22 de fevereiro de 2011

O trote, segundo Elias

"Passávamos pela Avenida João Paulino Vieira Filho esquina com Herval quando fomos interceptados por calouros da UEM, todos caras pintadas: "Moço, dá uma moeda? Passamos no vestibular para Engenharia e os veteranos estão acabando com a gente para pegar dinheiro para eles". Como sempre fiz, neguei, sobretudo porque não concordo com trote. Há outras formas educativas para recepcionar os calouros. Trote é uma forma de violência moral e psicológica e os veteranos podem ser processados pelo ato forçado e ameaçador. Os calouros não participam porque querem. Pelo contrário, torcem para não sofrer trote. A forma como o calouro se expressou deixou claro: "...os veteranos estão acabando com a gente...".
. Do blog do Elias Canuto Brandão

PS: cena mais degradante presenciei na esquina da Avenida Colombo com Duque de Caxias. Um veterano gritava em um megafone: "eles poderiam estar matando e roubando, mas não: passaram no vestibular de Educação Física, num dos melhores cursos da nossa universidade". Enquanto o veterano dava vasão ao seu recalque, os calouros, rapazes e moças, se humilhavam pedindo dinheiro no sinaleiro. A cena era degradante, revoltante. Como o Elias, me recusei a dar as moedinhas solicitadas. Uma estudante alí pelos seus 18, 20 anos , reagiu assim à minha negativa:"Vá a merda!". Confesso que não fiquei nem um pouco com raiva dela, mas indignado com o marmanjo do megafone e sua tchurma.
Acho que se calouros e seus pais acionassem os organizadores do trote na justiça,requerendo indenização por danos morais, essa palhaçada acabaria de vez. Já não é sem tempo.

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