8 de dezembro de 2010

Atropelamento da justiça,canto de pássaros e outros bichos do "zoológico durepox"

Akino Maringá escreve:

"O prefeito Sílvio Barros II informou, no Pinga Fogo na TV, que o terreno da antiga rodoviária será destinado para o mercado imobiliário que construirá, no sistema de incorporação, um edifício que será marcante. O negócio já está acertado e a parte do município será de 20% da área construída. A expectativa, segundo entendi, é que a área construída seja de 50.000 m2, ficando o município com 20.000 metros. Quem mais ganhará com isto ?
Minha opinião: Ouvindo a falta fiquei com a impressão que o prefeito trata o assunto como se o terreno fosse de sua propriedade. Que a licitação será mera formalidade. Que tudo já está decidido. Como diria Messias Mendes, “democracia a gente vê por aqui”.

Meu comentário: antes de mais nada, caro Akino, obrigado pela referência a esse escriba. Mas eu queria lembrar que as coisas foram feitas de maneira muito estranha. Primeiro, a "administração cidadã" atropelou a história de Maringá sem dó nem piedade. Depois, desdenhou da justiça, demolindo o que havia restado do prédio , antes mesmo da publicação em diário oficial do despacho de segunda instância.
Mas segundo me informa Alberto Abraão Vagner, advogado dos condôminos, a ação continua correndo e não seria anormal uma decisão mandando reconstruir o que foi destruído. Do ponto de vista jurídico isso é perfeitamente possível, emorba diga a lógica que a Inês já é morta.
Mas alguma consequência poderá sofrer o gestor mais lá na frente, quando a ação for transitada em julgado. Não é possível que um crime de lesa pátria como este fique impune.
E por falar em crime de lesa pátria, um grupo de amigos anda treinando cantar de pássaros, guizado de cascavel e manifestações sonoras de diferentes tipos de bichos, para poder dublar os seres inanimados do "zoológico durepox", que está sendo montado no Parque do Ingá.

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