30 de julho de 2016

Temer não quer ministros na campanha, mas alguém tem dúvida como RB agirá em Maringá?



O presidente Temer determinou hoje que não quer ver nenhum de seus ministros na campanha eleitoral.  Segundo a coluna Painel da Folha de São Paulo, “todos receberam orientações expressas do Planalto, no grupo deles no WhatsApp, sobre como se comportar nas eleições deste ano”. Segundo o chefe do gabinete civil, Eliseu Padilha, Temer não permite ministros em disputas regionais. Até porque, inevitavelmente entrarão em confronto com adversários pessoais, azedando as relações com partidos aliados do Planalto.
O medo é criar fissuras que possam influir na votação do impeachment no final de agosto no Senado.

Diante disso fica a pergunta: como Ricardo Barros fará para comandar as campanhas da filha Maria vitória, em Curitiba e do irmão Silvio, em Maringá?

Não se preocupe, ele dá um jeito nisso. Vai ficar certamente como o técnico que recebeu cartão vermelho no jogo anterior e no próximo confronto terá que comandar seu time por celular, de uma cabine do estádio.
Não creio que isso seja tão difícil para Ricardo Barros. Ora, se até nas votações de seu interesse na Câmara Municipal de Maringá ele comanda à distância, imagine o que não fará  durante a campanha de prefeito. Para quem é acostumado estalar os dedos e ver seu time inteiro tocar a bola como ele quer, a ordem do chefe Temer não terá nenhuma solução de continuidade. Melhor seria para a cidade se tivesse, porque aí o jogo ficaria um pouco mais limpo e mais equilibrado.


28 de julho de 2016

Temer armará circo para rasgar a CLT?


                                                         . Por Leonardo Sakamoto, em seu blog

Um pai deve compartilhar as tarefas relativas à formação de seu filho ou sua filha. Isso é o básico, não é favor. Afinal de contas, tarefas domésticas ou familiares não são incumbência de determinado gênero, mas responsabilidade de pais e mães. Se você fica orgulhoso por “ajudar sua mulher em casa'' e acha que merece um troféu de Maridão do Ano, rapaz, acorde. Você está no século 21, não faz mais do que sua obrigação.
Dito isso, quase fundi meu cérebro tentando entender o que passou pela cabeça do presidente interino Michel Temer ao convocar a imprensa para registrar o momento em que buscou, ao lado de sua esposa, seu filho em uma escola de Brasília.
Na tentativa de melhorar sua imagem junto à população, quis demonstrar que é uma pessoa igual a todas as outras e apanhou o mancebo em seu primeiro dia de aula depois da mudança para a capital.
Mas o circo montado soou tão fake, forçado e artificial que me deu play num verso do “Canto de Ossanha'', de Vinícius de Moraes e Baden Powell: “O homem que diz 'sou' não é''. Para quem acompanhou a cobertura pela rede, ficou a impressão de que o tiro saiu pela culatra.
Isso sem contar que foi um uso um tanto quanto discutível de uma criança em uma tentativa de autopromoção. Mas para quem colocou dois imóveis utilizados como escritório que valem mais de R$ 2 milhões no nome do filho de sete anos, alegando o direito de antecipação de herança, digamos que o circo foi o de menos.
Particularmente, como assessor de comunicação, caso ele realmente quisesse insistir nesse erro, eu o aconselharia a algo menos traumático para as outras crianças e famílias da escola que não queriam aquele tipo de exposição, mas acabaram pagando o pato sem querer. Aliás, pagar pelo pato dos outros é o que mais estamos fazendo ultimamente.
Por exemplo, não chamar os colegas jornalistas e divulgar, horas depois, apenas uma foto tirada discretamente pela sua assessoria. Talvez incluindo um comentário de Michel sobre a importância de dividir as tarefas familiares em um país em que, segundo a Organização Internacional do Trabalho, homens gastam 9,5 horas semanais com afazeres domésticos, enquanto que as mulheres que trabalham dedicam 22 horas semanais para o mesmo fim.
Com isso, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado ser inferior a dos homens (36 contra 43,4 horas, em termos apenas da produção econômica), a jornada média semanal das mulheres alcança 58 horas e ultrapassa em mais de cinco horas a dos homens – 52,9 horas – somando com a jornada doméstica. Ou 20 horas a mais por mês. Ou dez dias por ano.
Isso sem falar que, quando um casal trabalha fora terceiriza o serviço doméstico, normalmente, para outra mulher, seja ela babá, faxineira ou cozinheira. E, diante da possibilidade de pagar os direitos trabalhistas a quem faz o trabalho doméstico, parte da classe média pira e diz que tudo isso é muito injusto.
No Brasil, brincar de casinha é coisa de menina.

Enquanto isso, fazer política é coisa de menino. Como o ministério de Michel, composto de homens, brancos, héteros.
Mas uma nota assim, reafirmando direitos trabalhistas, seria difícil surgir.
Porque traria à tona, além das contradições sobre a falta de equidade de gênero na Esplanada dos Ministérios, a defesa de algo que o governo já avisou que quer dilapidar – implodindo a CLT e dificultando a aposentadoria de quem está na ativa.
Espero que quando “nosso presidente'' sancionar propostas, como a que amplia a terceirização e a que sobrepõe o negociado ao legislado mesmo em caso de perda para o trabalhador, ou a que estabelece uma idade mínima para se aposentar (que, na prática, pode excluir da Previdência Social os trabalhadores braçais pobres que morrem cedo neste país), também chame a imprensa para registrar o momento em que assinará a regressão ao passado. Será uma imagem muito mais sincera, coerente e natural que o circo armado na porta da escola.



27 de julho de 2016

Chorar mais ou chorar menos, eis a questão


Acho que de todos os adversários políticos que teve, nunca Ricardo Barros se deparou com um que lhe batesse mais do que Umberto Crispim. Hoje , Crispim é um aliado de peso de RB, a quem entregou de bandeja o PMDB, já nas eleições de quatro anos atras. Em troca, Crispim ganhou o direito de indicar o vice na chapa de Pupin, duas secretarias , uma ocupada pelo compadre Miguel Grillo e outra , a do  Meio Ambiente, por ele mesmo. Agora, o esforço é para manter o casamento, com o mesmo Cláudio Ferdinandi na vice de Silvio Barros II,  caso este não venha a ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Resta saber quem é que tem mais força junto ao síndico do condomínio barroso – se o tempo de televisão do PMDB e o exército crispiniano ou o cacife econômico e partidário dos Matos, que  trabalham  para emplacar o tucano Wilsinho. Quem pode mais? Quem será que vai chorar menos?

26 de julho de 2016

Chamem o Moro!!!






Este é o jeito Barros/Pupin de governar



24 de julho de 2016

O ministro foda



“Poucas vezes na minha nem tão curta nem tão longa vida eu vi uma ação de governo tão estúpida quanto essa do ministro da Justiça anunciar, com estardalhaço que prendeu uns caras que ele não sabe quem são, mas talvez estivessem preparando um atentado para as Olimpíadas”, escreve o jornalista Alex Solnik, sobre o carnaval que o governo interino de Michel Temer faz ao prender os supostos terroristas.
Solnik lembra que anunciar prisão desse tipo seria papel da Polícia Federal e não do Ministro da Justiça, que ao atrair para si todos os holofotes, certamente gritou diante do espelho:”Espelho, espelho meu, existe um careca mais foda do que eu?”.

De fato, Alexandre Moraes é mesmo um ministro foda. Tanto afastou do Brasil milhares de turistas que se preparavam para ver as Olimpíadas. “Qualquer policial amador, ou mesmo espectador de filmes policiais sabe que o grande segredo de uma investigação séria é o segredo. Ou seja, se você suspeita que há bandidos no teu quintal e os prende, não precisa botar a boca no trombone e sim prendê-los em silêncio, pois o barulho que você faz certamente espantará os seus cúmplices”, diz Solnik, insinuando que ele seria um investigador de sucesso nas Organizações Tabajara.

23 de julho de 2016

O novo xodó da classe média metida a besta


Michel Temer passou a ser o grande ídolo da elite brasileira e da classe média, que sempre se esforça para estar próxima de quem a explora e nunca de quem com ela é explorado. A mídia, principalmente a televisão, Rede Globo à frente, vive ressaltando os feitos do presidente interino, ao mesmo tempo em que omite (só quando não dá mesmo para fugir da notícia) o lado sombrio de Temer e sua equipe de ministros nada probos. Omite também, ou trata com descaso, as propostas de desmonte do estado social.

Há quem veja em Temer um galã da novela das nove, embora eu não consiga dissociar a sua tez da tez  de Cristopher Lee, o ator que celebrizou a figura do Conde Drácula no cinema. Parece que ambos foram trocados na maternidade. 


Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso agora é a falsa delação premiada de João Santana, que os telejornais e os jornalões impressos destacaram, como sendo uma bomba que ele soltou no quintal da presidente afastada Dilma Rousseff.

Na verdade, o marqueteiro não chegou a delatar Dilma, apenas abriu uma frestinha da caixa preta, para falar o que todo mundo sabe: a quase totalidade das campanhas eleitorais no Brasil se move com o oxigênio  do caixa 2.  “Se todos que já foram remunerados com caixa 2 no Brasil fossem tratados com o mesmo rigor que eu, era para estar aqui, atrás de mim, uma fila de pessoas que chegaria a Brasília”, queixou-se Santana ao juiz Sérgio Moro.

Santana disse taxativamente isso ao magistrado maringaense, que virou celebridade mundial graças à Lava-Jato, que ele conduz quase como justiceiro:

 “Nos últimos meses, eu vi destruídos, um trabalho e uma imagem pessoal que construí, com muito esforço, ao longo de mais de 20 anos. Eu entendo porque isso aconteceu. Primeiro porque escolhi uma profissão fascinante, mas cheia de riscos e incompreensões. Segundo porque me transformei em um profissional de destaque nacional e internacional. Terceiro porque meu trabalho esteve ligado, nos últimos anos, a um grupo político que está hoje sob severo questionamento. O que eu não entendo e não me conformo é com o fato de eu e minha mulher estarmos sendo acusados, injustamente, de corrupção, formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro. De estarmos sendo tratados como criminosos perigosos. E de estarmos servindo, involuntariamente, aos interesses dos que sempre tentaram ligar o marketing político a atividades obscuras e antiéticas”.


20 de julho de 2016

Datafolha faz pesquisa que favorece Temer e pressiona senadores que podem votar contra o impeachment


  .  Do Site 247

No último domingo, a Folha de S. Paulo publicou uma pesquisa feita sob medida para legitimar o golpe parlamentar no Brasil. O levantamento informava que 50% dos brasileiros defendem que Michel Temer continue na presidência, 32% querem a volta da presidente Dilma Rousseff e apenas 3% são favoráveis à tese de novas eleições .

No mesmo dia, o site  247 esclareceu que se tratava de uma evidente fraude estatística:  “O motivo: outros institutos, como o Ibope e o Paraná Pesquisa, haviam feito pesquisas indicando que 63% querem novas eleições – número próximo ao de uma pesquisa do próprio Datafolha realizada em abril. Como Temer não realizou nenhum milagre nos últimos dois meses, tendo inclusive perdido ministros por denúncias de corrupção e adotado medidas impopulares, como aumentos de servidores públicos, nada explicaria que os 63% a favor de novas eleições virassem 3% em tão pouco tempo.

Ontem, o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, publicou nova reportagem explicando como se deu a fraude. Ele informou que a pesquisa da Folha colocou apenas duas alternativas diante dos entrevistados: a permanência de Temer ou a volta de Dilma – ou seja, sem a possibilidade de novas eleições (argumento que Dilma tem usado para convencer senadores indecisos). 

Mais do que simplesmente indicar a fraude, a reportagem do The Intercept também afirmou que os meios de comunicação brasileiros representam uma ameaça à democracia e à liberdade de expressão, ao incitar golpes e manipular informações para que eles se consolidem.

Diante das evidências, o próprio Datafolha capitulou e admitiu ter cometido uma "imprecisão" no último domingo. 
"A gerente do Datafolha Luciana Schong afirma que as perguntas foram determinadas pela Folha. Ela reconheceu que é enganoso afirmar que 3% dos brasileiros querem novas eleições já que os entrevistados não foram questionados sobre isso. Schong também admitiu que declarar que 50% dos brasileiros querem Temer é uma imprecisão se não for esclarecido que a questão limitou as alternativas a apenas duas", informa o Intercept sobre o caso.


18 de julho de 2016

MPF aponta para verdadeiro alvo da Lava Jato



                              . Janio de Freitas (Folha de São Paulo)

O lado de farsa do impeachment leva uma trombada forte. Na mesma ocasião, a Lava Jato arrisca-se a comprovar o lado de farsa implícito na acusação, feita por muitos, de que o seu alvo verdadeiro não é a corrupção, mas Lula e o PT.

A conclusão do Ministério Público Federal sobre as tais "pedaladas", fundamentais no pedido e no processo de impeachment de Dilma Rousseff, recusa a acusação de constituírem crime de responsabilidade. Dá razão à tese de defesa reiterada por José Eduardo Cardozo, negando a ocorrência de ilegal operação de crédito, invocada pela acusação. E confirma a perícia das "pedaladas", encomendada pela Comissão de Impeachment mas, com o seu resultado, mal recebida na maioria da própria comissão. À falta de base da acusação, o MPF pede o arquivamento do inquérito.

A aguardada acusação final do senador Antonio Anastasia tem, agora, a adversidade de dois pareceres dotados de autoridade e sem conexão política. A rigor, isso não deve importar para a acusação e o acusador: integrante do PSDB, cria e liderado de Aécio Neves, Antonio Anastasia assinará um relatório que será apenas como um esparadrapo nas aparências. Sem essa formalidade farsante, não precisaria de mais do que uma frase recomendando a cassação, que todos sabem ser seu propósito acima de provas e argumentos.

Mas os dois pareceres que se confirmam devem ter algum efeito sobre os senadores menos facciosos e mais conscienciosos, com tantos ainda definindo-se como indecisos. A propósito, as incessantes contas das duas correntes –o mais inútil exercício desses tempos olímpicos– têm resultados para todas as iras, a depender do adivinho de votações consultado.

Na Lava Jato, procuradores continuam falando de ameaças ao prosseguimento das suas atividades. A mais recente veio de Washington. Não de americanos, muito felizes com o pior que aconteça à Petrobras. É uma informação renovada por Sergio Moro para um auditório lá: a menos que haja imprevisto, dará o seu trabalho por concluído na Lava Jato antes do fim do ano.

Na estimativa de Moro está implícito que a corrupção na Petrobras anterior ao governo Lula, ao menos na década de 1990, não será investigada. Daqui ao final do ano, o tempo é insuficiente para concluir o que está em andamento e buscar o ocorrido naquela época. Apesar das referências em delações, como as de Pedro Barusco, a práticas de corrupção nos anos 90, pelo visto vai prevalecer a resposta gravada na Lava Jato, quando um depoente citou fato daquele tempo: "Isso não interessa" (ou com pequena diferença verbal).

As gravações traiçoeiras de Sérgio Machado, embaraçando lideranças do PMDB, ficariam como um acidente no percurso da Lava Jato. Moro, aliás, disse parecer "que o pagamento de subornos em contratos da Petrobras não foi uma exceção, mas sim a regra", no "ambiente de corrupção sistêmica" do "setor público". Diante disso, restringir o interesse pela corrupção a um período bem delimitado no tempo e na ação sociopolítica, sem dúvida valerá por uma definição de propósitos.


Ação de interdição urgente para o Ministro da Saúde, Ricardo Barros


. Por Arruda Bastos

O Ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, desde que assumiu o cargo vem tomando atitudes e fazendo declarações dignas de indivíduo fadado à interdição judicial. Como sou médico e ainda não conclui meu curso de Direito, para escrever este artigo consultei amigos advogados para aprofundar-me no tema da interdição. Para ilustrar, através da intitulada “ação de interdição”, uma pessoa será declarada incapaz para os atos da vida civil, sendo nomeado um curador para auxiliá-la. A incapacidade no Brasil ocorre por dois critérios: objetivo, pela idade; e subjetivo, pelo psicológico. Para ser declarada incapaz, a pessoa deve ter dificuldade para compreender as consequências de suas ações e decisões. Infelizmente, é o caso do nosso Ministro. Ele é um sem noção. O Ministro se enquadra em todos os pré-requisitos, senão vejamos: quando assumiu o cargo, não parecia um Ministro, mas sim um macaco em casa de louça, fomentando a desconstrução do SUS. Logo depois, encampou a proposta de reduzir recursos para o Sistema publico de Saúde através de tetos para saúde, que é um crime. Ao se posicionar no combate ao tabagismo, foi contra parecer técnico do ministério de padronizar as embalagens das carteiras de cigarro. Falei, na ocasião, que tinha dúvida entre ele ser um Ministro ou Minister da Saúde. Os motivos para pedir sua interdição não param por aí. Recentemente, passou a defender planos de saúde sem coberturas definidas pela ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, como sendo uma medida salvadora do SUS. Escrevi que Ricardo Barros era o coveiro do SUS com seus planos de saúde de “H”. Na última semana, na Câmara dos Deputados, declarou que não iria trabalhar por mais recursos para a saúde, alegou não poder contrariar Temer e sua equipe econômica. A obrigação de um Ministro é defender sua pasta, inclusive solicitando mais recursos, quando necessário. A gota d'água para minha tese exagerada de interdiçãofoi sua mais recente pérola: o problema do SUS é que o brasileiro inventa doença para fazer exames e pegar remédios. Pela cabeça do Ministro, nossa população é, em grande parte, masoquista, adora fila de posto de saúde e come medicamentos como farinha. O pronunciamento do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, aconteceu na sexta-feira, dia 15 de julho, e vou repetir, uma vez que é muito difícil de acreditar no que afirmou: a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de saúde da rede pública apenas se imagina doente, mas não está. De acordo com ele, é cultura do brasileiro só se satisfazer com exames e medicamentos. A culpa do (mal) funcionamento do SUS agora é da população! Como diz o provérbio português, durma com um barulho desses. Com afirmações como essas fica fácil defender a tese de que o Ministro não está no gozo de suas faculdades mentais perfeitas. Precisamos urgentemente substituir o Ministro da Saúde antes que maiores danos sejam cometidos. É uma questão de segurança sanitária. Uma pasta como a da saúde não pode padecer com atitudes totalmente contrárias à nossa Constituição, que definiu saúde como direito de todos e dever do Estado. A imprensa golpista já se manifestou falando da folha corrida do Ministro e da sua total incompetência para o cargo. Em editorial Proposta infeliz de 10/06/16, o Estadão tratou do assunto. Conclamo, mais uma vez, todas as entidades defensoras do SUS para, em uma grande corrente nacional, solicitarmos, antes que seja tarde, a saída do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, com base na sua total falta de condições técnicas e até psicológicas para gerir tão importante pasta. SUS, nenhum direito a menos.

 *Arruda Bastos é médico, especialista em gestão em saúde, professor universitário, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e um dos Coordenadores do Movimento “Médicos pela Democracia”. Por * Arruda Bastos



17 de julho de 2016

Entrega do Pré-Sal será o maior crime de Lesa-Pátria da história


                                        .    da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

No dia 12 de julho, quando a Câmara dos Deputados Federais aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei 4567/16, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo divulgou relatório mensal onde afirma que o Brasil alcançará em 2017 o maior aumento de produção de petróleo fora da Opep, atingindo 3,37 milhões de barris por dia.
Segundo o estudo, nós estamos na direção contrária a das outras nações, cuja média diária do aumento de extração deverá ser reduzida à metade no próximo ano.
A Opep também apontou o Brasil como o único país da América Latina que aumentará a produção em 2016.
Tudo graças aos excelentes resultados operacionais da Petrobrás, que, a despeito dos seguidos recordes de produção, continua sendo dilapidada por seus gestores e está na iminência de perder as garantias legais que lhe permitem participar de todos os campos do Pré-Sal e ser a única operadora destas reservas.
Esse é o objetivo do governo interino de MiShell Temer, que corre para aprovar o PL 4567, enquanto já articula novas mudanças nas regras do Pré-Sal, inclusive um leilão a toque de caixa para o primeiro trimestre de 2017, quando pretende entregar às multinacionais campos vizinhos aos que já estão sob a operação da Petrobrás.
Para isso conta com o aliado Pedro Parente a quem entregou interinamente o comando da estatal. Ele vem cumprindo à risca os compromissos políticos assumidos com os golpistas.
Além de afirmar que não interessa à Petrobrás ser operadora do Pré-Sal, é o único gestor no planeta que está disposto a fazer uma petrolífera abrir mão de pelo menos 82 bilhões de barris de petróleo, que é o que a estatal brasileira perderá se deixar de ter participação mínima nos campos exploratórios, como determina o PL 4567.
Em consonância com os planos de MiShell Temer, Pedro Parente divulgou esta semana que é favorável aos leilões do Pré-Sal e que, se achar que vale a pena, a Petrobrás pode até participar.
A quem ele pensa que engana? Com os preços do barril do petróleo em baixa, nenhum país produtor do mundo está leiloando suas reservas.
Em se tratando do Pré-Sal, o risco de não encontrar petróleo é zero. Furou, achou.
Ou seja, as multinacionais receberão a preço de banana a mais cobiçada reserva de petróleo do planeta.
Temer e Parente já estão com tudo engatilhado, só esperando o PL 4567 ser aprovado e o impeachment passar pelo Senado.
Estaremos diante do maior assalto da atualidade às riquezas naturais de um país, se o Pré-Sal for entregue às petrolíferas estrangeiras.
Só teremos força para impedir que isso aconteça, se retomarmos a campanha “o petróleo é nosso”.
Os petroleiros seguirão na linha de frente, resistindo aos entreguistas, mas essa luta só venceremos se a sociedade civil vier conosco.

Defender a Petrobrás e o Pré-Sal é defender o Brasil.

15 de julho de 2016

O dia em que Maringá caiu no "conto do avião de rosca"


Maringá foi levada não faz muito tempo a acreditar que sediaria uma fábrica de helicópteros, tornando-se em pólo industrial de aviões. O governador Beto Richa e seu Secretário do Desenvolvimento, Ricardo Barros, fizeram tilintar taças de champanhe, colocando também no ângulo de visão do fotógrafo oficial do Palácio Iguaçu, o prefeito Roberto Pupin.

Hoje, como tem insistido Ângelo Rigon em seu blog, já se sabe que tudo não passou de um grande calote. Ou seja, Maringá caiu no “conto do avião de rosca", aplicado por Luigino Fiocco,  tido então como um próspero empresário da industria aeronáutica na Sardenha. Agora, publica Rigon e reproduz Cícero Catani:  “um site especializado em whistleblowing (denúncia de atos ilícitos, especialmente de crimes de corrupção) inseriu informações, no mês passado, a respeito do italiano  Fiocco  e do ganês Andrew Stanley Quist”.

Resumo da opera: a tal  Avio International Group Holding, que investiria R$ 174 milhões em Maringá, fabricando 600 helicópteros  por ano, é um engodo total. Sem esquecer que antes de pintar por aqui, Fioco havia anunciado o mesmo empreendimento em Santa Catarina. Mal sabiam Beto Richa e seu açodado Secretário, hoje ministro da Saúde, que Luigino Fiocco tinha sido condenado na Sardenha por falência fraudulenta da Aviotech.

“Não é mais segredo pra ninguém que Fiocco e Andrew são especialistas em lavagem de dinheiro de forma sofisticada”, informa o site especializado em ilícitos. Em tempo: a dupla já andou anunciando a mesma fábrica que prometera a  Maringá, lá na China.



11 de julho de 2016

E põe estapafúrdia nisso



“O ministro da Saúde, interino, ilegítimo e provisório disse que o Sistema Único de Saúde não cabe no orçamento. E que por isso iam ter dois tipos de planos de saúde. Um dos ricos, que cobre qualquer tipo de doença, outro para os pobres que cobre só uma pequena parte das doenças. Isso é um absurdo, é criar no Brasil dois tipos de pessoas. Aquelas que têm acesso à saúde plena, e aquelas que não têm”.
  . Dilma Rousseff sobre a proposta estapafúrdia dos Planos Populares de Saúde de autoria do ministro Ricardo Barros.

7 de julho de 2016

Uma paulada no futuro do país


Enquanto Eduardo Cunha lia sua carta de renúncia e chamava a atenção da mídia para o seu teatro, a Comissão Especial da Petrobras e Exploração do Pré-Sal, dava um grande passo para golpear o futuro do pais. Aprovou o relatório do deputado José Carlos Aleluia(DEM-BA), validando o projeto do senador e agora ministro José Serra, que acaba com a obrigatoriedade do papel da Petrobras como operadora única do Pré-Sal. Assim, entrega de mão beijada às Sete Irmãs, a grande riqueza que demorou sáculos para o país descobrir que possuía.
Segundo o jornalista de economia Luis Nassif “ a mudança legislativa afeta todos os blocos contratados pelo regime de partilha de produção em áreas do pré-sal, que tinha o comando da estatal brasileira. Um grande lobby envolvendo empresas estrangeiras acompanhou todo o processo de tramitação dessa lei, no sentido de permitir a participação internacional nos lucros da descoberta nacional”.
Na prática significa que o Brasil abre mão de muitos bilhões de dólares, que seriam aplicados nas próximas décadas em educação. Não é de hoje que especialistas vem alertando sobre a estratégia norte-americana de desqualificar governos de países detentores de grandes reservas petrolíferas, como é o caso da Venezuela e do próprio Brasil. E aqui a situação é particularmente grave, porque lideranças políticas de partidos identificados com o Centrão, estão na linha de frente do entreguismo. Não foi por acaso que estão próximos de concretizar o impeachment da presidente Dilma. Menos por acaso ainda foi a escolha de Serra, que eu chamo de “Bento Carneiro”, o vampiro brasileiro, para o Ministério das Relações Exteriores.
Tomara que a sociedade acorde e comece a reagir contra este crime de lesa pátria. Um crime que não fica só na entrega de uma de nossas principais riquezas à sanha predatória de gigantes como a Esso, a Texaco e a Chevron , mas que terá conseqüências maiores para o nosso continente, posto que o tucano Serra já anda fazendo o diabo para quebrar a unidde do Mercosul. Vá de retro satanás!

Justiça manda Beto Richa parar com a farra dos supersalários


    . Blog do Esmael

O governo de Beto Richa (PSDB) que nega reajuste de 8,17% a professores e servidores públicos, conforme determina a lei da data-base, paga os maiores salários do país ao secretariado e dirigentes de empresas públicas do estado. No entanto, essas informações não estão à vista no Portal da Transparência, que foi convertido em ferramenta de combate ao funcionalismo do quadro próprio.
Desde 1º de janeiro de 2015, Beto Richa tem o maior salário dentre os governadores brasileiros. Ele aumentou os próprios vencimentos de R$ 29,4 mil para R$ 33,7 mil.
A título de comparação, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebe mensalmente R$ 21,6 mil. O homólogo Camilo Santana (PT) percebe R$ 16,7 mil ao mês.
Ou seja, os paranaenses pagam supersalários para o primeiro escalão do governo do estado envergonhá-los nas páginas policiais. Vide os casos de corrupção e propina na Receita Estadual, no Instituto Ambiental, na SUDE/Fundepar, etc.
Os secretários recebem mensalmente R$ 23,6 mil cada um, mas alguns deles têm os salários turbinados pelos jetons pagos pelos conselhos de administração de empresas públicas e mistas – a exemplo da Copel, Sanepar, Celepar, Compagás, etc. É o caso do interventor do PSDB nacional nas finanças paranaenses, Mauro Ricardo Costa, secretário da Fazenda.
O titular das finanças estaduais, importado da Bahia a mando do PSDB, optou pelo salário da origem (ele é cedido pelo Ministério da Fazenda), mas, devido ao upgrade dos conselhos das estatais, abocanha mensalmente mais de R$ 110 mil, de acordo com levantamento de deputados na Assembleia Legislativa.
A diretoria da Copel (Companhia Paranaense de Energia), comandada por Luiz Fernando Leone Vianna, tem salário mensal de R$ 133 mil – mais a participação nos lucros e resultados – podendo ultrapassar fabulosos R$ 150 mil mensais.
A história dos supersalários também se repete na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Os nove felizardos diretores da empresa ganham mensalmente cerca de R$ 70 mil, mais a participação nos lucros e resultados.
Não é de hoje o ódio ao servidor de carreira e amor aos assessores em cargo comissionado (dispensados de concurso). Em 2011, por exemplo, Richa concedeu fantástico aumento de até 128% para os funcionários de confiança.
Nessa farra do tucano Beto Richa está o auxílio-moradia mensal de R$ 4,7 mil a mais de mil juízes, desembargadores e conselheiros de contas. Em fevereiro, o governo dele sancionou o benefício e agora o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) se prepara para pagar R$ 250 milhões retroativos a 2009 (R$ 250 mil para cada um). O salário médio mensal da magistratura é de R$ 26 mil.
Note o leitor que o salário médio líquido do professor é menor que o auxílio-moradia de R$ 4,7 mil e que o servidor do judiciário da primeira instância luta pela equiparação do colega da segunda instância, mas o TJPR alega “não ter dinheiro” para essa política de isonomia no andar de baixo.
O debate acerca dos supersalários é perigoso porque parece desmerecimento, mas não é. O Blog do Esmael apenas mostra a discrepância e privilégio aos “amigos do rei” ante ao massacre da massa de servidores do poder executivo, dentre os quais os professores da educação básica e universidade.
Portanto, o que se pede é justiça. Nada além da justiça, da lei, da isonomia salarial entre todos os servidores públicos do Paraná. O resto é privilégio para poucos.



O impeachment subiu no telhado

Requião arregimenta colegas de Senado contra o impeachment e a favor de um plebiscito para ver se a população quer antecipar as eleições presidenciais, possivelmente para este ano, mas com a volta de Dilma ao Palácio do Planalto. Ontem  Requião  jantou em seu apartamento funcional em Brasília com o ex-presidente Lula e na avaliação de ambos,  chega a 36 o número de senadores simpáticos à tese. Significa que a permanência de Michel Temer na presidência da república está ameaçada.

6 de julho de 2016

Quem diria!

Quem diria, Kátia Abreu, que já foi uma espécie de musa do agronegócio, defendendo Dilma e desmascarando a farsa do impeachment na Câmara e no Senado:

3 de julho de 2016

Viúva reage à tentativa mesquinha de diminuir Freire, o maior educador do mundo


A viúva do educador Paulo Freire  , que foi considerado nos Estados Unidos o terceiro intelectual do mundo, de toda a história da humanidade, está inconformada com o que andam fazendo com a memória do marido dela.  A Wikipedia apresenta a biografia de Freire com alterações grosseiras (e sacanas), colocando-o “ como envolvido com um projeto de educação atrasado e fraco de caráter doutrinário marxista e manipulador”. Ana Maria Araújo Freire escreveu uma carta ao presidente interino Michel Temer,  pedindo providências, porque a alteração foi feita pelo Serpro. Leia a carta na íntegra:
                                 

Exmo. Sr. Presidente Interino do Brasil
Prof. Dr. Michel Temer
ASSUNTO: PAULO FREIRE: Wikipidia e SERPRO
Na qualidade de viúva, estudiosa e sucessora legal da obra do Educador PAULO FREIRE, quero, através dessa carta, estabelecer um diálogo cordial e franco com V.Exa., mesmo estando nós dois, em termos ideológicos, em posições diferentes, no sentido de esclarecer assunto que vem sendo divulgado pela imprensa nacional, de que partiu de dentro do governo através da rede do SERPRO, uma entidade pública, portanto sob a responsabilidade do Estado Brasileiro, a alteração no conteúdo da biografia de meu marido na enciclopédia livre Wikipedia (veja no PS do Viomundo, as alterações), colocando-o como envolvido com um projeto de educação atrasado e fraco de caráter doutrinário marxista e manipulador.
Se não o tivesse conhecido na festividade de formatura de uma de suas filhas, creio que do curso de Psicologia/PUC-SP, ocorrida nos gramados do Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo, quando sentados lado a lado na Mesa Diretora, ouvi de V.Exa. o enorme respeito e admiração que tinha pela obra e pela pessoa de Paulo Freire, não teria a ousadia de Vos escrever.
Como V. Exa. sabe, enquanto intelectual e jurista, o meu marido jamais praticou nenhum ato e nunca escreveu nenhuma palavra dos quais se pudesse, em sã consciência, outorgar-lhe a pecha de doutrinador marxista e homem de princípios filosóficos e educacionais fracos e débeis, acusações contidas na nova biografia agora publicada pela Wikipedia.
Para a construção de um país verdadeiramente democrático é da mais alta importância, que, órgãos do Estado ou que prestam serviços a ele, como o SERPRO, não estejam compactuando com interpretações de espíritos liberais inescrupulosos, que, intencionalmente maculam a honra de um homem que deu sua vida para que a educação, sobretudo a do Brasil, possibilitasse a libertação e a autonomia dos homens e das mulheres de nosso querido país. Nunca sob o bastão da intolerância, do fascismo ou do comunismo.
Acredito que o atual Ministro da Educação, natural do estado de Pernambuco, Mendonça Filho, como Paulo Freire o foi, teria o prazer (pessoalmente considero que o dever) de esclarecer e inibir que inverdades sejam ditas de seu conterrâneo, homem ético, probo e honrado, Patrono da Educação Brasileira. Acredito que o referido ministro se colocará e agirá, positivamente, a favor, no momento em que for instigado a isso por V. Exa., de um dos mais importantes homens desta Nação.
É claro que Paulo Freire não é unanimidade, ninguém o é. Ele pode ser lido, analisado e contestado, isso faz parte da liberdade de expressão necessária e desejável à construção da cultura letrada de alto nível de qualquer país. Entretanto, o local dos contraditórios deve ser aberto, responsável, no seio da sociedade civil — na rua, na universidade e nas escolas, através da mídia, nos sindicatos e fóruns etc — e nunca dentro, exaltado por fato tendenciosamente ideológico-inverídico, acobertado pelo anonimato, por qualquer órgão da sociedade política.
É inconcebível que numa sociedade democrática se divulgue frases carregadas de ódio e de preconceito como: “Paulo Freire e o Assassinato do Conhecimento” — absurda e ironicamente, no ano em que Paulo Freire está sendo considerado nos EEUU como o terceiro intelectual do mundo, de toda a história da humanidade, mais citado, portanto mais estudado nas universidade norte-americanas, que, a princípio são contra o marxismo.
Contando com Vossa compreensão e interferência para que se restabeleça a Justiça e a Verdade.
Cordialmente
São Paulo, 30 de junho de 2016.
ANA MARIA ARAÚJO FREIRE




1 de julho de 2016

Sanepar ferra os consumidores e afaga os acionistas privados




Desde que assumiu o governo estadual, o governo Beto Richa (PSDB) aumentou a tarifa de água e esgoto da Sanepar em 104,6%, enquanto os lucros distribuídos pela estatal aos acionistas privados saltaram 449%. A inflação acumulada no mesmo período foi de 40,57% (INPC).



Fonte: site do vereador de Maringá Humberto Henrique

CENSURA JUDICIAL: Ministra Rosa Weber suspende ações de juízes contra jornalistas do Paraná


Por  (Consultor Jurídico –  Conjur)

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os processos de juízes do Paraná contra o jornal Gazeta do Povo e seus jornalistas. O caso ganhou bastante repercussão, pois foi uma ação coordenada dos juízes, depois de o jornal publicar notícias mostrando os vencimentos dos magistrados.
Para o advogado Alexandre Jobim, "a reconsideração da ministra Rosa Weber confirma a seriedade e imparcialidade do STF". O abuso do direito de ação, diz ele "será apreciado pelo STF e não por aqueles que possuem interesse nas demandas. Acredito que a liberdade de expressão prevalecerá na linha dos precedentes da Suprema Corte".Inicialmente a ministra havia negado o pedido dos jornalistas, representados pelo advogado Alexandre Kruel Jobim. No entanto, nesta quinta-feira (30/6), reconsiderou sua decisão na Reclamação 23.899 e concedeu a medida, para suspender o trâmite das “ações de indenização propostas em decorrência de matéria jornalística e coluna opinativa apontadas pelos reclamantes, até o julgamento de mérito desta reclamação”.
O caso é polêmico. Em evento em São Paulo na última semana, a ministra Cármen Lúcia afirmou que as ações coordenadas dos juízes contra os jornalistas deram um novo sentido à expressão "censura judicial". Cármen explicou que, até então, a censura judicial tratava-se de liminares concedidas por juízes para impedir a publicação de determinadas notícias. Agora, com o novo caso, os juízes passaram para o polo ativo do processo.
O jornal já foi notificado de cerca de 40 ações, quase todas em juizados especiais. No entanto, o número pode ser maior. Nos juizados, todos os pedidos dos juízes são idênticos, pedindo direito de resposta e indenizações por danos morais, que juntas ultrapassam R$ 1 milhão, segundo o jornal. Os pedidos são sempre no teto do limite do juizado especial, de 40 salários mínimos. Já houve uma condenação, em R$ 20 mil.