7 de outubro de 2016

UM SÉCULO DO SENHOR DIRETAS




OS 100 ANOS DO DR. ULISSES...NAQUELA MESA ESTÁ FALTANDO ELE, A SAUDADE DELA ESTÁ DOENDO EM TODOS NÓS

“Em cinco de outubro de 1988, a nação que vivia desacolhida dentro do próprio país conquistou um bote para remar seu anseio por pátria e cidadania.
Com as virtudes e defeitos sabidos, a Constituição Cidadã, promulgada há 28 anos, esticou o pontão dos direitos sociais --no que tange à lei-- ao ponto mais avançado permitido pela correlação de forças que sucedeu à ditadura.
Conduziu-a um impulso gigantesco de ondas políticas sobrepostas.
A resistência heróica à ditadura, em primeiro lugar.
Mas também os levantes operários surpreendentes registrados no ABC paulista, nos anos 70/80”.
O comentário do jornalista Saul Leblon (Carta Maior) é a propósito dos 100 que faria Ulysses Guimarães se vivo estivesse.
A Constituinte de 1987 não legou ao Brasil em 1988 a Constituição perfeita, mas a Constituição possível que, de certa forma tornou-se luz, “ainda que de lamparina , na noite dos desgraçados”, segundo profetizaria o Senhor Diretas.
Leblon vê agora ameaças claras à lamparina, pois “a PEC do golpe viola a Carta de 88 que sempre foi vista pela aduana dos abastados como um bote apinhadO de gente perigosa”.
Um dos pontos altos da Constituição Cidadã é o instituto da seguridade social, que agora tentam detonar com o falso discurso do déficit da Previdência. Se vivo fosse, Dr. Ulisses estaria externando toda a sua indignação com essa operação desmonte da matriz dos que chamaria “direitos sociais civilizatórios”.
Por tudo isso é que a gente vê agora a falta que faz Dr. Ulysses. Não só ele, mas Leonel Brizola, Miguel Arraes , Darcy Ribeiro, Franco Montoro e até ilustres figuras da direita civilizada, como Teotônio Vilela e Josafá Marinho.
Infeliz e desgraçadamente, não se faz mais lideranças políticas como no passado recente, passado que produziu também Mário Covas, José Richa (que estaria envergonhado do filho Beto), Alencar Furtado, Renato Celidônio e Itamar Franco. A safra atual é de uma mediocridade de assustar.

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