23 de dezembro de 2011

Eis porque a Lei de Meios apanha tanto da grande mídia

Em 2012 o tema marco regulatório da mídia vai voltar com tudo. Há muita crítica ao projeto concebido por Franklin Martins, geralmente partindo de gente interessada no controle das concessões públicas ou gente tipo "não vi e não gostei", evidentemente contaminada por quem quer o controle das concessões públicas.Entre outras coisas, a Lei de Meios quer acabar com as concessões cruzadas, uma espécie de dique de contenção ao monopólio da mídia eletrônica. Pode acreditar: apenas 11 famílias controlam as redes de rádio e TV no Brasil. Significa, na prática, que essas famílias é que determinam o que o povo deve ver, ouvir e eventualmente ler. Dessas famílias as mais conhecidas são os Marinho (Rede Globo), os Saad (Band), os Abravanel (SBT), os Sirotsky (RBS) e os Macedo (Record, do Edi Universal do Reino de Deus).
Há, por conta dessa concentração de concessões públicas também, uma grande concentração de verbas publicitárias, inclusive verbas oficiais. A Globo detém a maior fatia, depois vem a Record, SBT,Band. E na mídia impressa, o grosso fica com os Frias (Folha de São Paulo), os Civitas (Veja) e os Mesquita (Estadão). O que Franklin propõe é que haja democratrização das verbas, que a lei, ao proibir a concentração das empresas de comunicação , inclusive por meio da propriedade cruzada, incentive a regionalização das mídias.
É isso que os donos de jornais e rádios do interior precisam entender e parar de colocar azeitona na empada dos grandes monopólios, até oligopólios. Sendo o Brasil um país continental, com tantas diversidades culturais (de costumes, principalmente)é preciso que haja pluralidde nas linguagens televisiva, radiofônica e impressa.Esse é o X da questão. E a teimosia do governo em levar a discussão da Lei de Meios adiante é que tanto tem irritado o chamado PIG - Partido da Imprensa Golpista.

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