7 de julho de 2016

Uma paulada no futuro do país


Enquanto Eduardo Cunha lia sua carta de renúncia e chamava a atenção da mídia para o seu teatro, a Comissão Especial da Petrobras e Exploração do Pré-Sal, dava um grande passo para golpear o futuro do pais. Aprovou o relatório do deputado José Carlos Aleluia(DEM-BA), validando o projeto do senador e agora ministro José Serra, que acaba com a obrigatoriedade do papel da Petrobras como operadora única do Pré-Sal. Assim, entrega de mão beijada às Sete Irmãs, a grande riqueza que demorou sáculos para o país descobrir que possuía.
Segundo o jornalista de economia Luis Nassif “ a mudança legislativa afeta todos os blocos contratados pelo regime de partilha de produção em áreas do pré-sal, que tinha o comando da estatal brasileira. Um grande lobby envolvendo empresas estrangeiras acompanhou todo o processo de tramitação dessa lei, no sentido de permitir a participação internacional nos lucros da descoberta nacional”.
Na prática significa que o Brasil abre mão de muitos bilhões de dólares, que seriam aplicados nas próximas décadas em educação. Não é de hoje que especialistas vem alertando sobre a estratégia norte-americana de desqualificar governos de países detentores de grandes reservas petrolíferas, como é o caso da Venezuela e do próprio Brasil. E aqui a situação é particularmente grave, porque lideranças políticas de partidos identificados com o Centrão, estão na linha de frente do entreguismo. Não foi por acaso que estão próximos de concretizar o impeachment da presidente Dilma. Menos por acaso ainda foi a escolha de Serra, que eu chamo de “Bento Carneiro”, o vampiro brasileiro, para o Ministério das Relações Exteriores.
Tomara que a sociedade acorde e comece a reagir contra este crime de lesa pátria. Um crime que não fica só na entrega de uma de nossas principais riquezas à sanha predatória de gigantes como a Esso, a Texaco e a Chevron , mas que terá conseqüências maiores para o nosso continente, posto que o tucano Serra já anda fazendo o diabo para quebrar a unidde do Mercosul. Vá de retro satanás!

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