24 de outubro de 2012

A verdade dos fatos

Há no horário eleitoral um intenso debate sobre o preço das passagens dos ônibus urbanos de Maringá. Ênio sustenta que o maringaense paga a passagem mais cara do Estado e uma das mais caras do país. Pupin acusa o PT de ter , em quatro anos, elevado o preço em 65% e ao mesmo tempo em que diz ter a atual gestão reajustando menos. Quanto aos 65% de aumento dados pelo PT, informa o atento Akino Maringá , o percentual é verdadeiro. Mas os reajustes concedidos por Silvio e Pupin a partir de então, chegam a 78.9%, isso sem considerar o vai-e-vem de 2005, quando Silvio baixou a passagem para R$ 1,35, a fim de cumprir promessa de campanha, mas em seguida iniciou sua política de reajustes, atingindo  os  atuais R$ 2,95 pra quem paga no dinheiro. Se a base para cálculo dos reajustes do período Silvio/ Pupin for o valor de R$ 1,35 do início da primeira gestão deles chegaremos a um percentual de 118,52% de aumento.


Aproveito este mote do Akino Maringá para revelar um fato até hoje não noticiado. No final da gestão do PT, durante o período de transição, Silvio insistiu algumas vezes para que o então prefeito João Ivo Caleff concedesse o aumento que a TCCC estava solicitando. Ante a resistência do João,Silvio botou pressão, insistindo que as tarifas estavam defasadas e que ele não poderia atualizá-las quando assumisse, já que prometera na campanha baixar a passagem. Lembro como se fosse hoje que João Ivo respondeu ao prefeito eleito numa conversa reservada no gabinete: “Mas espera aí Silvio, como é que você quer que eu aumente a passagem para você baixar em seguida? Ao assumir faça você a correção que acha que deve ser feita nas tarifa”.

A partir dalí, um diretor da empresa vivia subindo as escada do Paço Municipal que dava acesso ao gabinete do prefeito. Foi várias vezes pedir para o prefeito aumentar a passagem. Não foi atendido, porque João Ivo entendia que Silvio queria usar a mão dele, João Ivo, para dar um tapa na cara do povo. E ao assumir,reduziria o  preço, ficando como mocinho e batendo na testa de Caleff o carimbo de vilão.

Isso é fato. Não tenho autorização do João Ivo para contar essa história, mas sei que ele, decente e digno como sempre foi, não desmentiria.

Nenhum comentário: