15 de outubro de 2010

Urgência? Aonde está a urgência?

"O que ninguém está entendendo – leia-se políticos sérios – é por que o Executivo encaminhou “em regime de urgência” para a Câmara, os projetos de criação da Agência Municipal de Saneamento e do Fundo Municipal de Saneamento, que na prática seria a municipalização dos serviços de água e esgoto. Por que tanta pressa? Por acaso estamos em estado de guerra? Algum tufão? Furacão? Ou seria apenas uma estratégia para camuflar algum tipo de sacangem? É um assunto sério demais para ser tratado apenas num estalar de dedos. Requer mais estudos e análise criteriosa do que está sendo proposto. Afinal, mexe diretamente com a economia popular".

. Do blog do Lauro Barbosa

Meu comentário: não entendi nadinha, meu caro Lauro. Que o município queira iniciar um processo de retomada do sistema de saneamento básico, isso é compreensível. O que não dá pra entender é a maneira como as coisas são feitas pela "administração cidadã". É tudo na base do afogadilho. A Câmara, por sua vez tem, sistematicamente engole cru e quente, em permanentes demonstrações de subserviência total ao Poder Executivo. De nada adianta o presidente Mário Hossokawa fazer uma administraçlão austera da Câmara, de economizar e até devolver dinheiro para o prefeito. Isso não torna a Câmara Municipal numa legítima casa do povo. A população não exige que os vereadores devolvam dinheiro aos cofres da Prefeitura. Os vereadores podem (e devem) gastar todo o duodécimo que a Câmara tem direito, mas desde que o façam com transparência e com aplicação do dinheiro em projetos e ações produtivas para a sociedade.
O que os vereadores não podem (e nem devem) é se ajoelharem diante das mensagens impositivas que o prefeito envia e são sempre aprovadas, apenas com o chio de quatro oposicionistas. Economizar dinheiro, cuidar com zelo da administração do Poder Legislativo é dever do presidente. Mas é dever do presidente também, brigar para que a Câmara se faça respeitar enquando poder independente.

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