1 de janeiro de 2016

Emendas que alimentam a perpetuação da mediocridade política


A presidente Dilma vai liberar em 2016 mais de R$ 7 bilhões em emendas parlamentares. Não que ela queira ou seja a favor dessa excrescência, mas se não fizer isso apressa o seu processo de cassação, principalmente por conta do vergonhoso “Orçamento Impositivo” que os deputados aprovaram em 2015. Emenda parlamentar é aquele instrumento que os deputados usam para arrancar dinheiro do tesouro e repassar para suas bases eleitorais, geralmente em forma de obras nem sempre necessárias, nas cidades cujos prefeitos são do seu grupo político.
Por meio das famigeradas emendas parlamentares é que deputados fisiologistas se reelegem quantas vezes quiserem. Esses estão mais para despachantes de que para parlamentares que têm o dever constitucional de bem representar a população no parlamento brasileiro.
Quando surgem as crises políticas oriundas de escândalos de corrupção como agora, o foco da mídia e da sociedade fica todo em cima do governo, como se o Congresso Nacional não tivesse nada a ver com a paçoca.
Se o governo é ruim, se a representação parlamentar é péssima, a culpa não é só dos detentores de mandato. A culpa é de todos nós, que votamos neles. Ou, como diria Bob Fernandes, será que  alguém imagina que parlamentares do nível   moral de um Eduardo Cunha, por exemplo, são  eleitos por marcianos?

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