21 de novembro de 2016

A torre de Gedel e os casos de Maringá


Os pareceres técnicos eram contrários ao empreendimento de quase 100 metros de altura, pois ele impactaria e agrediria a visibilidade de monumentos históricos, como a Igreja Santo Antônio, o Cemitério dos Ingleses, o Forte Santa Maria, entre outros igualmente tombados pelo patrimônio histórico de Salvador e alguns até considerados patrimônios da humanidade pela Unesco. Mas Gedel Vieira Lima, que fez parte daquele time chamado “Anões do Orçamento”, agora é super-ministro do governo usurpador de Michel Temer, quis liberar a obra à força, pois lá ele possui um apartamento que vale mais de R$ 2 milhões. Por conta disso, fez pressão sobre o Ministro da Cultura, Marcelo Calero, que pediu demissão.


É possível que o “anão do orçamento”, um dos políticos que mais envergonham a Bahia, seja convidado a se retirar do governo , não por que sua presença abala o presidente, mas porque Michel Temer não deverá aguentar a pressão popular pela saída de Gedel.

Faço esse comentário apenas para lembrar que em Maringá  o Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial está  às voltar com pressão do mercado imobiliário para aprovar a verticalização das Avenidas Cerro Azul e Teixeira Mendes, onde o Código de Posturas veda prédios altos – na Cerro Azul, salvo engano, só de 6 pavimentos, pelo menos no trecho que vai da Catedral ao Cemitério. Esta semana o Conselho volta a se reunir, depois que um de seus membros teria ouvido  poucas e boas por ter pedido vista do processo. O que se espera é que tal processo seja submetido à apreciação da comunidade, pelo menos das associações de moradores das  Zonas 2 e 4.

A propósito, nunca é demais lembrar que nas administrações Silvio/Pupin (2005/2012) o desrespeito à política de ocupação do solo urbano de nossa cidade foi enorme. A começar pela destruição de árvores centenárias (vide caso das Canafístulas no terreno dos Vilanova, da Rodoviária Américo Dias Ferraz e do Contorno Norte, construído em áreas residenciais e criando problemas insolúveis para os moradores que precisam cruzá-lo  no seu dia-a-dia.


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