22 de outubro de 2016

Um talento desperdiçado



Até acredito que Silvio Barros II seja o homem honesto que disse ser , quase às lagrimas, nos programas eleitorais de ontem e de hoje. E que os processos e condenações que ostenta, sejam fruto das suas assessorias ruins e de más companhias. É possível que seja fruto também, das ordens do seu tutor político, que ele cumpre cegamente desde que assumiu a Prefeitura de Mariná em janeiro de 2005.
O que me deixa pasmo, sem entender essa dubiedade de comportamento, é a forma como Silvio se comporta na campanha, fora do vídeo. E essa sua falta de coragem, de dizer ele mesmo, os absurdos que dizem do seu adversário do momento o narrador dos offs e a apresentadora dos textos que aparecem nas inserções da coligação "A mudança que dá certo".
O redator deve ser, certamente, o mesmo que escreve os absurdos que se vê no tabloide Hoje Notícias, que mesmo sendo um jornal de circulação restrita , é distribuído gratuitamente em toda a cidade.
Então, como pode uma pessoa de conduta tão ilibada se prestar a práticas de tão baixo nível? É o desespero ante a perspectiva de derrota? Se for, isso não cabe na biografia de alguém que se diz tão probo e que faz tanto proselitismo com a ética e a moral pública.
Ao assistir o programa eleitoral desse sábado na hora do almoço, fiquei convencido de uma coisa: o Silvio é um político de talento extraordinário diante de uma câmera. Se eu fosse diretor de teledramaturgia da Globo, não pensaria duas vezes para contratá-lo.

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