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Mostrando postagens de Março, 2013

O palestino Jesus não era loiro

Para que não restem dúvidas, Jesus não era loiro e não tinha olhos azuis. Issa, o filho de Máriam e Yussef, era semita como o são todos os palestinos. Não era descendente de europeus e nem de USAamericanos. Mas será que os europeus e os usamericanos, em sua infinita ignorância, sabem disso? O palestino Jesus, para quem crê, era o Filho de Deus, ou o próprio Deus. E para quem não crê, foi um pacifista, ao contrario dos invasores que ocuparam, e continuam ocupando sua terra. Que a Igreja da Natividade, fincada no coração da Palestina, ilumine a alma dos israelenses. 
Somos todos humanos, independente de nossas crenças ou de nossas verdades. .  Blog do Bourdoukan

O humor nazifascista do CQC

A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma coisa nem outra.
Não é um programa de humor, porque as risadas que eventualmente desperta nos telespectadores não vem do conforto e da alegria da alma, mas dos demônios que cada um esconde em si, do esgoto de bílis negra por onde fluem preconceitos, ódios de classe e sentimentos incompatíveis com o conceito de vida social compartilhada.
Não é jornalismo, porque a missão do jornalista é decodificar o drama humano com nobreza e respeito ao próximo. É da nobre missão do jornalismo equilibrar os fatos de tal maneira que o cidadão comum possa interpretá-los por si só, sem a contaminação perversa da demência alheia, no caso do CQC, man…

Reflexão do dia da água

Foi-se uma das vozes mais bonitas e cheia swing da MPB

O papa e a ditadura arrgentina

A notícia de que Bergoglio, quando padre e bispo, teria sido cúmplice da ditadura argentina (1976-1983) não procede, segundo afirmação de Adolfo Perez Esquivel, prêmio Nobel da Paz, em quem confio. Bem comparando, Bergoglio não teve uma atuação profética como tiveram, sob a ditadura no Brasil, dom Paulo Evaristo Arns, dom Hélder Camara e dom Pedro Casaldáliga. Esteve mais próximo da atuação de dom Eugênio Sales, que preferiu agir nos bastidores em defesa dos perseguidos.

. Frei Beto

O que os argentinos têm que nós não temos

Os argentinos têm cinco prêmios Nobel. Os brasileiros, nenhum. Os argentinos têm dois Oscars. Nós, nenhum. Os argentinos têm vários deuses no futebol. Nós também. Sou muito mais Messi que Neymar. Os argentinos têm uma mulher na Presidência. Nós também. Sou mais Dilma que Cristina. Argentinos e brasileiros amam um churrasco ou uma parrillada. A carne deles é muito melhor, mais saborosa e mais macia. Agora, perdemos não só na carne, mas no espírito. Os argentinos têm um papa.
Por ser jesuíta e andar sem batina de metrô e ônibus, por se recusar a receber carro e casa mesmo sendo arcebispo, por trabalhar com carentes, por não discursar em favor da Cúria e não estar associado às contas suspeitas do Banco do Vaticano, sou mais Jorge Mario Bergoglio que Odilo Scherer.
. Ruth de Aquino, revista Época

Até ela se indignou

A eleição do pastor Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal causou revolta e indignação no país. Até Xuxa, a rainha dos baixinhos ficou p da vida. Mas de nada adiantaram os protestos, a maioria dos 25 parlamentares que compõem esta importante comissão, votou no homofóbico pastor.

Multidão que impressiona

“Essa é a multidão da democracia, tantas vezes pisoteada na América Latina. Pisoteada no assassinato de Gaitán na Colômbia em 1948, no suicídio de Vargas em 54, nos golpes militares do Cone Sul dos anos 60 e 70. A multidão vermelha de Caracas é a mesma que baixou dos morros, em 2002, e garantiu o mandato de Chávez. Os golpistas tinham as televisões, os empresários, a classe média. Chávez tinha o povão. Ou seria o contrário: o povão tinha Chávez, e dele não abriu mão. É preciso lembrar sempre: a multidão precede Chávez na história da Venezuela. Não foi Chávez que inventou a multidão, mas ao contrário: a multidão é que inventou Chávez. 1989. O governo neoliberal venezuelano anuncia um aumento geral de tarifas. A multidão, sem líder, sem controle, põe fogo em Caracas. O Caracazo era o sintoma de que a multidão retomava o fio da história que os idiotas neoliberais imaginavam extinto. A multidão do Caracazo gerou o Chávez de 92: líder de uma rebelião frustrada. Depois, viria a vitória cha…