28 de dezembro de 2015

A propósito do falso moralismo


. Por André Singer, Folha de S. Paulo

O pagamento de R$ 60 milhões por parte da Alstom, como indenização por uso de propina no mandato do pessedebista Mário Covas em São Paulo (Folha, 22/12), a revelação de que a dobradinha Nestor Cerveró-Delcídio do Amaral remonta ao tempo em que ambos serviam ao governo Fernando Henrique Cardoso (Folha, 18/12) e a condenação do ex-presidente tucano Eduardo Azeredo a 20 anos de prisão (Folha, 17/12), por esquema análogo ao que levou José Dirceu à cadeia em 2012 (condenado à metade do tempo), confirmam que há dois pesos e duas medidas no tratamento que a mídia dá aos principais partidos brasileiros.

Enquanto o PT aparece, diuturnamente, como o mais corrupto da história nacional, o PSDB, quando apanhado, merece manchetes, chamadas e registros relativamente discretos. O primeiro transita na área do megaescândalo, ao passo que o segundo ocupa a dimensão da notícia comum.

Isso não alivia a situação do PT, o qual, como antigo defensor da ética, tinha compromisso de não envolver-se com métodos ilícitos de financiamento. No entanto, o destaque desequilibrado distorce o jogo político, gerando falsa percepção de excepcionalidade do Partido dos Trabalhadores. A salvaguarda do PSDB pelos meios de comunicação reforça a tese de que o objetivo é destruir a real opção popular e não regenerar a República.


27 de dezembro de 2015

Começa o jogo da sucessão estadual




O jogo da sucessão estadual já começou e no  Centro Cívico as articulações tem um objetivo indisfarçável: construir no espectro governista duas candidaturas, uma para o governo e outra para o Senado, que possam brecar o avanço  do casal Ricardo Barros-Cida Borgheti. Não é segredo pra ninguém que para RB o céu é o limite. Ele pretende fazer da mulher (atual vice) a futura governadora, trocar  seu gabinete na Câmara Federal por um no Senado e embalar a carreira da filha Maria Vitória para um dia, quem sabe, vê-la ocupar, no mínimo,  o principal gabinete do Palácio Iguaçu.

Essa ambição desmedida da família coloca em alerta o staff do governador Beto Richa, que já providencia o fortalecimento da candidatura Traiano à sua sucessão e uma dobradinha para o Senado entre ele e Ratinho Júnior. Acreditem, este é o cenário que o tucano-mor do Paraná está montando e não se surpreenda se, como parte do jogo, Beto Richa tentar matar no ninho a pretendida candidatura de Maria Vitória a prefeita de Curitiba.


Todos sabem porém, e Beto Richa sabe de sobejo, que Ricardo Barros não é de matar com a unha, quando o assunto é articulação política. Pra sorte do governador , RB articula bem mas é afobado  quando enfrenta esquemas mais poderosos  que o dele, daí porque, corre o risco de queimar a goela com esse negócio de comer cru e quente.

26 de dezembro de 2015

Respeito ao dinheiro público e ao meio ambiente a gente vê por aqui...


Informa o Rigon que o governo federal liberou R$ 487.500,00 em 2010 para a administração Barros Pupin cuidar do Parque do Ingá. Passados 5 anos, a principal reserva florestal de Maringá  está abandonada, detonada. Mas agora o prefeito Roberto  Pupin fez um portal que custou quase R$ 300 mil e com essa qualidade aí que você está vendo, ou seja, no primeiro pé de vento o letreiro foi danificado.



Que venha 2016!





O mundo está tão imprevisível, que até o Horóscopo Chinês anda desacreditado. Veja só: 2015 foi o ano da cabra, um animal dócil, da paz. Mas foi tudo o que não tivemos. No Brasil , então, nem se fala. Fechamos o ano velho com traumáticas lembranças, no Paraná e no país. No Paraná, o ano foi marcado pelo massacre do Centro Cívico em 29 de abril e em nível de Brasil, pelo agito das ruas com cenas de manifestações explícitas de puro fascismo. Para 2016 espera-se mais agitação, o que é normal, mas que as forças políticas tomem juízo e se unam em torno de um projeto de salvação nacional. É difícil, quase impossível, mas vamos torcer, sempre de olho no macaco, o mais auspicioso animal do horóscopo chinês. Que venha 2016!

25 de dezembro de 2015

Papa Francisco chama à reflexão


“O mundo é muito duro com o pecado e mole com o pecador”. Chamou-me atenção esta frase dita na homilia da Missa do Galo ontem à meia-noite pelo Papa Francisco. Na hora me veio à mente o momento político brasileiro, onde parte (a mais abastada) da sociedade tem sido muito dura com um pecador e mole com o pecado. Ou seja, dura com um partido que ela julga corrupto , e não sem razão, mas mole com outros igualmente corruptos e leniente com a corrupção, que tornou-se endêmica no nosso país. Sendo assim, como esperar que a indignação nacional manifestada nas ruas e nas redes sociais possa ter algum resultado prático, se o alvo é um pecador e não o pecado? É de se pensar, não?

23 de dezembro de 2015

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento


Vi essas fotos no site do Rigon , feita pelo Jorge Vilalobos e fiquei horrorizado, como acho que está todo o maringaense que visita o Parque do Ingá e vê , primeiro o portalzinho de quase R$ 300 mil e depois, esse caos interno em que se encontra a principal reserva florestal de Maringá. O que será que Silvio Barros II, o comentarista de cidadania e sustentabilidade da CBN diz disso?

A indústria do tabaco levou uma fumada



. Por Ancelmo Gois
Balanço da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) mostra que, no acumulado do ano de 2015, os cigarros contrabandeados foram os campeões dos produtos apreendidos em operações da entidade em conjunto com a polícia civil e militar. Em segundo lugar ficaram as autopeças e na terceira colocação máquinas, ferramentas e rolamentos industriais. A grande maioria dos cigarros contrabandeados veem do Paraguai.



21 de dezembro de 2015

Aos que pensam que o governo brasileiro enfia dinheiro no CUba





Obnubilado pelo discurso desconexo e desinformador da oposição e pela distorção de parte da mídia, o brasileiro comum continua indignado com investimentos que o governo brasileiro, a partir de Lula, tem feito em Cuba. O mais vistoso, e polêmico, foi o Porto de Mariel, construído com ajuda do BNDES e inaugurado por Raul Castro com a presença da presidente Dilma.

Dizem azedos críticos dessa parceria que trata-se aliança ideológica entre os governos petista e castrista. Ao contrário, trata-se de projetos pragmáticos, de mão dupla, que é tão interessante a Cuba quanto ao Brasil. No caso específico do Porto, que é colossal, ele deverá receber já a partir de 2016,  navios de cargas brasileiros que vão transitar pelo Canal do Panamá. O porto está a menos de 150 quilômetros dos Estados Unidos, o maior mercado do mundo e por onde deverão passar produtos brasileiros rumo à América do Norte.
O porto, que recebeu U$  682 milhões de empréstimos do BNDES e como contrapartida  gastou U$ 802 milhões de produtos e serviços  no Brasil , é de fundamental importância para as companhias brasileiras que exportam seus manufaturados, inclusive para o continente asiático. 
Some-se a tudo isso o fato de que Cuba se tornou um grande parceiro comercial do nosso país. Cuba tem 11 milhões de habitante, sendo portanto, um mercado consumidor importante, principalmente a partir da suspensão em definitivo do bloqueio comercial imposto pelos Estados Unidos no início dos anos 60 e que perdura até hoje. Empresas brasileira estão de olho na ilha e de olho principalmente no Porto de Mariel, que vai facilitar em muito a exportação de seus produtos para vários continentes.

Por tanto, falar que o Brasil está socorrendo a economia cubana (inclusive dando esmolas, segundo alguns imbecis)  enquanto a nossa economia está quebrada , é uma manifestação da mais pura  ignorância.





20 de dezembro de 2015

A demagogia ao alcance de todos



“Me engana que eu gosto”. A expressão é corrente na linguagem popular e até virou refrão de música de Ivete Sangalo. E é muito apropriada para o anúncio bombástico que o deputado Ademar Traiano fez no início da semana – o de que a Assembleia Legislativa, que ele preside, “economizou” R$ 250 milhões em 2015.
. Celso Nascimento (Gazeta do Povo)
Isso não é novidade e devolução  semelhante já tenho visto muito por aí, e por aqui. A Câmara de Maringá já devolveu dinheiro algumas vezes ao Poder Executivo, com igual estardalhaço. O primeiro a fazer isso foi o presidente Antônio Paulo Pucca (que Deus o tenha),  que entregou o cheque da parte do orçamento do Legislativo não gasto ao prefeito João Paulino, também já no andar de cima.
 Eu sempre achei que o problema das casas de leis não é o que ela gasta (desde que haja racionalidade e transparência nos gastos), mas o que elas deixam de fazer em benefício da sociedade. Melhor que gaste bem todo o seu orçamento, mas cumpra o seu papel de bem fiscalizar  o Executivo e que seus componentes representem dignamente o povo que os elegeu. Feito isso não precisa essa demagogia de devolver dinheiro cheques como este cheque gigante aí, cujo efeito prático é apenas o de produzir notícias e de colocar a Mesa Diretora da Casa sob os holofotes.

   


Celso Nascimento lembra que “ não foi  a primeira vez que a Assembleia devolve dinheiro ao Tesouro. Já aconteceu em anos anteriores. Em 2013, por exemplo, a “devolução” saiu carimbada para construção de escolas em lugares bem escolhidos, por coincidência para favorecer a (re)eleição de alguns senhores deputados”.


19 de dezembro de 2015

A crise construída


O PT prova hoje do próprio veneno.No passado, fez de tudo para ajudar na construção das crises econômicas que eram frequentes. No presente, são adversários que constroem a crise , criando um clima de terra arrasada no país. Depois do golpe que levou do Supremo, a oposição tenta se recompor para voltar a oxigenar o processo de impeachment, o que aliás vem tentando construir desde que Dilma tomou posse para o segundo mandato.

O fato alimentador dessa construção pós-derrota do jeito Eduardo Cunha de conduzir o processo na Câmara , foi a saída ontem do ministro Joaquim Levy. A troca de ministro da fazenda é o combustível que alimenta a indústria do caos neste final de semana. 

Vi, ouvi e li opiniões de vários líderes oposicionistas e de economistas sobre a entrada de Nelson Barbosa no posto de principal gestor da política econômica. É de apavorar. O objetivo é exatamente este, assustar a sociedade brasileira e ao mesmo tempo, colocar receio no mercado, porque é por aí que o Brasil vai para o brejo e com o país, com todos nós, vai o governo Dilma e o PT, cuja perspectiva de enfraquecimento é o sonho do PSDB e suas figuras sinistras, tipo FHC, Serra, Aécio, Ackmin, Aluísio.

15 de dezembro de 2015


Acredite se quiser mas ele está livre de condenação


Acreditem : Jairo Gianoto está livre dos processos que haviam contra ele, que não eram poucos. Ontem o STJ mandou arquivar o último processo criminal que ainda restava.
No Recurso Especial – RESP – número 1.254.492/PR ele reduziu a sua pena remanescente, que era de 4 anos e 11 meses de reclusão, para 3 anos 2 meses e 15 dias. Em seguida decretou a prescrição.
Acusado pelo Ministério Público de  surrupiar quase meio milhão de reais dos cofres municipais no que se convencionou chamar “Esquema Jairo-Paulichi” , o ex-prefeito de Maringá  não tem mais nenhuma condenação, continua primário e com bons antecedentes. O acórdão deve ser publicado amanhã no site do STJ.
O que seria isso, deficiência da justiça , falha do Ministério Público na condução das investigações e formatação dos processos ou competência dos  advogados de defesa?
Confesso que estou perplexo, mas não me atreveria a chamar de ladrão um réu primário.

14 de dezembro de 2015

Ricardo Barros e o acinte da Folha



A Folha de S. Paulo , talvez inspirada pelo relator do Orçamento da União, Deputado Ricardo Barros, que quer dar um golpe de ipon  no Bolsa Família, propôs em editorial na sua edição de ontem (domingo)  cortes nos gastos orçamentários compulsórios com Previdência Social,  Educação e Saúde. É isso, então: o jornal dos Fria quer simplesmente piorar a saúde, acabar com a educação e deixar à mingua aposentados e pensionistas.
Em nome do ajuste fiscal, já está cheio de economistas por aí sugerindo receitas  que se colocadas em prática, fomentariam um clima de quase guerra civil no país. O Estado está quebrado e precisa sair da crise para voltar a crescer. Isso todo mundo sabe. Mas é difícil engolir receituários que nem de leve citam a necessidade de taxar adequadamente os bens de capital, de apressar a repatriação dos bilhões de reais de ricaços brasileiros que dormem tranquilamente em cofres de paraísos fiscais.

O que se vê , não apenas em editoriais de jornalões, mas nos próprios discursos e falas de  empresários, economistas e políticos da oposição , é a montagem de um quadro de horror, de terra arrasada. Um passo atrás na agenda social nesse momento significa agravamento do desemprego, da pobreza, da fome e por consequência, da criminalidade.


A propósito do editorial da Folha, escreveu o economista, doutor pela Coppe/UFTJ,  J. Carlos de Assis: “
“Não é esse déficit insignificante de 30 bilhões de reais, usado pela Folha para chantagear o país e forçar o abandono do projeto social brasileiro, que constitui um desarranjo da economia. O problema da economia é a ausência de um programa de investimento público, mesmo que deficitário. O déficit público de hoje, quando bem operado para investimentos em infraestrutura, torna-se crescimento do PIB e da receita amanhã. Em outras palavras, ele se paga por si mesmo como ensina há 80 anos a boa doutrina keynesiana.
Se não conseguirmos construir um grande pacto social para superarmos a crise econômica e política, e se em lugar disso, intimidado pela Folha, o Governo implementar um programa regressivo do tipo proposto por ela,  já sabemos o endereço aonde os doentes sem cobertura de saúde, os idosos e aposentados despojados de direitos previdenciários, os estudantes pobres sem condições de pagar faculdades, a turma do Bolsa Família e os sem casa e tantos outros pobres devem procurar ajuda:  vão todos para a porta da Folha, esperando que ela os reenvie para a proteção do sistema bancário!”
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13 de dezembro de 2015

O pesadelo de Beto que pode tirar Cida da jogada



. Por Celso Nascimento (Gazeta do Povo)


O governador teve um pesadelo noite destas. Ele via uma fila enorme de eleitores que, diante da urna, olhavam as fotos de três candidatos, mas só podiam optar por dois. Uma das fotos era dele mesmo, Beto Richa; as outras, de Osmar Dias e Roberto Requião.
Com o pijama encharcado pela sudorese, no pesadelo ele reviveu os dias de campanha, quando os programas de tevê dos adversários repetiam à exaustão as cenas da batalha do Centro Cívico, professores feridos, os momentos patéticos da dança de um secretário na porta do camburão de deputados, imagens da prisão do primo distante, do amigo co-piloto e fiscais da Receita… 

Assustado, ele teria acordado dona Fernanda para contar o sonho e pedir-lhe apoio para a decisão que lhe acorrera: desistir da candidatura ao Senado e ficar no Palácio Iguaçu até o último dia. O pesadelo, disse ele à mulher, despertara-lhe o pânico de ficar em terceiro lugar se tiver de enfrentar a dupla Requião e Osmar. 

Beto descreveu o pesadelo também para alguns dos seus costumeiros assessores. Ouviu palavras de conforto e o esboço de um plano. Um dos áulicos deu-lhe ideia luminosa: 

– Por que não fazer preventivamente um “acordo branco” com Osmar para evitar que ele dispute o Senado? Com isso, Beto concorreria só com Requião, mas como são duas as vagas, a segunda seria dele. Osmar ganharia estrutura para a campanha ao governo tendo como adversária uma “cristianizada” Cida Borghetti, a vice que a família Barros quer eleger governadora.

12 de dezembro de 2015

A corrupção nossa de cada dia na mira de cada um de nós



A corrupção, dizem, é inerente ao ser humano. Essa verdade parece um biombo , atrás do qual tentam se esconder corruptos e corruptores. Mas é inegável que há no Brasil uma cultura enraizada de deslizes éticos permissivos. O filósofo Mário Sérgio Cortella diz que não devemos nos assustar com a sucessão de escândalos que pipocam na mídia diuturnamente, porque não estamos no ápice da sujeira, mas no início da limpeza.
O processo de limpeza é mesmo dolorido, se equivale ao espremer de um abscesso, que não sara enquanto o carnegão não for colocado pra fora. Parece escatológico mas, acreditem, não é. A figura de linguagem pode até provocar náuseas, mas não creio que seja o caso de se recorrer ao engov. Talvez uma água com gás resolva o problema do mal estar.
A reviravolta que a roubalheira do dinheiro público anda provocando em estômagos mais resistentes, os chamados estômagos de avestruz, é um sinal positivo . Sem dúvida que é.
Os escândalos ocupam espaços nobres da mídia eletrônica e também da mídia impressa. Mas é lícito reconhecer que, no caso da Lava-Jato, por exemplo, o cheiro de pizza polui pouco ar de Curitiba, menos até do que o mensalão poluía o ar de Brasília.
No caso presente o cheiro de pizza foi substituído pelo da batata, que está sempre assando. Isso explica de certa forma a presença de figurões da política e do empresariado na cadeia.
É ou não é um sinal positivo? A despeito de um erro aqui, outro ali; de um espasmo de xenofobia aqui, outro acolá , o país aperta o furúnculo sem medo de pôr pra fora o carnegão. Enfim, a Constituição Cidadã, promulgada em 1988 parece mesmo à prova de ventos e tempestades, o que significa dizer (e digo com esperança) que a nossa democracia está consolidada.
Prova disso é o fato de que não é de hoje que os escândalos se sucedem e as instituições se mantém firmes. E firmes a tal ponto que o Supremo Tribunal Federal age como grande maestro e pega sempre pelo colarinho (branco) o músico que teima em fugir da partitura.
Pena que a operação Lava-Jato e o juiz Sérgio pouco têm se dado conta de que o roubo na Petrobras não é de agora e as investigações deveriam
retroceder no tempo. No mínimo a 1996, ano em que Paulo Francis denunciou um gigantesco esquema de corrupção na gestão Joel Renó. A denúncia não chegou a ser investigada, mas Francis pegou uma condenação por danos morais, que o levando à morte.
Mas a corrupção anterior a 2003 não conta, porque este foi um pecado cometido por pecadores. O que rolou de sujeira no governo depois desse período é diferente, o partido que chegou ao poder em 2003 deve ser execrado, pela simples razão de ter sido implacável enquanto estilingue e claro, ter cometido o pecado do pregador.
É fácil entender, portanto, porque o PT foi transformado em Geny, a que dá pra qualquer um e é boa de cuspir.
Segue o baile e o ódio contra o PT só está que cresce, nas ruas e nas redes sociais. Chega ao paroxismo, com absurdos como aquele lamentável episódio ocorrido em Belo Horizonte durante o velório de José Eduardo Dutra. Na ocasião, um grupo de debilóides gritava aos quatro ventos que “petista bom é petista morto”.
Que país é este?” perguntava o líder da Arena durante o regime militar, Francelino Pereira. “Que país é este”, cantava Renato Russo no auge do sucesso do Legião Urbana e,"que país é este?", estão a indagar milhares de brasileiros, preocupados com os rumos do nosso Brasil.

11 de dezembro de 2015

Resposta de Dilma à carta do seu vice Michel Temer


Jogando sua história no lixo


Do site 247

Daqui a 50 anos, quando a foto de ontem, com FHC sentado no trono de sua vaidade, ladeado de seus seguidores, tiver se transformado apenas num retrato perdido no tempo, que imagem do PSDB terá ficado para a História? A do partido que implantou o Plano Real ou a de políticos frustrados que, após quatro derrotas em eleições presidenciais, decidiram abraçar um golpe contra a democracia brasileira, enfrentando a oposição de juristas, artistas, intelectuais, movimentos sociais e de 16 governadores? Entre a defesa da legalidade e a busca oportunista pelo poder (para Michel Temer, com o apoio de Eduardo Cunha, diga-se de passagem), tucanos optaram pela lata de lixo da História

9 de dezembro de 2015

JN enaltece a carta ridícula de Temer




A abordagem que o Jornal Nacional fez ontem da carta de Michel Temer à presidente foi uma demonstração clara de jornalismo de esgoto. Bonner comandou a abordagem “baba ovo”, com insinuações claras de que Michel Temer era vítima de uma autoritária Dilma e que havia produzido naquele desabafo ridículo um documento histórico de peso, capaz de acelerar a derrubada da presidente para que o vice assuma e acomode no governo, tucanos, demos e “limpinhos”. E em fazendo isso, conduza o país para a retomada do liberalismo e  ao fim da agenda social que tirou o Brasil do mapa da fome.

O tiro de Temer saiu pela culatra, como pela culatra saiu os tiros dados por cunha para subverter a ordem regimental da Câmara dos Deputados e emplacar uma comissão especial do impeachment com maioria oposicionista. Tudo muito parecido com o conluio criminoso que o cineasta italiano Marco Bellochio mostra no filme  Sbatti il mostro in prima pagina.

7 de dezembro de 2015

Os iguais se entendem








Ciro Gomes: “Michel Temer é sócio íntimo de Eduardo Cunha em tudo o que você possa imaginar”

6 de dezembro de 2015

O PMDB (de Temer) coça o coldre e trama o golpe



. DO SITE 247
“ No artigo Separação litigiosa, o colunista Bernardo Mello Franco argumenta que o vice-presidente Michel Temer já tem um articulador para o impeachment: o ex-ministro Eliseu Padilha.
"Ex-articulador do governo, Padilha sai do ministério com uma arma poderosa para barganhar adesões a Temer: uma planilha detalhada com cargos e verbas que cada deputado tem ou deseja ter. É com essa lista que ele fará promessas em troca de votos pelo impeachment", afirma.
"Dilma, a noiva abandonada, terá que abrir os cofres e aumentar o dote para manter a tropa ao seu lado. Os deputados do PMDB sentarão para negociar com uma garantia confortável. Como costuma acontecer, vão lucrar em qualquer cenário."
Minha observação: perceberam como o Temer é a cara Christopher Lee, ator que celebrizou o Conde Drácula? 


5 de dezembro de 2015

Mais dinheiro para o Contorno Norte , que já consumiu quase meio bilhão de reais






Mais R$ 23,9 milhões para a Prefeitura de Maringá fazer no Contorno Norte o que deveria ter feito na execução do projeto, inicialmente orçado em R$ 143 milhões e que acabou consumindo quase meio bilhão de reais.  Como é possível conceber uma obra desse tamanho tão cheia de imperfeições, algumas até criminosas, como é o caso das marginais e dos próprios “viadutos sacis” ?
De repente aparece o salvador da pátria,  campeão de prospecção de verbas federais para  anunciar galhardamente  a correção de defeitos de origem que o próprio ajudou a cometer? O Contorno que não contorna e que já apresenta problemas seríssimos na sua estrutura é um caso clássico de desrespeito para com a cidade. Além de custar o olho da cara transformou-se numa barreira de difícil transposição para quem precisa cruzá-lo diariamente.

Como não tem como voltar atrás , antes tarde do que nunca o conserto da cagada monumental.   Mas que  a população fique atenta para as obras complementares, porque se elas não reduzirem os riscos das marginais, dos cruzamentos e das passarelas mal feitas, aí será mesmo caso de polícia. 

Quem quer entender a mecânica e a sordidez do encaminhamento do impeachment da presidente Dilma não deixe de ver essa entrevista do Ciro Gomes


3 de dezembro de 2015


Cunha tá no lucro


Políticos de certo peso no planeta Brasilis não poupam Cunha, que Ciro Gomes, por exemplo ,considera um bandido e Jarbas Vasconcelos, um psicopata, que já deveria ter sido apeado da presidência da Câmara. Cunha está no lucro porque ainda não calçou um par de bali.

Hoje pior do que ontem, amanhã pior do que hoje


A uma pessoa que se queixou do nível da Câmara dos Deputados, o saudoso Ulysses Guimarães respondeu simplesmente : “ Então você espere a próxima que vai ser bem pior”. Os fatos tem mostrado que esta foi quase uma profecia do “Senhor Diretas” . A atual é sempre pior do que a anterior e a próxima será pior do que atual. Isso vale não só para a Câmara Federal, mas vale também para as assembleias legislativas e câmaras municipais. Basta pegarmos o exemplo de Maringá, onde vivemos . Quer Câmara pior do que essa? Então espere a próxima.

Como evitar essa degradação moral e intelectual dos nossos poderes legislativos? Não há fórmulas mágicas, mas é preciso que o Congresso Nacional dê um passo decisivo na direção da reforma política que o país precisa. Tudo bem que não dá pra esperar mudanças profundas por quem pouco interesse terá de alterar alguma coisa. Ainda mais que a indignação que se vê nas ruas se direciona exclusivamente à Presidência da República e ao partido da presidente. A população não consegue compreender o significado de um parlamento repleto de Cunhas e Dulcídios e nem atentar  para o fato de que é sempre deletéria, a atuação de bancadas disso e bancada daquilo, que ela elegeu imaginando estar qualificando melhor o nosso parlamento quando, ao contrário, está é oxigenando  o espírito de corpo. Um exemplo claro disso é a chamada bancada evangélica que, de tão conservadora, joga todas as suas fichas no atraso. E, ainda pior, a "bancada da bala", liderada pelo paranaense Francischini, que não faz outra coisa a não ser atuar na contra-mão da história, com discursos de permanente incentivo  à cultura da violência.


Vamos admitir que o Congresso casse a presidente Dilma. Quem assumiria, caso o processo não atinja o seu vice? Sim, ele mesmo, Michel Temmer, o grão-mestre do PMDB, partido que tem Cunha e uma pá de deputados iguais a ele. E aí, como imaginar que o Brasil melhora com o impeachment ?  Mesmo que Temmer seja impedido, teríamos uma eleição extra , presidida por ninguém menos que   Dias Tóffoli ou, provavelmente, por  Gilmar Mendes, que deverá ser o próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. 

Uma alteração parece urgente para que o país comece a tornar menos pior a composição das câmaras municipais. Seria, na avaliação de políticos sérios (acredite, eles existem) e analistas comprometidos apenas com a ciência  social, o fim das coligações proporcionais e o estabelecimento de cláusulas de barreira contra a proliferação de siglas partidárias de aluguel. 

Não seria uma panaceia, mas  havendo essas mudanças já para 2016, com certeza a composição dos poderes legislativos municipais melhoraria um pouco. E teria influência também nas eleições majoritárias, porque são as siglas de aluguel que acabam viabilizando candidaturas e até vitórias de concorrentes  fichas sujas a prefeitos. E o que dizer da distribuição de cadeiras no legislativo ditada pelos critérios da proporcionalidade? Ao votar em Fulano e eleger também Ciclano e Beltrano , o eleitor acaba  mandando para a Câmara de Vereadores quem ele nem conhece ou às vezes conhece, e por conhecer,  não confia.