8 de dezembro de 2014

O impeachment via judiciário incendiaria o país


Técnicos do TSE se manifestaram hoje pela rejeição das contas da candidata à reeleição Dilma Rousseff e do PT. Deram as armas que o ministro Gilmar Mendes devia estar esperando para detonar a presidente, dando o primeiro e decisivo passo para o impeachment via tapetão.
Se isso acontecer, o país pode entrar num clima de guerra civil, porque os ânimos se exacerbarão , com o xenofobismo tupiniquim recrudescendo com a corda toda. É um perigo para as instituições e um risco para a democracia brasileira que, por mais que pareça sólida, ainda é uma planta  muito tenra.
O que tranquiliza um pouco é o fato de que o impedimento não se dará por uma decisão monocrática do ministro, mas as contas terão que ser submetidas ao Plenário do Tribunal Superior Eleitoral em sessão pública. De qualquer forma, é bom que o PT fique esperto e que o Congresso Nacional se posicione, não a favor da ilegalidade, mas das instituições democráticas. Uma coisa é certa: não dá para subestimar o perigo.
O jornalista Paulo Moreira Leite postou hoje em seu blog 247 que é o país precisa ficar alerta e as instituições sólidas e de peso , caso da OAB e CNBB (o grifo é meu)  devem se mobilizar para impedir que  Judiciário seja arrastado numa aventura delirante, capaz de comprometer o destino do país e o elemento mais valioso dos regimes democráticos — a soberania popular.


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