17 de outubro de 2015

Argumentos econômicos para sustentar a tese do impeachment? Me poupem.



Argumentos econômicos, só argumentos econômicos, sustentam agora a tese do impeachment. O mercado quer derrubar Dilma, e se o mercado quer, "quem somos nós, políticos da oposição, para negar apoio aos nossos queridos grandes investidores?".
A oposição, PSDB à frente, dissemina a ideia de que se Dilma for apeada do poder, a coisa melhora, a economia brasileira volta a crescer e a corrupção acaba de vez no país. Quanta besteira, quanta mentira, quanta dissimulação!
Agora que a Fitch diminuiu a nota de crédito do Brasil, a nossa falta de credibilidade perante o "deus mercado" vai nos levar definitivamente a bancarrota . Mesmo tendo o STF fechado os atalhos irresponsáveis que o "probo" Eduardo Cunha tentava seguir para levar o Congresso Nacional a cassar a presidente, a tchurma não se deu por satisfeita e continua tentando encontrar outros meios de inviabilizar o governo.
A sociedade já se apercebeu disso e se coloca com um pé atrás em relação ao impeachment , embora meia duzia de analfabetos funcionais continuem achando que tirando Dilma à moda paraguaia (o presidente Lugo foi apeado do poder de uma forma que até hoje não se explica) o Brasil estará salvo da crise econômica.
Pasmem, não é o viés político que está em jogo nessa questão, mas sim os interesses econômicos do grande capital, incentivado a seguir com o baile por uma pá de descompensados, que faz uma leitura distorcida (e movida a ódio) do cenário nacional.
Tenho dito. 

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