24 de setembro de 2011

Livre pensar

Saiu pelado e foi ter com a rua. No boteco bebeu pinga, na praça leu jornal e não foi notado. Cantarolou, pediu fogo, trocou olhares, trocou ideias, se despediu alegremente. Tudo tão normal. Feliz, foi para casa, olhou para si, para as paredes. Estupefato, caiu de costas e morreu de vergonha.

. Antônio Roberto de Paula

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