10 de setembro de 2013

Seria o Novo Centro uma bomba relógio?


“Sobre os riscos de uma tragédia sem precedentes no túnel do Novo Centro de Maringá (assunto por demais enfocado neste simples e humilde blog), o silêncio é ensurdecedor. Principalmente na ‘Casa do povo’. Lembrando que pelo túnel trafegam diariamente composições transportando material altamente inflamável (como combustíveis) e é ao mesmo tempo ‘moradia’ de mendigos, desocupados, traficantes, usuários de drogas… O mais agravante é que não existem saídas de emergência no local”.
. Blog do Lauro Barbosa

Na verdade , o alerta sobre os perigos que representa o túnel vem de longe e foi feito pela primeira vez pelo Ministério Público, que encaminhou pedido de vistoria à  Agência Nacional de Transportes Terrestres, salvo engano em 2005. A ANTT teria feito uma vistoria no local e produzido um relatório, que recomendava algumas providencias, tais como a construção de dissipadores de fumaça. Em maio de 2007 postei a seguinte nota no meu blog da Blogspot (www.messias-mendes.blogspot.com):

“Provocada pelo Ministério Público a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, fez uma vistoria no túnel do Novo Centro de Maringá (da Av. Paraná à Pedro Taques) . Isso foi há mais de um ano e até agora ninguém conhece o relatório. É possível que a Prefeitura o tenha. A solicitação partiu de ambientalistas preocupados com a falta de suspiros adequados para a dissipação da fumaça de óleo diesel que as locomotivas soltam lá dentro.  Segundo um desses ambientalistas, constatou-se na época que o potencial de risco do túnel é muito grande. Devido à corrosão provocada pela fumaça, já havia rachaduras nas estruturas de concreto do túnel. E foi verificado também um grande número de dormentes apodrecidos. Não se tem notícia de que algum reparo tenha sido feito pela ALL, empresa que explora o transporte ferroviário na região. Parece que o túnel anda meio abandonado, tanto que serve de esconderijo para viciados em drogas.
Há informações de que o espaço deixado para uma futura estação intermodal de passageiros também vive cheia de desocupados. Não se tem conhecimento de que a
América Latina Logística disponha de algum plano de emergência para casos de acidentes.  Sugiro aos pauteiros dos jornais locais e emissoras de TV, que programem matéria sobe o assunto.  Com segurança não se brinca. As autoridades públicas, principalmente as ligadas à segurança precisam tomar ciência do potencial de risco a que me refiro e , claro, agir imediatamente”.

Parece-me que há mais ou menos dois anos o jornal O Dário fez uma reportagem sobre o tema e na ocasião o Corpo de Bombeiros teria elaborado um plano de prevenção para o local. Salvo engano, não passou disso. 

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