30 de junho de 2018

Não foi uma entrevista, mas um interrogatório

O INTERROGATÓRIO DE MANOELA NO RODA VIVA

Eu tinha assistido ao programa na segunda e revi agora no Youtube. Realmente a bancada do Roda Viva tentou o tempo todo fazer picadinho da presidenciável do PC do B, Manoela D´ávila. Mas não conseguiu, porque ela é muito preparada e escapou com maestria de todas as armadilhas criadas durante aquilo, que não foi uma entrevista, mas um interrogatório.
Não queriam, na verdade saber sobre o programa de governo e sobre as ideias da pre-candidata, queriam sim, falar mais do Lula e porque ela, a Manoela, achava que ele está preso por uma condenação sem provas. Queriam saber porque ela apoiava os massacres promovidos por Stálin, quando em nenhum momento ela deu a entender tal apoio.
Um "entrevistador", que por estranha coincidência é da coordenação de campanha do Bolsonaro, insistia em querer culpar Manoela pelas agruras que sofreram seus avós ao fugir da Alemanha Nazista e de outros parentes seus que comeram o pão que o diabo amaçou na Alemanha Oriental, então dominada pelo stalinismo. Parecia até que Manoela não era uma pre-candidata a presidente da república do Brasil mas sim uma prisioneira de guerra sendo interrogada no Tribunal de Nurembergue.
Antes dela esteve no programa da TV Cultura de São Paulo o presidenciável Ciro Gomes. Tentaram arrochá-lo também, principalmente com a situação da Venezuela, mas caíram do cavalo, pois Ciro deu uma aula de geopolítica aos inquisidores.

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