10 de abril de 2011

Florestan rejeitou a guerrilha


O professor Florestan Fernandes, um dos mais qualificados intérpretes de Marx no Brasil tinha muita reserva ao radicalismo de esquerda, mesmo não transigindo com o reformismo. Era,pois, um revolucionário de verdade, um utópico por excelência. Tive a honra de entrevistá-lo para a revista Pois É em uma de suas vindas a Maringá. Agora, vejo no blog da professora Marta Bellini trechos de uma entrevista do saudoso acadêmico, publicada em 2008 , com uma revelação surpreeendente:"Fui convidado para fazer parte da guerrilha. Foi-me oferecida a sua chefia. Aí eu disse: “Olha, devido à minha visão marxista da luta de classes eu não posso aceitar fazer parte da guerrilha. Como tal, eu não podia aceitar, porque se a guerrilha não existisse, a ditadura precisaria criá-la para aprofundar a repressão e a contra-revolução. Não havia condições para uma ruptura no plano político, suficientemente profunda, para que a guerrilha pudesse ser o detonador de uma rebelião das classes trabalhadoras e das massas populares. Então, eu disse: “Não, eu não entro nessa.”

Um comentário:

Wilson Rezende disse...

Pois é e o PV de Maringá alguma vez defendeu os ataques de Silvio II contra o parque do ingá? contra o corte indiscrimanado das arvores?o PV de Maringá nunca defendeu o verde, mas na época de eleição mostra imagens e fala da defesa do meio ambiente, é triste isso!
E a mesma coisa acontece com PSB e o PCdoB onde seus integrantes nada possuem de socialista, acho que nem sabem quem foi Kaus Muixis, pô acho que nem eu sei mais quem é!!!