23 de dezembro de 2014

Coragem para ser o antibarros de 2016? Se tiver, pode virar prefeito


“Dizer que aumentar o número de vereadores não implica em aumento de custos é pura hipocrisia. Como não aumenta custos  se indo  de 15 para 23 , teremos   8 vereadores a mais, cada vereador com um gabinete e assessores?”. Foi o que disse agora há pouco na Rádio CBN o presidente da Câmara  Ulysses Maia, não reeleito para continuar comandando a Câmara, num pleito cheio de senões éticos em que venceu o nome da preferência do manda-chuva   Ricarddo Barros, Chico Caiana.
Numa conta simples, só de salários a Câmara gastaria mais R$ 3,4 milhões por ano, fora custos de manutenção dos novos gabinetes e claro,  os gastos com a reforma da estrutura física da Casa, para acomodar tanta gente. O que se constata  com facilidade no interesse dos atuais vereadores em aumentar o número de cadeiras, é a maior facilidade com que a maioria conseguiria se reeleger em 2016. “Uma coisa é você disputar 15 vagas, outra é disputar 23”, diz Ulysses Maia, que nos últimos dois anos enxugou de maneira impressionante a estrutura de funcionamento do Poder Legislativo de Maringá, que na época do John chegou a gastar cerca de R$ 80 mil de combustível por mês e atualmente gasta entre R$ 3 e R$ 5 mil.

Politicamente, Ulysses pode se firmar nos próximos dois anos como  uma alternativa consistente para as eleições majoritárias, com condições objetivas de se contrapor ao poderio dos Barros. Porém, se fraquejar na sua postura atual de enfrentamento, aí  pode esquecer, o nome que Ricardo indicar se elegerá com um pé nas costas. 

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