5 de novembro de 2010

Será que ainda há tempo de se evitar o crime de lesa pátria?


Eu e mais um grupo de amigos interessados na preservação do grande patrimônio histórico que é a rodoviária velha, pensamos num projeto de transformação daquele espaço , que inclui o Cine Teatro Plazza e a Praça Raposo Tavares em um centro cultural. Seria Centro Cultural Said Ferreira. E por que Said? Porque o ex-prefeito, recentemente falecido, era um homem ligado a cultura (vide construção do Teatro Kalil Haddad) e esta seria uma justa homenagem. Havia perspectiva da apresentação de um projeto de lei na Câmara, assinado inicialmente pelos vereadores Mário Verri, Humberto Henrique e Dr. Manoel, mas aberto a apoio de outros vereadores sensíveis à causa. Eu conversei pessoalmente com Mário e com os assessores dos outros dois. Cheguei a trocar idéias com o deputado Ênio Verri sobre o assunto e fiquei sabendo que este centro cultural chegou a fazer parte do seu projeto de governo na disputa da Prtefeitura de Maringá em 2008.
Infelizmente, parece que o prédio vai (se já não foi a essa hora) para o chão, o que inviabilizaria tecnicamente a implantação do centro cultural. Estávamos discutindo a questão e, junto com o Alberto Abraão , presidente do PV, do Centro Patriótico Tiradentes e advogado dos condôminos da Rodoviária Velha, tentávamos viabilizar um grande debate público sobre o assunto, com a participação, inclusive, de arquitetos ligados ao Observatório das Metrópoles.
Espero que ainda haja tempo de se evitar a sandice de demolir o que resta do grande monumento histórico de Maringá.E mais, que haja tempo de se evitar o assassinato do Eixo Monumental, o vão livre que vai do Estádio Willie Davids à Catedral, previsto no projeto original do centro da cidade pelo arquiteto da Cia Melhoramentos, Jorge de Macedo Vieira.

Um comentário:

Ana Lúcia Rodrigues disse...

Messias, o Observatório das Metrópoles está à disposição para discutir essa questão e tentar preservar algum resquício da Velha Rodoviária para a memória do povo de Maringá. Sem memória um povo não conhece a própria história, não sabe de onde veio, não respeita o passado e não tem idéia prá onde está indo... fica meio bicho que vive só o momento presente. Daí prá matarem-se uns aos outros é só um passo.