Pular para o conteúdo principal

Petro-encantamento


O Brasil tem hoje um excedente de 500 mil barris de petróleo por dia e os Estados Unidos compram em torno de 70% desse excedente. Passará a ter excedentes de bilhões de barris a partir de 2019, quando o Pre-Sal já estiver em franca produção. Isso explica o interesse e a simpatia demonstrada por Obama quando esteve aqui. E explica também porque a presidente Dilma teve condições de morder e assoprar. Morder na questão das barreiras comerciais, principalmente impostas ao nosso suco de laranja e assoprar quando o assunto era a conquista de uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.
Os conflitos no Oriente Médio deixam os americanos cada vez mais apreensivos com relação ao futuro do petróleo. Por isso, o presidente dos Estados Unidos,de Bush a Obama, têm sido gentis para com o Brasil, pois é aqui, com o Pré-Sal que pode estar a salvação da lavoura.
O Brasil desperta "paixões" dos norte-americanos por conta, naturalmente, do nosso petróleo. É uma espécie de petro-encantamento.

Comentários

Anônimo disse…
nosso suco de laranja....?
como assim...?
voce que adora o mst e tá sempre incentivando invasões, com certeza deve achar que o suco das laranjeiras derrubadas pelo mst na Cutrale, não seriam nossos, mas dos imperialistas, burgueses, blá, blá, blá...
ora, tenha o mínimo de coerência sujeito..
Meu Blogger disse…
Sim, nosso suco de laranja. Falo como brasileiro que não sei se você é.E aonde foi que você viu eu apoiando a derrubada dos pés de laranja da Cutrale? Respeito seu direito de crítica aos meus posicionamentos mas pelo menos tenha a dignidade de se identificar.

Postagens mais visitadas deste blog

Bolsonaro pisa na bola com o mundo árabe e deixa o agronegócio com a pulga atrás da orelha

O QUE BOLSONARO QUER DE ISRAEL, UMA FÁBRICA DA GLOCK OU OS DRONES ASSASSINOS?

O presidente eleito vive cheio de mesuras para o lado de Israel, mas deixa transparecer um certo ar de provocação ao mundo árabe. O anúncio que fez de levar a embaixada brasileira de Telavive para Jerusalém,  pode criar sérias consequências para o agronegócio brasileiro, que tem nos países árabes seus grandes compradores, principalmente de  frangos e derivados.

Os empresários catarinenses desse setor apoiaram Bolsonaro com todo entusiasmo , mas se a mudança da embaixada se concretizar,  terão muitos contratos cancelados.

Mas afinal, que interesses o Brasil pode ter mais em  Israel do que nos países árabes? E o que o Brasil compra de Israel? Compra quase nada. Talvez Bolsonaro esteja agora interessado nos drones que matam e na vinda pra cá de uma fábrica da Glock. Era dessa marca a pistola que os assaltantes tomaram dele no Rio, onde levaram também a moto e o capacete do  deputado.

Não me recordo de nenhum pr…

Democraticídio

. Tereza Cruvinel (Jornal do Brasil)


As advertências sobre o risco Bolsonaro para a democracia não são choro antecipado de perdedor, artifício de petistas desesperados para virar o jogo. O democraticídio virá, não apenas porque condiz com a natureza autoritária do deputado-capitão, mas porque, se eleito, não será capaz de dar outra resposta aos impasses que enfrentará. Os avisos vêm até dos que ajudaram a semear o antipetismo, um dos mais fortes nutrientes da candidatura favorita.
Outros, que poderiam falar mais alto, justificam a omissão com a bazófia de que, ainda que ele tente, nossas instituições terão força para evitar qualquer ruptura. Em 1964 também tínhamos instituições que pareciam funcionar, mas elas não apenas cederam ao primeiro movimento de tanques.
Elas ajudaram a executar a parte civil do golpe. Bolsonaro e seu entorno, a começar do vice troglodita, nunca esconderam o pendor autoritário e a saudade da ditadura, nos elogios da tortura e nas homenagens…

Deixem Deus fora disso

Seja o que Deus quiser? Não, não podemos invocar o nome de Deus para nos conformar com essa sujeirada toda. Depois de apoiar ostensivamente a campanha "tudo, menos o PT", a Globo chega ao final da campanha vendo o provável eleito de braços dados com sua maior concorrente, a Rede Record do bispo Macedo. E vislumbrando um acordo mais ali na frente, para minimizar o impacto da divisão das verbas publicitárias que sempre concentrou, a Globo minimizou a ausência de Bolsonaro no debate de quinta-feira. O mediador Willian Bonner limitou-se a informar, candidamente, que Bolsonaro não compareceu por ordem médica, sem questionar o circo armado em torno dessa ordem para poupar o mesmo do confronto , tete-a-tete , com seus concorrentes. Enquanto os demais candidatos debatiam, discutiam propostas ou simplesmente colocavam suas ideias e confrontavam suas biografias, Bolsonaro ganhava 27 minutos de propaganda na Rede Record, ferindo de morte a legislação eleitoral que naquele momento já n…