26 de setembro de 2016

Sem engessamento o debate fica mais aberto. Foi assim o da RIC TV. Muito bom




Muito bom o formato do debate da RIC TV. Foi o menos engessado que as emissoras de televisão da cidade promoveram até agora. Só com quatro candidatos o jogo fica mais franco, mais aberto e o enfrentamento se dá. Como era de se esperar, Silvio Barros foi o mais questionado , por razões  óbvias. Se expressando bem mas com pouca objetividade, Silvio teve dificuldades de responder algumas questões que são uma espécie de calcanhar de aquiles do grupo Barros, que domina a política local há 12 anos . As duas mais delicadas , colocadas com muita ênfase por Ulisses e Humberto, eram relativas ao lixo e ao transporte coletivo, objetos de investigação do Ministério Público. Ulisses se mostrou nervoso em alguns momentos, mas sabia onde bater e em quem bater. Por isso pegou pesado também em Quinteiro, associando-o à situação, tanto em nível municipal quanto estadual e lembrando que Quinteiro apoiou em todos os momentos ações anti-povo do governador Beto Richa, caso do pacotaço e da a agressão a professores.
Humberto , que faz uma oposição técnica muito competente na Câmara Municipal, usou seu conhecimento para colocar Silvio Barros em maus lençóis em vários momentos , detalhando promessas não cumpridas nos doze anos de poder do condomínio Barros e lembrando sempre as questões do lixo e da licitação do transporte coletivo urbano "que viraram caso de policia".
Quinteiro esgrime bem as palavras, mas não se aprofunda nem nos questionamentos que faz e nem nas propostas que apresenta, embora tenha sido enfático na questão da terceirização da coleta e destinação do lixo urbano, que deixou claro ser contra.
Não creio que a maioria dos indecisos tenha definido o seu voto a partir do debate dessa noite de domingo, mas acho que serviu bem para mostrar que Maringá tem opções melhores do que a da continuidade do projeto personalista que predomina desde 2006 e que do ponto de vista do crescimento político da cidade é um desastre. Não é inadequada a comparação  que  alguns bem humorados maringaenses fazem da nossa cidade com  a fictícia Sucupira, de Odorico Paraguaçu.

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