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A propósito da reportagem da Veja sobre o MST, escreve Parreiras Rodrigues :

"Concordo. A Veja deveria ir até Querência do Norte e ouvir os comerciantes daquela cidade. Aliás, quem descreve bem a saga do movimento em Querência é a pedagoga e geógrafa formada pela Fac. de Ciências e Letras de Campo Mourão e mestre em Geografia pela UEM, Adélia Aparecida de Souza Haracenko, nas páginas do seu livro "Querência do Norte, uma experiência de colonização e reforma agrária no Noroeste paranaense", editado em 2002 pela Editora Massoni, aí da minha eternamente querida Maringá. E, para ilustrar, eu mesmo ouvi duma senhora proprietária duma loja de móveis lá na hoje próspera Querência: "Quando casa um filho ou uma filha dum grande fazendeiro, compram tudo, enxoval, móveis, tudo, tudo, em outra cidade. Quem dá sustentação pro comércio são os assentados".

. Parreiras é jornalista em Curitiba e fez parte da primeira equipe de redação do O Diário, comandada pelo saudoso Rubens Ávila

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