13 de fevereiro de 2011

Um paraíso chamado Pintadas

Estou numa Lan House de Pintadas, onde o sol arde feito pimenta malagueta e os termômetros beiram os 40 graus. Mas a noite refresca,a brisa sopra as orelhas do tempo e a cerveja gelada deixa no ar (e na garganta) a sensação térmica de um verdaeiro paraíso tropical. Ontem tivemos noite de gala por aqui, com o casamento de Salminha, minha afilhada. Tinha gente que não acabava mais, na igreja e no Cactus Club.
A cada passada que dou nas ruas, junto com meu irmão Daniel, encontro um um tio, um primo, uma prima. O curioso é que as pessoas, mesmo tendo me visto há 20 anos (última vez que estive por aqui) me identificam logo:"Olha alí, é Missia, a cara de Domingo de Necreto!!". Domingo era meu pai, que conhecia até as muriçócas da redondeza e Anacleto, meu avô paterno. Somado a isso, os parentes por parte de mãe. Não há um só cristão do Vale do Jacuípe que não conheça tia Kezinha e tio Daniel.
Tive uma conversa muito agradável com Valcir, primo de segundo grau, prefeito de Pintadas em segundo mandato. É pedra 90, político inteligente, de grande astúcia. Tem futuro, mas não sei como vai ser se cruzar na mesma disputa com Neusa Cadore, a ex-prefeita que já é deputada estadual desde 2006.Os dois são do PT e na hora H vão ter juízo suficiente para não se trombarem e prejudicarem Pintadas, que não pode mais ficar sem um representante na Assembléia Legislativa da Bahia. Mas quem sabe em 2014 as circunstâncias levem um para Salvador e outro para Brasília.

Bem, com a Graça de Deus e de meu padim Ciço, estarei de volta à lida quarta-feira, quando retorno a Maringá, pela Azul.

3 comentários:

JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Não m' vai decepcionar o seo Domingo do Necreto, heim? A cerva gelada num clima desse aí é tentação traidora; o bebedor descuidado costuma ficar depois mais nojento que mocotó amanhecido. Cuidado! (rsrsr)
Abs.

Dinor Chagas disse...

O Neguin me disse que tu estavas aí.
Aproveita tudo, cara.
Ah! E a capa do livro da SRM?

Abraço!

Parreiras disse...

Messias: Na sua louvação à sua Pintadas, mais um costume que admiro naquele nosso valente, poético e persistente povo: Lá, eles se identificam por parentesco possessivo. Explico: Raimundo do Zé Bigode, Pedrim de Barroza. Como nos quartéis, o costume é pela identificação: Num quartel, você seria Maringá, eu Sanzabel, por ai.
Legal prá carai...