5 de maio de 2013

O desabafo do " pai dos pobres" e "mãe dos ricos"



Lula tornou-se uma espécie de  inimigo número 1 de grandes grupos empresariais do setor de comunicação, Abril e Globo à frente. Em um livro-reportagem que sai agora dia 13 de maio, o ex-presidente  se queixa do tratamento que vem recebendo da grande mídia: “Eu não tenho raiva deles, não guardo mágoas. O que guardo é o seguinte: eles nunca ganharam tanto dinheiro na vida como ganharam no meu governo, quando estavam quase todos quebrados, tanto emissoras de televisão como grandes jornais e revistas”.
É recorrente as criticas da grande imprensa e do empresariado ao ex-presidente. Quando falam em corrupção, não poupam o governo do PT, nem Lula e nem Dilma. Isso pode ser explicado a partir do fato de que o Partido dos Trabalhadores, enquanto estilingue, se colocava como vestal da moralidade. Chegou ao governo e não praticou o que pregou enquanto esteve na oposição.
Mas vamos e venhamos, quando o assunto é o ex-sapo barbudo, verifica-se, de maneira clara, toda a carga de preconceito que a elite cultiva e potencializa, apesar de Lula ter sido em 8 anos, pai dos pobres e mãe dos ricos.
Nunca o agronegócio cresceu tanto quanto no governo Lula, garoto propaganda, aqui e lá fora, da energia limpa, incentivador mor do biodiesel, do etanol e das termoelétricas a partir  do bagaço da cana. Enfim, Fernando Henrique come milho e Lula leva a fama, tal qual o periquito da máxima popular.
Só um pequeno e singelo exemplo do que foi um e do que foi o outro presidente da república para o setor sucroalcooleiro: FHC criou o  programa de incentivo à  produção de energia elétrica pelas usinas e destilarias, chamado Proinf, salvo engano. Este programa injetou muitos milhões no setor , com o compromisso do governo comprar, via Eletrobrás, todo o excedente produzido. O tucano só criou,  quem implantou foi Lula, embora Dilma tenha agora desativado o Proinf, o que foi lamentável.
 O  governo Lula aparelhou de maneira extraordinária a Polícia Federal  que vai fundo nas investigações dos crimes contra o erário. Por ironia, o PT tem sido vítima  dessa eficiência. Que bom que isto esteja acontecendo, porque o Brasil vai, aos poucos sendo passado a limpo. Mas há uma coisa muito estranha na posição dos jornalões e revistonas  no que diz respeito à corrupção. O foco é sempre os últimos 10 anos.Daí pra trás não há que se investigar, nem mesmo a raiz do mensalão, que começou em Minas com o então governador  tucano Eduardo Azeredo.
É estranho o silêncio da Veja e da Folha de São Paulo, por exemplo, em relação ao escândalo das privatizações da era FHC, retratadas e documentadas em livro do jornalista Auamry Júnior, cuja edição foi simplesmente ignorada pela grande mídia. Amaury fala da entrega da Vale do Rio Doce para grupos privados, da vendas das teles . É escândalo pra mais de metro, que os partidos de oposição e o tal PIG fazem questão de deixar  embaixo do tapete. Varrer só de 2003 pra cá; recuar mais no tempo, nem pensar.

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