27 de janeiro de 2013

Neymar é gênio, Já Pelé, um fenômeno único, para todo o sempre

O chapéu dado por Neymar sobre um jogador do Botafogo de Ribeirão Preto, cujo nome não precisa ser citado tantas bobagens disse depois, a ponto de não merecer vestir a camisa um dia usada pelo Doutor Sócrates, repercute até agora, pelo mundo afora.
Voltei a vê-lo diversas vezes hoje, porque embora o jogo estivesse sendo transmitido pela ESPN em Cartagena das Índias, na Colômbia, perdi o lance no momento em que aconteceu.
De volta a São Paulo, me deliciei.
Como chamar a jogada?
Ocorre-me, salvo melhores ideias que certamente haverá, chamá-la de plantada.
Porque ele deu o chapéu com a planta do pé na bola contra a grama e deixou plantado, sem ação o rival do Botinha.
Soube que houve quem dissesse que foi sem querer, que ele quis matar a bola e ela escapou de seu contrôle, encobrindo o rival.
Pode ser.
Mas deixo duas perguntas.
Uma: por que essas coisas só acontecem com craques?
Duas: quando ele a repetir, o que dirão?
Pelé, na primeira vez em que fez tabela com o pé do adversário, também foi acusado de não ter feito de propósito.
E tantas vezes repetiu a tabelinha que deixou os incrédulos com cara de tacho.

. Juca Kfouri (UOL)

Meu comentário: muita gente compara Neymar a Pelé. Há quem diga que Maradona foi melhor, que Messi supera o rei. Concordo até que Garrincha foi mais agudo, driblava mais, era gênio também. Mas Pelé é único, não por uma, por dez, por cem, por mil jogadas, mas pelo conjunto da obra. Pelé parou uma guerra, gritar seu nome salvou a vida de um repórter brasileiro no Afganistão, Pelé foi cumprimentado pela Rainha Elizabeth nos vestiários, ensaboado foi abraçado pelo senador Boby Keneddi. Enfim, Pelé fez 1.300 gols, dominou todas as cenas do esporte enquanto reinou em campo e continua sendo celebrado mundo afora aos 70. Quem viu o filme Pelé Eterno sabe que nunca mais surgirá outro Pelé.
Neymar encanta nos gramados, mas para chegar perto do rei ainda vai ter que comer muito feijão e dar muitas plantadas.

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