1 de outubro de 2018

Lula põe o Brasil para dançar à beira do abismo


Matéria da Folha de São Paulo diz que "da cadeia, Lula isolou Ciro Gomes"

Não só isolou Ciro como abriu caminho para a possibilidade da eleição de Bolsonaro. Não fosse isso, o quadro hoje estaria diferente, bem mais favorável à democracia e a um futuro governo (fosse Ciro ou Haddad) realmente comprometido com o estado de bem estar social. A fritura começou lá atrás, quando já preso, Lula detonou o projeto de união do campo progressista com uma chapa Ciro/Haddad. Depois, sacrificou a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, para tirar o PSB de Ciro.
Alguns governadores de esquerda, e do próprio PT, defendiam a união, mas prevaleceu a palavra do líder petista, que se tivesse calçado a sandália da humildade, estaríamos, com Ciro e Haddad juntos, prestes a liquidar a fatura no primeiro turno.
Haddad cresceu em decorrência da transferência de votos e deve ir para o segundo turno com Bolsonaro, que encarna o que há de mais atrasado na política brasileira. A desidratação de Ciro Gomes serve como uma luva para a direita brasileira, que não quer Bolssonaro, mas que ante a impossibilidade de ter seu candidato predileto contra o PT no segundo turno agora pende para o lado do ex-capitão, meio que na base do "não tem tu, vai tu mesmo".
Por mais que Haddad apareça na frente de Bolsonaro na simulação de segundo turno, por maior que seja a rejeição do candidato da bala, vamos combinar que a rejeição do PT não é pequena. Diante desse quadro se acontecer o pior, a história vai cobrar isso de Lula, que sinceramente, não deseja o mal do nosso país, mas por querer brincar de Deus, como costuma dizer Ciro, nos leva a todos a dançar à beira do abismo.

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