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Sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalistas

A polêmica sobre a obrigatoriedade (ou não) do diploma de Comunicação Social para o exercício da profissão de jornalista continua. Mas esta semana deu um passo quase que definitivo para o fim. O plenário do Senado aprovou a PEC de regulamentação da profissão. E pela emenda constitucional, o jornalista precisa ter diploma específico para trabalhar, seja em veículo de comunicação, seja em assessoria de imprensa.

Dentro da própria categoria há prós e contras. Já participei de algumas discussões sobre o tema e confesso que ainda tenho dúvida sobre a exigência do diploma. Sempre defendi que o jornalista precisa ter uma formação acadêmica na área de humanas, de preferência com uma boa base em filosofia. Que não seja necessariamente o curso de Comunicação Social, porque entendo que o fundamental é o preparo intelectual para que o profissional possa ter uma visão (dialeticamente falando) do mundo que o cerca e a compreensão da realidade. Afinal, o jornalista é um especialista do efêmero e por mais volátil que seja a informãção que o mister lhe obriga a transmitir, é preciso preparo intelectual, cuja base só uma sólida formação acadêmica proporciona.
Ocorre que os cursos de Comunicação Social não têm garantido esse preparo ao profissional que forma. A maioria, pelo menos, foca seus curriculos na necessidade do mercado, de produzir em série, repassadores de informações, sem nenhum cacoete de formadores de opinião.
Minha torcida é que esta PEC, que deverá se transformar em emenda constitucional, traga alguma exigência neste sentido. Que pelo menos obrigue as escolas a formar profissionais compromissados com a sociedade e não apenas com o mercado de trabalho.O tecnicismo exagerado tem levado as Escolas de Comunicação a construir uma geração de jornalistas ctrlC/ctrlV.

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