24 de novembro de 2015

Corrupção regada a Whisky 12 anos




E A LAVANDERIA CC5, VAI FICAR POR ISSO MESMO? OU O MEIO TRILHÃO DE REAIS QUE LAVARAM NA AGENCIA BANESTADO DE NOVA YORK NÃO CAUSA INDIGNAÇÃO AO RESPEITÁVEL PÚBLICO?
“Alexandrino de Alencar, ex-executivo da Odebrecht preso por quatro meses na 14a fase da operação Lava Jato e libertado há cerca de um mês, tem confidenciado a amigos que, em seus depoimentos na prisão, propôs contar tudo o que sabia sobre as relações da companhia com os governos brasileiros ao longo de mais de 20 anos como funcionário de carreira do grupo. “Mas não se interessaram em saber tudo. Só quiseram informações dos últimos 12 anos”, assim Alexandrino tem dito”.
. Do site DCM (Diáio do Centro do Mundo)
Meu comentário: alguém adivinha porque nunca se quis investigar a corrupção anterior ao governo Lula? A roubalheira anterior não vale, o país tem que esquecer. Tem que esquecer, por exemplo, o escândalo das contas CC5 (caso Banestado), tem que esquecer que o mensalão começou lá atrás,com Eduardo Azeredo, no governo tucano de Minas; tem que esquecer o escândalo das privatizações, principalmente a privatização da Vale do Rio Doce. E por que alguém haveria de lembrar a compra de votos para a emenda da reeleição, quando segundo o repórter da Folha de São Paulo, Fernando Rodrigues, teve deputado que recebeu R$ 200 mil para votar com o governo FHC? E por que não retroagir as investigações do propinoduto implantado na Petrobras a 1996, quando Paulo Francis denunciou a roubalheira na estatal?
Não dá pra imaginar que a Operação Lava-Jato prossiga sem que se reabra, ou nela se inclua, o desvio de quase meio trilhão de reais via contas CC5 para a agencia do Banestado em Nova York. Por isso é que as denúncias seletivas via Lava Jato são uma grande demonstração do elevado grau da hipocrisia nacional.
Perguntaram a um advogado amigo meu porque ele não foi na palestra do juiz Sérgio Moro. A resposta foi sintomática: “Tenho respeito por ele, porém, nenhum apreço”.

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