26 de novembro de 2013

Pimenta no fiocco dos outros é refresco...


A Embaixada do Brasil em Roma foi informada, por e-mail, na semana passada, sobre o risco da construção de uma fábrica de helicópteros em Maringá pela Avio International Group Holding. “Devo informá-lo de que o proprietário da empresa, Luigino Fiocco, é pessoa conhecida da justiça italiana e suíça. Na Itália, já foi condenado várias vezes por roubo, fraude, falsificação e sonegação de impostos. A última (sete anos de prisão ) foi este mês, em Cagliari, pela falência fraudulenta de uma empresa chamada Aviotech”, diz a mensagem, acompanhada de links. “Na Suíça, foi preso por tentativa de fraude e falsificação. (…) Avio International Group Holding é uma empresa em apenas papel. Na Suíça só tem um endereço (em Lugano), enquanto que na Itália há uma pequena fábrica em Mornington, onde, no entanto, não há nem trabalhadores nem funcionários (foto). (…) Na realidade Fiocco nunca produziu nem vendeu um único avião ou helicóptero. Está a organizar um golpe como o que fez uma vez na Sardenha. Na Sardenha arrecadou os subsídios do governo, no Brasil a tentar enganar qualquer investidores privados”. A mensagem, assinada por Carlo Senis, que teria sido vítima no caso Aviotech, informa ainda que o empresário estaria envolvido em outra falência fraudulenta, a da Central Soyfood International, que se comprometeu a produzir leite de soja na Sardenha mediante subsídios estatais e nunca chegou a funcionar. 
Blog do Rigon

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