25 de julho de 2015

Chavez, Lula , EUA e a "Lava-Jato". O que tem a ver?




Não é de hoje que a corrupção graça no setor público, principalmente em licitação de grandes obras. Mas jamais os corruptores  sofreram qualquer investigação e muito menos punição. Hoje, empreiteiras de porte internacional estão caindo em desgraça com a prisão de seus diretores (e proprietários). Marcelo Odebrecht está atrás das grades, mas será que suas falcatruas teriam sido denunciadas e ele encarcerado, não houvesse participação efetiva da empresa dele na construção de obras estruturantes na Venezuela de Hugo Chaves? Agora, por exemplo, cresce a vigilância dos Estados Unidos sobre Lula e Marcelo, este por ter sido a ponte que ligou a gigante da construção civil ao demonizado Chaves, que os norte-americanos sempre quiseram  ver pelas costas, por razões bastante óbvias, diga-se de passagem. Afinal, Chaves colocou fim à farra das multinacionais do petróleo e derivados e não permitiu que os ianques crescessem os olhos pra cima do gigantesco lençol  descoberto no Vale do Orinoco, onde há mais petróleo do que na Arábia Saudita.
                                  

As relações Brasil de Lula e Venezuela de Chaves, geraram inquietação na diplomacia americana, como revela agora, matéria do jornal O Estado de São Paulo. O Estadão fala de bilhetes e  e-mails  disparados pelo governo americano a embaixadores na América do Sul, alertando para uma possível falta de licitação para obras contratadas com a Odebrecht , entre elas uma ponte sobre o Rio Orinoco e o metrô de Caracas.
Segundo o Estadão “ em 13 de novembro de 2007, outro telegrama voltava a falar das relações entre a Odebrecht e a diplomacia venezuelana. Desta vez, o alerta havia partido do então senador Heráclito Fortes, ex-DEM e atualmente deputado pelo PSB do Piauí. No dia 5 de novembro, ele telefonou para o embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel, para pedir para ter uma conversa "ao vivo" com o diplomata. "Ele pediu um encontro urgente para levantar um assunto que ele não poderia falar pelo telefone", explicou o telegrama.
O assunto era a relação entre Venezuela, Irã, Rússia e o governo brasileiro. Fortes explicaria no encontro com o embaixador que "a diplomacia oficial venezuelana é cada vez mais comercial, com enormes contratos para empresas como a gigante brasileira Odebrecht, que então faria lobby pela Venezuela".

Isso deixa claro o envolvimento do governo dos Estados Unidos na campanha de demonização do governo petista de Lula , e por extensão o de Dilma, bem como a satanização de Hugo Chavez, que morreu mas deixou o fantasma do chavismo sobrevoando o céu de Caracas e dando rasantes em países vizinhos, inclusive no Brasil.

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