5 de novembro de 2016

Com sua licença Millôr, vou fazer uma reflexão sem dor




A lógica do neoliberalismo que tanto seduz a classe média brasileira é a da redução cada vez maior do poder do Estado. Dessa forma, o estado social vai para o espaço e como a supressão de políticas públicas de proteção dos mais pobres deságua em revoltas populares, aplica-se o remédio do Estado Penal Máximo. Isso explica, segundo o ex-presidente nacional da OAB , Cezar Brito, o sentimento patronal potencializado pela mídia de que “todo trabalhador é antes de tudo um inimigo”. Mais do que isso: “ Todo o estudante que, ao invés de estar na sala de aula ocupa a escola para protestar, é antes de tudo, um baderneiro”.
Dessa forma, o que vemos são os veículos de comunicação de massa com seu jornalismo parcial e desonesto, criando e potencializando um certo clima de revolta de “pacatos cidadãos” contra os movimentos sociais. E nessa de informar e deixar implícito em suas coberturas de que apenas narram os faros para que cada um tire suas conclusões os telejornais seguem na sua marcha diária de incitar o ódio coletivo contra partidos políticos identificados com a esquerda e contra todos aqueles que ousam desafinar o coro dos contentes. É por aí que está sendo alimentada a conflagração, é nesse ninho que se está chocando o ovo da serpente e este é o terreno fértil por onde o analfabetismo funcional se reproduz e abre passagem para o fascismo.

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