29 de junho de 2017

REFORMA TRABALHISTA:



Fique de olho no parlamentar que traiu seu voto

Ao contrário da Comissão de Assuntos Sociais a de Constituição e Justiça aprovou o parecer de Romero Jucá e agora quem vai decidir a parada vai ser o plenário do Senado. O governo ímprobo e caindo de podre de Michel Temer tem pressa, porque vê na Reforma Trabalhista a sua tábua de salvação. O negócio é entregar ao deus mercado essa armadilha contra o trabalhador, porque o governo e seus apaniguados imaginam que dessa forma os investidores continuarão comprando títulos da dívida pública e o empresariado ajudarão na retomada da atividade econômica plena, dando mais empregos e fazendo a roda da economia girar com a rapidez necessária.
Não precisa ser economista para saber que isso é pura balela. Querem colocar na conta dos direitos trabalhistas os custos da contratação , como se o que encarece a folha de pagamento não fossem os encargos sociais que incidem sobre ela. Alguns pontos da reforma aprovada pela Câmara dos Deputados e agora pelas comissões permanentes do Senado, deixam o trabalhador mais vulnerável que palanque em banhado . O negociado sobre o legislado, por exemplo, é um absurdo. Falam em fortalecer a livre negociação, mas ao mesmo tempo tiram o oxigênio dos sindicatos obreiros, acabando com o imposto sindical. E quem vai negociar em nome dos empregados com seu empregador? Que equilíbrio haverá nas relações de trabalho doravante?
E o que dizer do fatiamento das férias? Da redução para até 30 minutos do horário de almoço? E essa da gestante poder trabalhar em local insalubre? E o trabalho intermitente, em que o funcionário ganha de acordo com o tempo trabalhado?
Some-se a isso, o fato de que a Lei da Terceirização deverá ser incorporada à tal reforma. A própria Procuradoria Geral da República está argüindo a inconstitucionalidade da terceirização, como certamente questionará também a reforma trabalhista.
Não é possível que alguém de bom senso possa apoiar uma sandice dessa. Não dá para aceitar o discurso da modernidade, aplicada na defesa da trabalhista e também da reforma previdenciária. Aos que dizem ser isso moderno, insistindo que não fere direitos, que tal se informar sobre a posição de pessoas e instituições qualificadas para a discussão do tema? Vejam o que dizem 60% dos ministros do TST, a mais alta corte da justiça do Trabalho. Vejam o que diz a Anamatra, entidade que congrega cerca de cinco mil juízes do trabalho. Vejam o que diz a OAB e o que dizem tantos especialistas no assunto.
Vamos lembrar que a Câmara assinou o cheque em branco que lhe enviou o presidente denunciado por corrupção, Michel Temer e tal qual veio, encaminhou o projeto para o Senado. No Senado, que é no sistema bicameral , a casa revisora, o projeto foi rejeitado na primeira comissão por onde passou mas foi aprovado na comissão mais importante, graças ao rolo compressor do Planalto, pilotado pelo ímprobo Romero Jucá.
Se o plenário da chamada Câmara Alta aprovar a reforma trabalhista, aí não dá mesmo para a sociedade brasileira acreditar no parlamento brasileiro, embora não se possa admitir que ele deixe de significar o esteio da democracia. Mas os eleitores terão que avaliar muito os nomes a serem colocados na disputa eleitoral ano que vem, para a Câmara e o Senado.
Para não dizer que não falei das flores, vamos lembrar aos maringaenses que na Câmara, dois deputados daqui votaram a favor , da terceirização e agora da reforma trabalhista. O terceiro, está ministro da saúde , mas o suplente que ocupa sua cadeira, também defende com unhas e dentes a retirada de direitos trabalhistas . São eles: Luis Nishimori, Edmar Arruda e Paulo não sei das quantas, que assumiu como primeiro suplente do PP no lugar de Ricardo Barros. Eleitor, guarde bem esses nomes para que não se equivoque quando for votar para deputado ano que vem.

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