30 de junho de 2015

Serra quer matar a galinha dos ovos de ouro



O Tucano José Serra está conseguindo, por meio de manobras parlamentares, manter em evidência no Senado seu projeto te lei que acaba com o modelo de partilha do Pré-Sal. Se isso acontecer, dizem especialistas, a educação perderá, de imediato, R$ 50 bilhões. E o Estado Brasileiro, que enfrenta momentos de extremas dificuldades, perderá receitas em torno de R$ 250 bilhões. O Objetivo do senador tucano, que já tentou duas vezes chegar à Presidência da República e tentará novamente em 2018, é entregar nossa soberania energética  às multinacionais, sobretudo à gigante Chevron.

Agente denuncia perseguição na Guarda Municipal de Maringá

"A agente da GM Gisele Galindo, em entrevista ao site Manchete, denunciou uma perseguição por parte da Guarda Municipal de Maringá. Ela conta que está prestes a ser exonerada porque esteve doente, e pede ao prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) que a deixe retornar ao trabalho, pois tem orgulho de servir e proteger como servidora da Guarda Municipal de Maringá. Gisele afirma que está grávida e que não cometeu nenhum crime para ser exonerada".
. Blog do Rigon


27 de junho de 2015


"O que me assusta..."



“O que me frustra não é o ódio que as pessoas estão vendendo ou tentando disseminar contra o PT. O que me assusta é um programa como o Bolsa Família ser tão odiado por uma elite que joga fora de comida todo dia aquilo que falta na mesa de milhões e milhões de brasileiros”.
. Lula.

24 de junho de 2015

Russomano, "cavalo paraguaio"?



A Paraná Pesquisa foi contratada para uma sondagem em São Paulo sobre intenção de voto para prefeito da capital. Deu Celso Russomano disparado na frente com mais de 40%. Marta Suplicy aparece em segundo com modestos 18,6% e  o atual prefeito, Fernando Hadad, em terceiro com 14,5%. Resta saber se novamente não se confirmará a sina de "cavalo paraguaio" do apresentador de TV.


Ministro considera "eminência parda" função pública



     . Por Cícero Catani

“Eminência parda” é função pública. Pelo menos para o ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, que, para justificar o habeas corpus que tirou Luiz Abi Antoun da cadeia, afirma que o afastamento “de sua atividade pública seria suficiente para evitar a reiteração delitiva”.

“Reitero o fato de que os delitos imputados ao paciente teriam sido cometidos em razão do exercício da função”, escreve o ministro  no despacho que mandou soltar o homem  forte do grupo político de Beto Richa.

Alguma coisa está errada. O governo do estado insiste que Abi não exerce qualquer função pública, enquanto o ministro do STJ concede habeas corpus ao primo do governador Beto Richa amparado na informação que o “chefe da organização criminosa” , segundo apuração criminal, estando  afastado da “função” estaria impedido de agir delituosamente.

Ou o governo nega criminosamente coisa de fato ou o advogado de Abi usou de má fé, levando o ministro Sebastião Reis Júnior a conceder o habeas corpus de maneira equivocado.

Esclarecido a falsa informação, Reis Júnior deve revogar o seu despacho, fazendo Luiz Abi voltar para a cadeia.

19 de junho de 2015

Ele vai nos contar o que estava por trás do Golpe


As relações Brasil-Estados Unidos, principalmente durante o Regime Militar, serão dissecadas pelo professor da UEM, Sidney Munhoz, que acaba de ter aprovada uma bolsa que pleiteava na Capes. Sidney trabalhará em parceria com o Dr. James Green num estágio sênior de um ano na Brown University, onde terá à sua disposição mais de 100 mil documentos do governo norte-americano sobre o Brasil no período 1960-1980. 
Considerando que Sidney estudará também os governos Kenedy e João Goulart, é certo que ele nos revelará depois, possivelmente em livro, o que rolou nos bastidores da diplomacia antes e durante o Regime Militar.
Vamos poder saber, em detalhes, por exemplo, qual o grau de envolvimento da Cia no Golpe que apeou Jango do poder e até que ponto os acordos MEC-USAID foram determinantes nos descaminhos trilhados pelo nosso sistema educacional, inclusive com o banimento de educadores importantes para o nosso país, como foi o caso de Paulo Freire e de cientistas consagrados como Milton Santos.
Grande Sidney, desejo muito sucesso nessa empreitada.

10 de junho de 2015

O exterminador do futuro




Informa Luiz Geraldo Mazza em sua coluna na Folha de Londrina que  é a primeira vez desde 2007 que os professores não obtiveram reajuste automático da inflação acumulada. Portanto , voltam ao trabalho de mãos abanando após um longo período de paralisação. A última proposta do governo , costurada pela bancada situacionista na Assembleia Legislativa repõe 3,45% da inflação de maio a dezembro de 2014, 8,5% em janeiro  como complementação de reposição relativa a 2015 e só em 2017 é que os servidores do Executivo, professores à frente, teriam ganho real de mísero 1%.

Mas fazer o que? Depois de mais de um mês de greve (ao longo do ano o Estado soma 73 dias de escolas fechadas), era visível o desgaste do magistério. O governador foi , a rigor, quem amargou a maior derrota política. Mas pelo jeito ele não está nem aí, porque nada disso afetou a sua boas vida e nem a vida das famílias mais abastadas que tem seus filhos nas escolas particulares.

Do ponto de vista econômico , os professores e servidores das escolas estaduais perderam e continuarão perdendo, mas a educação como um todo sofre um prejuízo ainda não mensurado, mas certamente enorme  e de  difícil reparação.

E o que dizer das universidade, onde há uma consciência crítica muito maior e por isso mesmo os professores resistem à proposta que a ALEP aprovará? Além de considerarem a proposta indecorosa, já que ela impõe perdas salariais irrecuperáveis no curto e no médio prazo , esses profissionais, boa parte de mestres e doutores, não engolem a transferência de R$ 8 bilhões de um fundo da ParanáPrevidência para os cofres  do governo. Por ser dinheiro da contribuição previdenciária dos servidores, a maioria considera  que está havendo (a conta-gotas) uma apropriação indébita que compromete seriamente o futuro dos aposentados.

A greve na rede estadual de ensino acabou, mas a insatisfação continua grande, pronta a gerar novos conflitos, caso o governador continue rejeitando as sandálias da humildade.
Nos demais setores da administração pública estadual, a indignação é ainda maior, principalmente com a manipulação das informações oficiais a respeito do projeto de reajuste salarial, que pelo que se vê, não reajusta coisa nenhuma.

O governador Beto Richa deve estar se sentindo aliviado por achar que ganhou a queda de braço com os professores, que é a categoria que ele mais deseja enfraquecer neste momento, até pela capacidade de reação que a APP Sindicato já demonstrou possuir. Espanta a sua indiferença com relação às universidades, tão fundamental para o processo educacional  quanto o ensino básico. É uma indiferença burra, convenhamos, porque pretender matar de inanição a academia, equivale a assassinar o próprio futuro do Estado.
Por tudo isso ouso afirmar que não é inadequado classificar o governador do Paraná como uma espécie de exterminador do futuro.




9 de junho de 2015

Disse o timoneiro:



“Na política, mais difícil do que subir, é descer. É descer não carregando o fardo podre e fétido da vergonha. Descer, não desmoralizado pela covardia. Não descer com as mãos esvaziadas pela preguiça e pela impostura. Não descer esverdeado pelas cólicas de inveja das que emulam, nos sucedem ou nos superam. Não descer com a alma apodrecida pelo carcinoma do ressentimento.
Desço. Vou para a planície, mas não vou para casa. Vou morrer fardado, não de pijama.
Política se faz na rua ou com a rua. Vou para a rua, porque o Governo desgoverna a rua”.
Essa pérola é do saudoso Ulysses Guimarães em sua “Oração do Adeus”, discurso que proferiu no dia 24 de março de 1991, ao passar a presidência do PMDB para Orestes Quércia.
Pobre Ulysses, não imaginava que estava entregando o comando do seu MDB velho de guerra a um dos homens que segundo o fato noticiário da época em que ele governou São Paulo, mais se enriqueceu de forma ilícita.

Em tempo: a cópia desse pronunciamento histórico  foi um presente que ganhei esta manhã do amigo Osvaldo Reis, fã incondicional do “Sr. Diretas”.

4 de junho de 2015

Perdas explicam resistência dos professores universitários à proposta do governador

SESDUEM - Sindicato dos Docentes da Uem, vinculado ao ANDES:


"PROFESSORES: FAÇAM O CÁLCULO DE SUAS PERDAS ENTRE MAIO/2015 E OUTUBRO/2015
Se considerarmos a data base de 8,17%, desde maio/2015, a cada R$ 1.000,00 de salário Beto Richa estará nos devendo mensalmente R$ 81,70 relativos ao reajuste. Se ganharmos um salário de R$ 5.000,00 o Governo ficará nos devendo mensalmente R$ 408,50. Se ganharmos R$ 10.000,00 ficará nos devendo mensalmente R$ 817,00. Se ganharmos R$ 15.000,00 ficará nos devendo mensalmente R$ 1.225,50.
Multiplicando por 5 – o número de meses relativo ao período de maio a outubro – ficará nos devendo R$ 408,50 a cada R$ 1.000,00 de salário. Se ganharmos um salário de R$ 5.000,00 estará nos devendo R$ 2.042,00 (408,50 x 5). Se nosso salário for de R$ 10.000,00 estará nos devendo R$ 4.085,00 (817,00 x 5). Se nosso salário for de R$ 15.000,00 estará nos devendo R$ 6.127,50 (1.225,50 x 5).
ENTRE OUTUBRO/2015 E JANEIRO/2016
Entre outubro e janeiro, pela proposta de reajuste de 3,45%, o Governo ficará nos devendo mensalmente R$ 47,20 a cada R$ 1.000,00 de salário. Se nosso salário for de R$ 5.000,00 ele ficará nos devendo R$ 236,00 (47,20 x 5). Se nosso salário for de R$ 10.000, ficará nos devendo R$ 472,00 (47,20 x 10). Se for de R$ 15.000,00 ficará nos devendo R$ 708,00 (47,20 x 15).
Multiplicando por 3 – o número de meses relativo ao período de outubro a dezembro – ficará nos devendo R$ 141,60 a cada R$ 1.000,00 de salário. Se ganharmos um salário de R$ 5.000,00 estará nos devendo R$ 708,00 (236,00 x 3). Se nosso salário for de R$ 10.000,00 ficará nos devendo R$ 1.416,00 (472,00 x 3). Se for de R$ 15.000,00 ficará nos devendo R$ 2.124,00 (708,00 x 3).
PERDAS TOTAIS EM 2015:
Até dezembro/2015, Beto Richa ficará nos devendo os seguintes valores: R$ 2.750,00 para quem ganha R$ 5.000,00 de salário; R$ 5.501 para quem ganha um salário de R$ 10.000,00 e R$ 8.251,50 para quem ganha um salário de R$ 15.000,00.
No cálculo do Governo estes valores seriam recuperados em janeiro de 2017, quando o salário teria um reajuste de 1% sobre a data-base de 2016".
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