a esperança de que as coisas possam mudar na nacional, na estadual e na municipal. O PT é , para João Ivo, uma grande paixão partidária. Deixou isso mais uma vez claro na festa de confraternização com os que estiveram ao seu lado na última campanha. Muitos amigos e companheiros que o acompanham desde a campanha de 2004, dizem que estarão com João Ivo sempre, mas preferem acreditar que se as circunstâncias o empurrarem para uma opção partidária eleitoralmente mais consistente, ele reveja a sua posição. 'O que ele não pode, disse um desses aliados de primeiro hora, é ficar dando murro em ponta de faca a vida toda". É sempre bom lembrar que existe opção partidária politicamente correta, também fora do PT. Em tempo: se a costura de uma frente partidária de centro-esquerdatoral caminhar como o presidente Lula espera, o PV também terá espaço no futuro governo.

Coalizão de centro esquerda

Informa Josias de Souza em seu blog que o presidente Lula está buscando uma coalizão partidária de centro esquerda. Já praticamente atraiu o PMDB para o seu lado e agora conversa com PDT e PV, que nas aleições pateram bastante no candidato à reeleição.

Vai ser muito interessante ver o senador Osmar Dias na base aliada de Lula. Logo ele que não tem perfil nem de centro e muito menos de esquerda.Osmar viveu momentos de desconforto com a verticalização , por causa do presidenciável do seu partido, o senador Cristóvão Buarque.Mas o desconforto não impediu o canditado oposicionista ao governo do Paraná de entrar de corpo e alma na candidatura Alckmin. Se o PDT for realmente seduzido pela base governista, Osmar terá duas opções: aderir ou sair do partido. Como ele provou que não é partidário, é mais provável que fique.

Por falar em partidos políticos, fico a me perguntar como reagiria Leonel Brizola com o saco de gatos em que se transformou o seu PDT?

17 de novembro de 2006

Pior de todas

Estou em Maringá há 45 anos - cheguei aqui com 11 anos de idade e estou no jornalismo há mais de 30. Acompanho as administrações municipais desde Silvio Barros, o pai, que tinha um temperamento muito forte. Mas confesso que nunca vi um prefeito tão duro com o funcionalismo público quanto Silvio II. Acabei de ler nota no blog do Sismmar (Sismmar.blogspot.com) sobre a situação dos Hospital Municipal, as condições de trabalho dos funciionários e a perseguição que o sindicato dos servidores diz que eles sofrem.

Conheço vários funcionários municipais, sou amigo pessoal de muitos e o que ouço deles sobre perseguições e condições de trabalho é de arrepiar. Não dá pra imaginar que os servidores mentem quando relatam o dia-a-dia , por exemplo, do HM.

O que não dá pra entender são os motivos que levam um gestor público a comportamentos político-administrativos como o que o funciionalismo denunciam com frequência.Arrogância, prepotência....até isso tem limites. Práticas como as que o Sismmar relata não fazem mais nenhum sentido nos dias de hoje. Ainda mais numa cidade do tamanho e do perfil de Maringá. Acho que já passou da hora da sociedade organizada, pelo menos os setores mais sintonizados com a democracia, a ética e o respeito à cidadania, se pronunciarem.

16 de novembro de 2006

PT no governo

O PT já decidiu que vai participar do governo estadual. Quem ajuda a eleger tambem ajuda a governar. o PMDB vai participar do governo Lula, mas o problema nacional é que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro está mais dividido do que bolo de casamento. Dividido inclusive entre apoiadores de Lula e apoiadores de Alckmin. Os que apoiaram o tucano também querem uma fatia do bolo do segundo mandato de Lula. É o caso de Mechel Temer. Fisiologismo pouco é bobagem.

Ressalte-se que a participação do PT do Paraná no governo Requião tem outra característica. As negociações seriam no sentido de que a participação se dê em cima de programas de governo. A costura é feita por cima, mas deve haver petista também em postos chaves da região. No mais tardar até final da semana que vem teremos novidades.

DORIVAL PRESIDENTE?
A Câmara de Maringá, onde o prefeito nada de braçada, terá entre os vereadores candidatos a presidente, ninguém menos do que o líder da bancada governista, Dorival Dias. Atualmente só tres vereadores fazem oposição de fato ao prefeito Silvio II: Humberto Henrique, Mário Verri e Valter Viana. Marly Martins até que tem uma postura mais independente, é anti-Jhon mas não é anti-Barros.

Se der Dorival na presidencia a partir de janeiro de 2007, o Poder Legislativo não só dirá amém, mas entoará
aleluias e hosanas. Quem sabe aí o prefeito não reativa a salinha que teve colocada a sua disposição pelo presidente Jhon Alves logo no início da gestão.Silvio está tão confortável no seu relacionamento com os vereadores, que pouco se liga se a oposição grita e agita.

14 de novembro de 2006

O lucro fala mais alto!

Levantamento feito pelo vereador Humberto Henrique mostra que a coleta de lixo em Londrina custa menos da metade do que deverá custar em Maringá, pós-terceirização. Será que a sociedade local não vai reagir?
Privatizar a coleta de lixo é só o começo. Depois vem privatização do HM, da merenda e até do CSU e por aí vai.

Será que fica?

O governador Requião já deu provas do apreço que tem pelo atual secretário do Trabalho Emerson Nerone, que desistiu de disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa pelo PHS para continuar no cargo até 31 de dezembro.
Requião reconhece ser o maringaense Emerson Nerone um secretário competente e politicamente correto. Por isso, deverá continuar no próximo governo. Só não se sabe se como Secretário do Trabalho, cargo cobiçado por muitas lideranças políticas que apoiaram a reeleição. Resta saber se Nerone terá condições políticas e partidárias suficientes para sustentá-lo na Secretaria do Trabalho.

13 de novembro de 2006

Óbvio quase ululante

Leio agora de manhã no blog mais acessado de Maringá , o do Rigon, que o prefeito estaria deixando o mato crescer e atrasando a coleta de lixo em alguns bairros para justificar a privatização das roçadas e da coleta de lixo.Isso estava escrito nas estrelas, desde que , em 2004 , ele ganhou as eleições, num pleito que virou na última hora, por razões que a história ainda há de explicar.
O privatismo não é obsessão do prefeito Silvio II, está no DNA dos irmãos Barros, contaminados que sempre estiveram pelo neoliberalismo de pé quebrado. Lembremos, por exemplo, das escolas cooperativas e da Sotecol, quando Ricardo foi prefeito (1989/1992).
A privatização do lixo gerou um passivo financeiro enorme, só quitado tres gestões depois, mais precisamente na administração do PT. As escolas cooperativas oxigenou dentro da rede municipal de ensino a cultura do levar vantagem. Quem era do time, se dava bem; os funcionários das escolas, menos graduados, comeram o pão que o diabo amassou. Sem contar os prejuízos para a educação, conduzida ao longo de quatro anos por uma estrutura voltada ao lucro de poucos.
Diante de tudo isso, como imaginar que a administração de Silvio II seria diferente? Estão negligenciando não só a roçada e a coleta de lixo, mas também a saúde e, como já tem sido criticado pelo vereador Humberto Henrique, até a alimentação das crianças das creches.
Quem viu o Hospital Municipal na gestão passada e vê agora, fica perplexo com o descaso. O HM atendia bem, era bem ajeitado. Enfim, um espaço agradável, que fazia com que os usuários do SUS se sentissem respeitados.
Quem acha que estou exagerando, basta conferir. O descaso com a saúde pública é notório, mesmo a quem não depende do Sistema Único de Saúde. Que Deus e o Ministério Público, tenham piedade de nós.

12 de novembro de 2006

Na Gazeta

A Gazeta do Povo publica neste domingo, matéria de uma página sobre Laércio Souto Maior e o livro PRESTES NA POESIA, lançado sexta-feira em Maringá, mais precisamente na livraria Bom Livro Mega Storn. Vale a pena ler.

11 de novembro de 2006

Parar? Parar não paro

PARAR? PARAR NÃO PARO.
ESQUECER? ESQUECER NÃO ESQUEÇO
SE CARÁTER CUSTA CARO
PAGO O PREÇO

Conheço dois políticos que adoram introduzir nos seus discursos este verso do poeta português (exilado no Brasil durante o salazarismo) Sidónio Muralha. São eles: Roberto Requião e Pedro Brambila. Requião suou para vencer as eleições no Paraná este ano, mais pelo que falou do que pelo que fez. Fez um bom governo, levou o Paraná a avanços sociais incríveis nessses últimos quatro anos, mas sua conhecida contundência verbal quase lhe custa a reeleição. Brambila não teve um discurso tão cortante na sua Santa Fé, mas em campanha distribuiu umas camisetas, fez uns agrados ao aleitor e foi cassado pela justiça, acionada por seus adversários. Em compensação conseguiu eleger o filho para ocupar o cargo que lhe foi tirado. Estive junto com o Moscardi , o Abrão Vagner e o Osvaldo Reis na posse do menino. Brambila fez um belo discurso, cheio de frases feitas, versos cortantes, mas repleto de emoção. O auditório da Biblioteca Municipal explodiu em aplausos quando ele citou, com ênfase quase requianista, o verso de Sidónio.

Na Caros Amigos

Em tempo: Prestes na Poesia é uma das indicações de leitura da revista Caros Amigos, uma das melhores publicações nacionais da atualidade. A referência ao livro do Laércio Souto Maior está na página do professor Emir Sader.

Acrescento à lista das pessoas presentes ao lançamento: o Secretário do Trabalho do Estado do Paraná, Emerson Nerone ,o ex-deputado federal Walber Guimarães, o chefe de gabinete do prefeito João Ivo (2003/2004) Alaércio Cardoso e os advogados Norberto Miranda, Dra. Cristina, Alaor Gregório e Abraão Wagner, fundadores-diretores do Centro Patriótico Tiradentes.

Laércio deve lançar o livro daqui a alguns dias em Santos, a convite de um filho de Luiz Carlos Prestes e depois irá para Santo André, São Paulo (capital) , Salvador,Recife e Fortaleza. No Paraná, ele ainda pretende lançar em Paranavaí e Londrina. PRESTES NA POESIA foi lançado primeiro em Curitiba, depois em Porto Alegre e agora em Maringá. Aliás, o primeiro lançamento foi considerado o mais concorrido dos 90 anos da Livraria Gignoni, no Batel.

Prestigiado

O lançamento do livro PRESTES NA POESIA , do meu amigo de fé e irmão ideológico Laércio Souto Maior ontem a noite na Bom Livro Mega Storn foi o sucesso esperado. Laércio não estava tão preocupado com a quantidade, mas com a qualidade dos presentes. Nos dois aspectos a noite de autógrafo foi 10. Tinha muita gente e gente de qualidade, gente que lê e que foi prestigiar o evento , pelo Laércio e claro, pelo personagem do livro.

Não quero cometer injustiças, por isso não vou publicar a relação das pessoas conhecidas que lá estavam. Mas com o devido pedido de desculpas, quero lembrar algumas, que certamente deixou o autor muito feliz pelo prestigiamento: Antônio Facci, Nassif Alkuri Neto, Otávio Laurindo, Moscardi, Reginaldo Dias, Dr. Donadio, Dr. Robson de Souza, o reitor da UEM Décio Sperandio, o ex-reitor Ângelo Priori e o vice-reitor do Cesumar, Cláudio Ferdinandi.

ESSE É O OSVALDO!
O amigo Osvaldo Reis, que também marcou presença na noite de autógrafos, montou algumas pastas com fotocópias de jornais e fotos antigas para presentear algumas pessoas diretamente interessadas no material.. Gostei de receber o jornal POIS É (embrião da revista) , que eu e o Moscardi editamos em 1985, como prestaçao de serviço ao diretório municipal do PMDB (bons tempos do partido em Maringá), contratados que fomos pelo então presidente Carlos Alberto de Paula, de saudosa memória. Na capa, uma ilustração do Kaltoé, mostrando o recém-eleito (eleição indireta) Tancredo Neves, escalando a rampa do Planalto, com um monte de obstáculos pela frente. Só o Osvaldo mesmo para ter fazer este tipo de trabalho. Em tempo: fui deixar o Osvaldo em casa e lá ele ainda me presenteou com alguns textos maravilhosos, alguns que lhe foram passados pelo inesquecível José Pacheco dos Santos. Um desses textos, que devo colocar num quadro, é o Estatuto do Homem, de Thiago de Melo. Lembrando que este texto o Osvaldo recebeu das mãos do próprio poeta, em Brasília.

9 de novembro de 2006

Dito e feito!

Não deu outra: na conversa das seis da matina com moradores do Jardim São Silvestre o prefeito Silvio Barros baixou a borduna no PT, para justificar a sua inapetência para administrar Maringá. Disse que por causa da molecagem dos petistas, a Prefeitura não tem recursos para fazer a manutenção da cidade.Como era esperado, deixou claro que dificilmente irá indenizar o comerciante José Maciel, que perdeu tudo na enxurrada, provocada pela falta de limpeza das galerias de águas pluviais. E nem sequer prometeu fazer a limpeza indispensável das bocas de lobo. Também não se mostrou disposto a executar a obra de uma galeria de emergência para o escoamento das águas da chuva. A alegação é a mesma: falta dinheiro. A Prefeitura segundo Silvio II, está quebrada.
Que absurdo! Trata-se de obra simples que o próprio Saop poderia executar com seus equipamentos, tubos e pessoal. Mesmo que dependesse da contratação de uma empresa , o prefeito não teria o direito de se omitir diante de tão grave problema, ainda mais que a coisa é mais simples do que se imagina. O que falta é, definitivamente, vontade política de fazer o dever de casa. Que lástima!

PRESTES NA POESIA
O livro do advogado, jornalista e grande pensador político Laércio Souto Maior será lançado nesta sexta-feira , em noite de autógrafo na Bom Livro Mega Storn (Aspen Park). Laércio pesquisou durante vários anos, não só a vida do Cavaleiro da Esperança, mas o que falaram dele personalidades de grande destaque no cenário mundial da época. Entre outras preciosidades, Laércio reproduz cartas, telegramas e poesias dirigidas a Luiz Carlos Prestes por ninguém menos do que Charles Chaplin, Garcia Lorca, Pablo Neruda, Monteiro Lobato e, podem acreditar, Roberto Marinho.

Minucioso e com um extremado senso de responsabilidade, Laércio checou todas as informações que levantou. Por exemplo: levou quase 10 anos para encontrar uma prova confiável, de que a Coluna Prestes foi a maior marcha da história da humanidade. Só se deu por satisfeito quando encontrou um livro raríssimo na Biblioteca do Exército, que revelava ter a marcha de Alexandre, o grande, percorrido 27.500 quilômetros, enquanto a Coluna Prestes percorreu 36.000 quilômetros. O livro é imperdível.

Prefeito madrugador

O prefeito Silvio Barros recebe nesta quinta-feira às 6hs, moradores do Jardim São Silvestre, onde há exatos 56 dias houve inundação e muito estrago. A maior vítima foi o comerciante José Francisco Maciel, que pela segunda vez este ano teve seu estabelecimento invadido pela enxurrada e perdeu quase tudo. Há cerca de 20 dias , José foi recebido no gabinete, também às 6 da matina. Ouviu promessas de que a Prefeitura o indenizaria, o que significa que o prefeito reconheceu que os estragos foram ocasionados pela falta de limpeza das galerias de águas pluviais e também, pela falta de uma obra simples de infra-estrutura , que facilite o escoamento das águas das chuvas.

Pelo menos até ontem, nem indenização, nem obra e nem limpeza das galarias. Vamos ver que tipo de argumentos serão apresentados esta manhã para justificar o descaso. Quanto às bocas de lobo e galerias entupidas, não só no Jardim São Silvestre mas em toda a cidade, o prefeito deverá jogar a culpa na administração anterior, como faz sempre. Alguém precisa explicar porque o "Tatu", equipamento altamente sofisticado adquirido na administração do PT para limpar as galerias, está quebrado, sem conserto há um bom tempo. Será que vão privatizar também este serviço. que em passado recente o SAOP executava com eficácia?

E A SAÚDE, EHIM?
A Sáúde pública em Maringá está um caos total. O Hospital Municipal, que era bem cuidado e funcionava direitinho até ano e meio atrás, está caindo aos pedaços. Quem chega vê logo pelo hall de entrada como a coisa alí está feia. O atendimento então, nem se fala. Que Deus se apiede de nós, usuários do SUS.

8 de novembro de 2006

Já vi este filme

A privatização dos serviços públcos era mais do que prevista na gestão Silvio Magalhães Barros II. Quando o irmão foi prefeito (1989/1992), terceirizou a coleta, com o argumento ridículo de que a frota de caminhões coletores estava sucateada e que portanto, entregar os serviços para a iniciativa privada significaria mais eficiência e racionalizaçãio de custos. Vale lembrar que o sucateamento dos caminhões coletores, os chamados Kukas, ocorreu extamente na gestão neoliberal de Ricardo. Foi um sucateamento programado, para justificar a entrega da coleta para a Sotecol. Passados 17 anos, a mesma conversa. A frota de caminhões coletores estaria sucateada. Se está, foi deliberadamente sucateada, porque a gestão passada do PT de Zé Cláudio e João Ivo deixou pelo menos quatro caminhões zerados, comprados através de pregão on line em 2004.
A cidade não pode esquecer nunca dos prejuízos enormes que o contrato com a Sotecol causou aos cofres municipais. O passivo gerado com aquela irresponsabilidade não foi pequeno. Sem contar que para recompor a estrutura deliberadamente destroçada, foi poreciso muito dinheiro público . Lembro que o então prefeito Said Ferreira teve que recorrer ao governo do Estado. O governador Requião mandou para cá vários caminhões coletores. Mas a multa contratual foi se arrastando até a gestão do PT, que foi na verdade quem quitou a fatura, após penosa negociação, feita pessoalmente pelo Zé e pelo João.
Mas falando do presente, cabem algumas observações : a) - a empresa que vencer a licitação vai ganhar em torno de R$ 80,00 por tonelada coletada e ainda por cima vai ficar com o lixo reciclável coletado, que também lhe renderá uim bom dinheiro. E o que será feito dos garis da Prefeitura? E o que acontecerá com as cooperativas de reciclagem?
Acho que a sociedade organizada de Maringá precisa encabeçar este debate, uma vez que não dá mais para contar com a Câmara Municipal, cuja maioria está do lato do prefeito e portanto, não oferecerá nenhuma resistência a este absurdo.
Na esteira do lixo, vem a saúde (terceirização dos hospital Municipal), poderá vir a educaçao e, pasmem, até a merenda escolar. Eu não cometeria a liviandade de dizer que cada povo tem o governo que merece, mas é certo que o eleitorado, que em 2004 se deixou levar por um certo encantador de serpente, deve estar refletindo sobre a tamanha besteira que fez.

A quem interessar possa

A crítica é sempre positiva, oxigena o debate, fortalece a democracia. Mas quem critica precisa ter humildade suficiente para receber críticas também. E eu tenho. Aceito de bom grado qualquer questionamento aos meus escritos. Gosto do exercício da crítica, mas repudio a baixaria. Principalmente quando ela vem embalada pela covardia de quem se esconde atrás de psuedônimos para colocar pra fora seus recalques.

3 de novembro de 2006

Adeus João Paulo!

João Paulo tinha 20 anos, um rapaz saudável, bonito, alegre. Um bom caráter. Estava em coma profundo há uma semana no Santa Rita. Agora, pontualmente às 16,30hs , recebo um telefonema do ex-prefeito João Ivo Caleffi que tinha ido ao hospital saber notícias sobre o filho do amigo Foguinho."O João Paulo acaba de falecer", disse-me João Ivo, consternado com o passamento , mas tentando consolar João Basitta (Foguinho) Siqueira, amigo nosso e de meia Maringá.

João Paulo caiu de moto quando retornava para casa sexta-feira da semana passada, após jogar futsal no ginásio de esportes do Sesi. Estava de capacete, mas o capacete caiu quando ele se desequilibrou e bateu com a cabeça no asfalto.

Acompanho desde então o drama da família, que passou a viver nesses últimos sete dias, de casa no hospital, do hospital em casa. Foguinho tem tres filhos - Jean, o mais velho; Aline, já casada e João Paulo, o caçula. Chorando, me disse anteontem: "Acho que Deus está levando meu filho". O que poderia eu dizer numa hora dessa? "Deus sabe o que faz", respondi.

João Paulo era um menino de fé. O Foguinho e a Mirtes é um casal de fé. A fé continuará sendo o alimento que os manterá fortes, apesar da dor que estão sentindo. Mais do que qualquer um de seus amigos verdadeiros, Foguinho sabe o filho que tinha. E está absolutamente certo de que João Paulo já está lá em cima, na paz do Senhor.

1 de novembro de 2006

Mal que veio pra bem

Muita gente achou estranha a ausêcia do vereador Humberto Henrique na CPI dos leptops. O Humberto não protestou, ficou na dele. No fundo, no fundo, o combativo vereador petista achou foi bom ter ficado fora, pela
simples razão de que até os flanelinhas da Praça da Catedral sabiam que a Comissão Parlamentar seria mesmo uma comissão para lamentar.

CRISPIM x RENATO
Renato Cardoso, chefe do núcleo regional da Secretaria da Agricultura , era o homem do vice-governador Orlando Pessuti na coordenação da campanha de Requião em Maringá. Afinado com o coordenador político, deputado Odílio Balbinotti, Renato tenha poder de decisão. Mas enfrentava a resistência de Humberto Crispim, o comandante eterno do exército formiguinha do PMDB. Renato vivia com as orelhas pegando fogo. Crispim , nem tanto. Talvez porque o ex-prefeito de Colorado fosse mais polido e menos disposto a alimentar o fogo amigo dentro da campanha .
OUTRO QUE MUDOU O VOTO
Só nesta semana conheci tres pessoas que votaram no Osmar Dias no primeiro turno e decidiram mudar no segundo , depois do debate da Globo. Um deles, porteiro de um prédio no Jardim Novo Horizonte, disse que se irritou com a arrogância de Osmar, "que se preocupou mais em bater no governador do que apresentar propostas. Além disso, prometeu coisas que qualquer um sabia que ele não ia cumprir".

Vá entender!

O comando do PT local não participou da última carreata pro-Requião no sábado cedo. A carreata foi organizada pela Coordenação Sindical, que convidou Ênio Verri e João Ivo para participar. O João foi, mas recebeu críticas veladas do pessoal ligado ao campo majoritário. Cada vez entendo menos este partido, que joga contra o próprio patrimônio em todas as esferas.Fez gol contra em Maringá nas eleições de 2004 e na sucessão presidencial este ano foi o adversário que os tucanos pediram a Deus. Não estivesse Lula impermeabilizado pela força do povo, a vaca teria ido pro brejo.