17 de maio de 2011

Generalização esconde culpas e vira óleo de peroba para muita gente

"A generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é".
A frase do escritor Eduardo Galeano (As Veias Abertas da América Latina) nos leva à seguinte reflexão: os políticos, gestores públicos ou simplesmente armadores (ilimitados) de esquemas partidários costumam se valer da terceira pessoa do plural para fugir de seus delitos. Na generalização, todo mundo vira Pilatos. E haja óleo de peroba!
Ainda bem que o Ministério Público, usando a força que lhe deu a Constituição Cidadã de 1988, anda mudando a pessoa do verbo, passando muitos casos de uso da terceira do plural para a terceira do singular.Assim, vai aos poucos individualizando a improbidade e, apesar de alguns excessos,que são compreensíveis, tem feito a diferença na mudança de usos e costumes que vem ocorrendo no país.
Claro, é uma revolução, que mais dia menos dia acabará consertando as bocas tortas, a partir da destruição dos cachimbos. E na História a gente, sabe, as mudanças demoram décadas, às vezes séculos. O Brasil chagará lá.

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