15 de fevereiro de 2013

Uma disputa que qualifica o debate



Marina não é de esquerda e nem é de direita, também não é de centro, porque em matéria de meio-ambiente ela tem posições firmes e às vezes até radicais. Marina é progressista com algumas pitadas de conservadorismo, fruto das suas convicções religiosas.
Senadora de dois mandatos e ministra do meio-ambiente na início do primeiro governo Lula, além de premiadíssima em foros internacionais , a acreana de Xapuri , Marina Silva foi a grande sensação das eleições presidenciais de 2010, fazendo cerca de 20 milhões de votos, apesar do pouco tempo de televisão que tinha no horário eleitoral.
Esteve em Maringá durante a campanha, tive a oportunidade de acompanhá-la junto o pessoal do PV e pude constatar pessoalmente o seu carisma pessoal, a sua capacidade de verbalização (sobre qualquer tema) e sobretudo, a sua empatia com o eleitorado.
Marina vai estar de volta à cena político-eleitoral em 2014 , começando desde já a pavimentação da sua estrada com o lançamento de um novo partido , amanhã em Brasília.
Marina, gostem ou não os ideólogos de esquerda, que dela desdenham, tem tudo para fazer bonito novamente nas eleições do ano que vem. Acredito que deverá ter segundo turno e será muito bom para o país se ela for a escolhida do eleitorado para disputar com a presidente Dilma.
Aécio Neves? Acho que o estrago que serra fez no tucanato foi tão grande, que dificilmente o PSDB  se colocará novamente como uma alternativa real de poder . Eduardo Campos? É da base do governo e sua manifestada disposição de disputar a presidência não passa de balão de ensaio, coisa de quem quer entrar no jogo valorizado. Sendo assim, venderá caro o seu passe ao PT, provavelmente rivalizando com o PMDB na disputa pelo direito de ocupar a vice na chapa da presidente Dilma.

Uma coisa é certa: o crescimento previsível de Marina vai assustar o PT e os partidos aliados  e, convenhamos, Marina e Dilma no segundo turno, seria um grande avanço da democracia brasileira, com um primeiro e decisivo passo para o país romper de vez, com a política cartorialista. Teremos, pois, duas candidatas a presidente de grande qualidade que, disputando tete-a-tete  elevarão de maneira extraordinária, o nível do debate político no país.
Dilma foi guerrilheira no enfrentamento da  Ditadura Militar e  Marina,  guerreira da floresta ao lado de Chico Mendes. Querem credenciais melhores do que essas?

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