15 de outubro de 2018

Olavo faz incitação à violência; convoco meus concidadãos a repudiá-lo


De Caetano Veloso, na Folha, sobre as postagens do “guru”de Bolsonaro, o charlatão Olavo de Carvalho, que acenam até com a eliminação física da esquerda no caso de uma eventual chegada de Jair Bolsonaro ao poder. 


Olavo de Carvalho sugere em texto que, caso Bolsonaro se eleja, imediatamente à sua posse seus opositores sejam não apenas derrotados mas totalmente destruídos enquanto grupos, organizações e até indivíduos.
Ele diz que os que consideram Bolsonaro uma ameaça à democracia não estão lutando para vencer uma eleição e sim “pela sobrevivência política, social e até física”. Isso é anúncio de autoritarismo matador.
Escritor e filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, representante do conservadorismo.
Bolsonaro já disse que a ditadura matou pouco, já apareceu usando tripé de câmera como fuzil a metralhar petistas, já louvou o torturador e assassino coronel Brilhante Ustra. Quando atacado a faca por um maníaco, todos os outros concorrentes à presidência condenaram veementemente o atentado e seu autor; quando um eleitor seu matou um artista baiano que declarara voto no PT, Bolsonaro disse que não tinha nada a ver com isso.
Esse texto de Olavo anuncia uma escalada de ações violentas e conclama seus seguidores a perpetrá-las tão logo Bolsonaro chegue (se ele chegar) ao Alvorada.
É evidente que todo cidadão brasileiro que mereça esse nome –seja ele Fernando Henrique Cardoso, Roberto Carlos, Roberto Schwartz, Suzana Vieira, Chico Buarque, Luiz Tenório de Oliveira Lima, Letícia Sabatela, Fernando Haddad, Zezé de Camargo, Miriam Leitão ou ACM Neto– deve agir contra a possibilidade de eleição de Bolsonaro. A não ser que este desautorize publicamente o texto de Olavo. Único modo, aliás, de dar credibilidade a suas tentativas de amenizar o sentido de seus antigos brados.
Olavo, o sub-Heidegger do nosso sub-Hitler (ou sub-Spengler do nosso sub-Goebels), diz que petistas, artistas, mídia, professores, jornalistas e intelectuais apelam a recursos ilícitos e imorais para obter vitória. No entanto, acabo de ler um texto em letras grandes, produzido pelos correligionários do capitão, que diz: “O PT QUEBRA IMAGENS, ESFREGA O CRUCIFIXO NOS ÓRGÃOS GENITAIS, URINAM (sic) NA BÍBLIA E AGORA QUER APOIO CATÓLICO”.
Deve ser a milionésima fake news expedida pela campanha bolsonarista. Olavo é figura histórica da anti-esquerda. Catequizou gerações de jovens brasileiros a um anticomunismo delirante e ressentido.
islamismo através dos ensinamentos de Olavo, seu carismático professor. A força dos parágrafos de Fritjof Schuon, autor que li fascinado, devem ter chegado com beleza aos ouvidos da moça, através das explanações brilhantes de Olavo. Mas desconfio de que o que o animava não era a beleza do Islã, sua tradição, sua riqueza espiritual. O que o entusiasmava eram as teocracias tardias que o desfiguram.
Olavo hoje posa nos EUA segurando arma pesada. Quão útil será sua cruzada para a indústria armamentista? É-se inocente útil mesmo quando se torna paranoicamente suspicaz. Para ele, o que há na aventura da modernidade é necessariamente o mal.
Intelectual erudito e mente insana, nem sabe que eu só sei de um caso de artista que masturbava-se com um crucifixo (ele o declarou em entrevista na TV) –e era justamente um que hoje aparece ao seu lado.
Eu nunca fui petista. Nunca fui comunista. Odeio ter ouvido de Dirceu que o caso não é de ganhar eleição mas de tomar o poder. Meu pai me ensinou a ser anti-stalinista e, vendo a discrepância entre a vida real dos trabalhadores e os planos das “vanguardas” políticas, aprendi a ser anti-leninista (diante das filas para ver a múmia de Lenin em Moscou, reafirmou-se meu desprezo: detesto o mais ínfimo resquício de culto à personalidade que ronda Lula). Mas farei o que me for possível para vencer o crescimento da desigualdade e, acima de tudo, defenderei os direitos da pessoa humana.
Considero o texto de Olavo incitação à violência. Convoco meus concidadãos a repudiá-lo. Ou vamos fingir que o candidato dele já venceu a eleição e, por isso, pode mandar matar quem não votou nele? Respeitarei como presidente quem quer que se eleja. Mas exijo dele que exiba compromisso com os direitos da pessoa humana e, como os outros cidadãos, rejeite o que foi sugerido por Olavo de Carvalho.

Fonte: Blog Tijolaço

O PT deu e continua dando sopa pro azar


Ao dizer, ainda que em tom de blague, que não invadiria a casa de Bolsonaro porque ela é improdutiva, dando a deixa para que sua claque gritasse “Bolsonaro preste atenção, sua casa vai virar ocupação” , Guilherme Boulos torna-se um importante cabo eleitoral do candidato da bala. Somando fatos como este à falta de um discurso mais afirmativo do candidato Fernando Haddad, eis que se consolida o cenário eleitoral que a direita mais almejava. Assim , Bolsonaro vai avançando na desarvorada trincheira inimiga, por onde passeia como Pelé e Garrincha passeavam pelas defesas gringas na Copa de 1958.

Impressiona a forma como Bolsonaro vem transformando mentiras em verdades, sem que o candidato do PT consiga se contrapor a elas. No máximo queixa- se das fak news, mas sem conseguir desarmar as minas que o adversário vai colocando meticulosamente em seu caminho. Haddad insiste na sua narrativa acadêmica e civilizada, quando civilidade é tudo o que parece não atrair a atenção de um eleitorado seduzido pelo discurso tosco e ameaçador.

Tudo piora quando se constata que a campanha do petista se isola no petismo, sem conseguir agregar , como seria natural, todo o campo progressista. A culpa dessa fragmentação é dos partidos e lideranças do espectro mais comprometido com o estado do bem estar social? É também, mas não só. Também , porque o momento é de formação de um dique de contenção ao avanço do nazifascismo no Brasil. Não só, porque o PT construiu esse isolamento lá atrás, na fase das articulações partidárias. Foi ali, de uma cela da Polícia Federal em Curitiba, que seu principal líder comandou, egoisticamente, o processo de construção de alianças para uma campanha que já se previa, de satanização da esquerda.

Agora, a coisa chegou num ponto que não há mais conserto, até pela exiguidade do tempo. Evitar a eleição de Bolsonaro, com um percentual de votos acima de todos os prognósticos, é tarefa quase impossível . Só um fato novo de extraordinária relevância seria capaz de promover uma reversão de expectativa.

Como fato novo não creio que surgirá, Bolsonaro segue em ascensão, relativizando suas manifestações de ódio e promessas de violência contra os adversários, que não são nada prosaicas, como prosaico quis ser Guilerme Boulos, no seu espasmo de sandice.

12 de outubro de 2018

Sinal de alerta


À medida que o segundo turno caminha e Bolsonaro cresce nas pesquisas, mais a sua tropa de choque se assanha e se mostra violenta, quer nas ruas, quer nas redes sociais, quer nos pitacos que dá nos blogs. Confesso que está ficando meio assustador. Se Bolsonaro perde, o que é uma hipótese remotíssima, certamente a fúria será grande, porque não aceitarão a derrota. Se ganha, que é a hipótese mais provável, manifestarão violência talvez ainda maior, impulsionada pelo discurso do candidato, que é de sedimentação de uma cultura de ódio,  sem  precedente na nossa história republicana.

Liberei agora de manhã vários comentários a postagens que fiz no meu blog do odiario.com  A maioria não deveria ser liberada, mas fiz isso para mostrar a que ponto está chegando a intolerância. Assim, externo  publicamente a minha preocupação com esse clima de vendeta, que só Deus sabe no que vai dar.

8 de outubro de 2018

Para derrotar o PT era preciso ir tão longe?



                    .  por Ruth Bolognese (Blog Contraponto)
Primeiro a gente derrota o PT e depois vamos pensar no que fazer”, dizia a bela senhora da elite curitibana ao justificar o voto em Jair Bolsonaro na fila da votação. Resumia, com vivacidade e segurança, o pensamento do eleitor brasileiro esclarecido, aquele que conhece a insensatez do fenômeno em que se transformou o capitão reformado do Exército nestas eleições, mas, mesmo assim, viu nele a única saída.
O único problema da elegante senhora curitibana é que voto cai na urna e não é retornável. Derrotar o PT era uma questão de honra? Ok. A onda conservadora poderia ser plenamente compreendida se elegesse um Geraldo Alckmin, ou mesmo o Henrique Meirelles, com sua dicção de executivo do banco de Boston. Estaria dentro do script da nossa história de altos e baixos em busca da democracia mais plena ou menos plena. Ou, vá lá, depois do social, vamos optar por esse tal de neo-liberalismo e pronto.
O que ocorreu no país desde este domingo (7) não teve nada de mudar o rumo para, no final, continuar mais ou menos como estava. Voltar aos tempos do FHC e das privatizações a qualquer custo. Ou dar uma lição a “estes petistas” de como os brasileiros renegam a corrupção, os erros na economia, os malfeitos.
O que houve foi uma opção meio desesperada pelo caminho mais obscuro, vindo de gente que lutou pela democracia, com vocação para a tolerância e o pensamento democrático. E é isso o mais assustador. A senhora curitibana, certamente, não deseja viver numa sociedade onde as mulheres são colocadas em segundo plano, onde se espanca pessoas pela opção sexual, ou se prega o armamento da população como forma de reduzir a violência. Mas teve a coragem de dar seu voto para um candidato a presidente que prega tais barbaridades.
O custo de derrotar o PT não pode ser o caminho para o abismo. E a grande questão é justamente essa: qual é o preço que a sociedade brasileira, a elite esclarecida, os estudantes, os professores, os intelectuais, os produtores e os industriais estão dispostos a pagar para varrer o PT do Brasil? Se for o abismo, então não há nada mais a debater. Que venham as burcas e as barbas dos talibãs.

6 de outubro de 2018

Críticas ao 13o.empolga empresários que vão com tudo para a campanha do Bolsonaro


O TRABALHADOR ESTÁ PRESTES A CAIR NO CONTO DA FADA-MADRINHA
Depois que o vice de Bolsonaro detonou o 13o. e o abono de férias, setores significativos do empresariado fecharam com o candidato e começaram a fazer campanha abertamente em suas empresas, inclusive pressionando seus empregados, como ocorreu com a Havan e o Condor.
Isso está ocorrendo no Brasil inteiro, principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os empregados, pelo que mostram as pesquisas, vão seguir os "conselhos" dos seus senhores, que ficaram empolgados também com a proposta de criar dois tipos de carteira de trabalho - a azul e a verde e amarela. Quem for contratado pela azul, terá direitos trabalhistas básicos, quem for contratado com a verde e amarela não terá direito nenhum. Adivinhe que tipo de carteira terá preferência no mercado formal de trabalho?
O trabalhador brasileiro, que já se ferrou de verde e amarelo com a reforma trabalhista do presidente TEMERário, terá menos segurança jurídica ainda num eventual governo Bolsonaro.
Depois não vá dizer que a cigana lhe enganou.

Deixem Deus fora disso


Seja o que Deus quiser? Não, não podemos invocar o nome de Deus para nos conformar com essa sujeirada toda.
Depois de apoiar ostensivamente a campanha "tudo, menos o PT", a Globo chega ao final da campanha vendo o provável eleito de braços dados com sua maior concorrente, a Rede Record do bispo Macedo.
E vislumbrando um acordo mais ali na frente, para minimizar o impacto da divisão das verbas publicitárias que sempre concentrou, a Globo minimizou a ausência de Bolsonaro no debate de quinta-feira. O mediador Willian Bonner limitou-se a informar, candidamente, que Bolsonaro não compareceu por ordem médica, sem questionar o circo armado em torno dessa ordem para poupar o mesmo do confronto , tete-a-tete , com seus concorrentes.
Enquanto os demais candidatos debatiam, discutiam propostas ou simplesmente colocavam suas ideias e confrontavam suas biografias, Bolsonaro ganhava 27 minutos de propaganda na Rede Record, ferindo de morte a legislação eleitoral que naquele momento já não permitia mais propaganda eleitoral gratuita na televisão.
Enfim, estamos diante de uma das eleições presidenciais mais contaminadas desde o restabelecimento das diretas.
É algo tão, ou mais grave, do que foi o segundo turno das eleições de 1989, quando a Globo conseguiu eleger um certo caçador de marajás, que todo mundo sabe no que deu.
Eu até poderia dizer "seja o que Deus quiser". Mas não vou cometer tal heresia , porque não quero fazer como vem fazendo pastores picaretas, que de forma despudorada andam invocando o nome do Senhor para justificar esta sujeirada toda.

Empresário comete crime contra a democracia


EM NOME DE UMA FALSA MORAL CRISTÃ E DO TERRENO FÉRTIL PARA A PROPAGAÇÃO DO NAZIFASCISMO
"Voto no Bolsonaro porque ele diz o que pensa; protege os princípios da família, da moral e dos bons costumes; luta contra o aborto e contra a sexualização infantil; é a favor da redução da maioridade penal e segue os valores cristãos”.
Foi o que disse Pedro Zonta, dono da Rede de Supermercados Condor ao se justificar perante a Promotoria Pública quando foi intimado para justificar o envio de carta aos seus 12 mil empregados, pressionando-os para votar em Bolsonaro.
Não só ele, grandes empresários da região Sul do país fizeram e estão fazendo isso. Outra grande rede de supermercados do Paraná, que ainda não teria sido intimada pelo MP faz o mesmo. E em Cianorte, donos de shoppings atacadistas de confecções, teriam prometido feriado e churrascada para os empregados caso Bolsonaro vença a eleição.
É um verdadeiro massacre contra a os primados da democracia. É sobretudo uma violação dos princípios constitucionais, que garantem o livre direito de manifestação, principalmente por meio do voto.

5 de outubro de 2018

O esperado debate da Globo,sem a presença do fujão




Acabou perto da uma da manhã dessa sexta-feria, 5, o último debate do primeiro turno entre os candidatos a presidente. Teria sido melhor se nele estivesse o líder das pesquisas, que amarelou, respaldado numa recomendação médica que não convenceu ninguém, a não ser a seus fiéis (e cegos) seguidores.

Mas de um modo geral, o debate foi bom, com alguns destaques e outros pontos altamente negativos. Na minha modesta maneira de ver, o grande destaque ficou com Guilherme Boullos, tão corajoso quanto articulado. Ciro também foi bem, porque normalmente vai tal é a sua capacidade intelectual.
Há que se reconhecer a firmeza de Fernando Haddad , que agredido e desrespeitado pelo pífio Álvaro Dias, o colocou no seu devido lugar logo no início da contenda. Marina até surpreendeu pela firmeza e conhecimento dos temas abordados. Meireles sempre com o mesmo discurso do chama o Meireles e da apropriação de programas de geração de emprego que ele toma pra si como houvesse sido ele o presidente da república que criou emprego, fez e aconteceu.

Alckmin deixou bem claro que se encaixa direitinho nos 50 tons de Temer, definido lá atrás no debate da Band, por Boulos. Defendeu com unhas e dentes a reforma trabalhista e em nenhum momento sequer aventou a hipótese de rever o teto dos gastos. A fala do "picolé de chuchu" dá sono.
Quanto ao formato, achei muito bom. Esse estilo frente-a-frente, olho-no-olho obrigou os candidatos e serem mais verdadeiros, cada um a se mostrar como realmente é. E nesse quesito, Álvaro Dias foi o fiasco da noite, primeiro atropelando os tempos e passando pelo vexame de resumir a uma nota só o seu samba do crioulo doido.

2 de outubro de 2018

O confronto das rejeições



Bolsonaro tem uma rejeição recorde na história de candidatos a presidente eleitoralmente viáveis; o PT vê subir, meio assustado, a rejeição à sigla e ao seu principal líder. O resultado disso é a polarização de dois extremos, que coloca o Brasil diante do risco de termos uma eleição decidida entre os de maior rejeição e não necessariamente entre quem tem capacidade maior de seduzir o eleitor por suas propostas. É uma contradição que não nos permite prever para que lado o Brasil será conduzido a partir de 2019. Boas perspectivas é tudo o que não temos no atual momento em que assistimos a população se encantar pelo discurso fascista de um ex-capitão do Exército, cujo despreparo é evidente.

Estamos na reta final do primeiro turno e a pesquisa Ibope não dá indicativo de que possa surgir uma surpresa daqui até domingo. Por mais que Ciro Gomes apareça nas simulações de segundo turno como o único candidato que vence tanto Bolsonaro quanto Haddad, ele se mostra estacionado , com chances remotas de chegar lá.

Restará a Ciro e a Alckmin, que tenta recuperar os votos que perdeu para bolsonaro, o debate de quinta-feira na Globo, certamente com audiência maciça. Para que haja alguma influência, é preciso que qualquer um desses dois tenha um desempenho extraordinário e os dois da ponta, desempenho pífio. Se é que Bolsonaro vai aparecer, o que duvido muito.

1 de outubro de 2018

Lula põe o Brasil para dançar à beira do abismo


Matéria da Folha de São Paulo diz que "da cadeia, Lula isolou Ciro Gomes"

Não só isolou Ciro como abriu caminho para a possibilidade da eleição de Bolsonaro. Não fosse isso, o quadro hoje estaria diferente, bem mais favorável à democracia e a um futuro governo (fosse Ciro ou Haddad) realmente comprometido com o estado de bem estar social. A fritura começou lá atrás, quando já preso, Lula detonou o projeto de união do campo progressista com uma chapa Ciro/Haddad. Depois, sacrificou a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, para tirar o PSB de Ciro.
Alguns governadores de esquerda, e do próprio PT, defendiam a união, mas prevaleceu a palavra do líder petista, que se tivesse calçado a sandália da humildade, estaríamos, com Ciro e Haddad juntos, prestes a liquidar a fatura no primeiro turno.
Haddad cresceu em decorrência da transferência de votos e deve ir para o segundo turno com Bolsonaro, que encarna o que há de mais atrasado na política brasileira. A desidratação de Ciro Gomes serve como uma luva para a direita brasileira, que não quer Bolssonaro, mas que ante a impossibilidade de ter seu candidato predileto contra o PT no segundo turno agora pende para o lado do ex-capitão, meio que na base do "não tem tu, vai tu mesmo".
Por mais que Haddad apareça na frente de Bolsonaro na simulação de segundo turno, por maior que seja a rejeição do candidato da bala, vamos combinar que a rejeição do PT não é pequena. Diante desse quadro se acontecer o pior, a história vai cobrar isso de Lula, que sinceramente, não deseja o mal do nosso país, mas por querer brincar de Deus, como costuma dizer Ciro, nos leva a todos a dançar à beira do abismo.