20 de fevereiro de 2018

"Fora Temer!". Folha e Estadão querem mesmo é o "Picolé de Chuchu"


Os Marinho armam o golpe; os Fria mandam dizer que “chega de Temer!”, querem mesmo é o picolé de chuchu

Ninguém conseguiu entender ainda o que está por trás da briga iniciada neste final de semana pela família Frias com a família Marinho , ao publicar na Folha de São Paulo matéria sobre o contrato de exclusividade que a Globo fez com Neymar na Copa de 2014.
Por meio de uma entrevista do ex-governador carioca Antony Garotinho à TV 247, é possível a gente encontrar uma pista do que rola nos bastidores dessa “guerra de babuínos”. Garotinho explica porque a Globo , que bateu tanto em Michel Temer, agora apóia com toda a força dos seus telejornais, a intervenção militar na segurança do Rio.
No fundo, a Globo passou a pensar em Temer como uma alternativa de poder para o futuro próximo (mais precisamente após janeiro de 2019), porque já percebeu que é fácil ter o moralmente frágil Michel Temer na palma da mão. E com apoio da Globo Temer passa a representar um perigo ainda maior do que o que já representa para o futuro do Brasil e o estado de bem-estar social definido para o país pela Constituição de 1988. Segundo alguns intérpretes da cena política brasileira, com a matéria sobre Neymar, a Folha manda um recado claro à Rede Globo: “Chega de Temer, queremos Alckmin”. Como guerra é guerra, a Globo que se segure, porque seu telhado é de vidro.
Não é segredo pra ninguém que São Paulo não quer Temer e que tanto a Folha quanto o também poderoso Estadão, vêem em Geraldo Alckmin, o nome do centro-direita para evitar que algum candidato do campo progressista chegue novamente à presidência. Temem Lula e por isso trabalham desde sempre pela inviabilidade da candidatura do ex-presidente, com base na Lei da Ficha Limpa. Se prender for a solução, então que assim seja.
Mas e daí, se der Ciro? Ruim também. E Bolsonaro? Esse é da direita aloprada , um Collor piorado, cujo discurso é uma espécie de samba de uma nota só, pois “bandido bom é bandido morto”.
Diante de tudo isso, São Paulo, ou melhor, a Folha e o Estadão, querem Alckmin, o opus dei que o Macaco Simão promoveu a picolé de chuchu. Mas apesar de patinar nas pesquisas, o picolé tem potencial de crescimento e o PIB paulista aposta na lógica da planta trepadeira, afinal de contas, uma das dez hortaliças mais consumidas pelo brasileiro.

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