9 de dezembro de 2011

Ironia barata pra cima de nova ministra do STF

Impressiona a compulsão que a revista Veja e alguns dos seus cães amestrados, como o Augusto Nunes, alimentam pela crítica gratuída a tudo que imagina ter alguma relação com Lula e agora com Dilma. Hoje em seu artigo postado na Veja online Nunes foi às raias do deboche, ao comentar resposta da ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, indicada pela presidente Dilma para o STF, na vaga de Ellen Gracie:

"Sabatinada no Senado, ao responder a indagações do senador Demóstenes Torres sobre a posição do Supremo em relação ao “artigo 44 do projeto de lei 11343”, que trata da progressão da pena para condenados por tráfico de drogas, a ministra produziu uma reposta semelhante aos piores momentos da presidente Dilma Rousseff. Coisa típica de quem não tem a mais remota idéia do que está se falando naquele momento – nem do artigo, nem da lei, nem do assunto em si. Em vez de interrogá-la sobre horas extras, FGTS, assédio moral no trabalho, dissídio coletivo, o cruel senador Demóstenes queria saber da indicada ministra do Supremo sua posição sobre tópicos polêmicos e pesados que ocuparam seus futuros colegas nos últimos tempos.

A resposta patética da “candidata” a essa pergunta específica – “sim, eu penso da mesma forma, que há possibilidade, sim, porque na verdade há que examinar as circunstâncias do caso concreto” .

Claro, ele pegou um pequeno trecho da resposta da ministra, que discorreu demoradamente sobre a questão posta pelo senador. O que não entendi foi a razão de Nunes ter se debruçado sobre a sabatina da nova ministra do STF para alfinetar a presidente da república. Só faltou ele dizer com todas as letras que Rosa Maria, Ministra do Tribunal Superior do Trabalho não tem saber jurídico a altura da Suprema Corte, ironizando a indicação.

Há no comportamento dos Civita e principalmente do pitbull Nunes um ódio incompreensível em relação a tudo o que se contrapõe ao tucanato.
Sinceramente, estou curioso para ler a crítica que Veja e Augusto Nunes deverão fazer (se é que farão) ao livro de Amaury Ribeiro Júnior, que acaba de sair.

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