30 de setembro de 2016

O debate deixou claro quem é quem nessa disputa pelo poder local


O debate de ontem na RPC , reconheçamos, não foi engessado, como costumava ser os até agora realizados em eleições anteriores. Com quatro candidatos o debate fica mais ágil, mas franco, mais aberto e menos maçante. Sem dúvida que melhora o nível, não por conta do regulamento, mas pelo fato de ter na bancada apenas os candidatos eleitoralmente viáveis. Como este foi o último antes da eleição e realizado em horário nobre da toda poderosa, certamente teve uma audiência maciça. Acho que serviu para boa parte dos ainda indecisos definir em quem votar, e também, em quem não votar. Ficou muito claro que Humberto Henrique e Ulisses Maia são mesmo os candidatos que encarnam a oposição ao grupo que domina a política local há 12 anos. Silvio Barros tentou, por várias vezes, desqualificar este papel que Maia assumiu desde o início da campanha, lembrando que o mesmo foi seu chefe de gabinete por quase oito anos e tudo o que ele Silvio, assinava enquanto prefeito, passava evidentemente pelas mãos de Ulisses, que agora o critica.
Seria este fato uma grande saia justa, sem nenhuma dúvida. Mas Ulisses tem conseguindo fazer desse limão uma limonada, como  se dissesse que serviu para acumular experiência e aprender como evitar os deslizes éticos de uma administração pública, que no caso dos dois mandatos de SBII foram vários, como provam os processos movidos contra ele pelo Ministério Público e as condenações de primeiro e segundo graus. Já Humberto foi sempre muito técnico e respaldado em informações concretas nas críticas pontuais que fez a Silvio, que sempre que podia, tentava se safar lembrando a herança que pegou do PT em 2005. Quem conhece a história sabe que o ambiente de terra arrasada que ex-prefeito  usa é absolutamente inverídico e deselegante, sobretudo porque atinge, de forma indireta,  a imagem do saudoso Zé Claudio.
O debate da RPC clareou mais ainda as posições políticas de cada um dos quatro candidatos, bem como a consistência dos seus discursos. Ulisses mostrou-se mais seguro e mais contundente do que nos debates anteriores e a julgar por sua postura nessa campanha, decidiu se desgarrar de vez do grupo político liderado por Ricardo Barros, que ele fez questão de ressaltar ontem, é quem realmente manda na administração municipal, tanto nos dois mandatos do irmão quanto agora no do aliado Roberto Pupin. Quanto a Wilson Quinteiro, ressalto sua qualidade discursiva. Não tão bem quanto Silvio, mas ele esgrima as palavras com extrema facilidade, porém sem conseguir  cravar uma imagem de político independente, mercê talvez, do apoio explícito que deu a Pupin no segundo turno das eleições de 2012, em cuja administração colocou depois alguns aliados, caso do seu vice na chefia do Procon.
Essa é uma eleição cujo resultado é imprevisível, por mais que se diga que Silvio Barros II será o futuro prefeito. Não por acaso há o esforço (quase uma operação abafa) para liquidar a fatura no primeiro turno, porque se houver segundo turno, o jogo será outro e aí tudo pode acontecer. A julgar pelas sondagens internas das coligações e pelo que se ouve nas ruas, haverá sim o segundo turno, mas não se tem claro quem será o adversário dos Barros. Pode ser Quinteiro, pode ser Ulisses, pode ser Humberto. Se for Quinteiro, não tenho dúvida que será uma disputa morna, sem enfrentamentos, meio na base do jogo casados x solteiros. Se for com Ulisses o clima esquenta, não por diferenças ideológicas mas de métodos. Ele passa a ter a responsabilidade de romper um ciclo de poder, respaldado em um modelo novo, porém perverso, de coronelismo.
Com Humberto no segundo turno o embate terá um caráter mais ideológico e com certeza, Silvio se valerá da PTfobia que toma conta do país , embora corra o risco do efeito bumerangue, já que o PP encontra-se  tão ou mais envolvido  do que o PT nos escândalos levantados até agora pelo Lava Jato.
Enfim, chegamos à reta final da campanha do primeiro turno, com a expectativa de que teremos uma grande renovação (não de posturas mas de nomes) na Câmara Municipal e de que, seja qual for o resultado da majoritária, passaremos a trilhar o caminho da mudança , senão no modelo de gestão da cidade, pelo menos no aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização  e no surgimento de lideranças novas que fizeram furos importantes no casco de um navio que muita gente ligada à família Barros julga inexpugnável.

26 de setembro de 2016

Sem engessamento o debate fica mais aberto. Foi assim o da RIC TV. Muito bom




Muito bom o formato do debate da RIC TV. Foi o menos engessado que as emissoras de televisão da cidade promoveram até agora. Só com quatro candidatos o jogo fica mais franco, mais aberto e o enfrentamento se dá. Como era de se esperar, Silvio Barros foi o mais questionado , por razões  óbvias. Se expressando bem mas com pouca objetividade, Silvio teve dificuldades de responder algumas questões que são uma espécie de calcanhar de aquiles do grupo Barros, que domina a política local há 12 anos . As duas mais delicadas , colocadas com muita ênfase por Ulisses e Humberto, eram relativas ao lixo e ao transporte coletivo, objetos de investigação do Ministério Público. Ulisses se mostrou nervoso em alguns momentos, mas sabia onde bater e em quem bater. Por isso pegou pesado também em Quinteiro, associando-o à situação, tanto em nível municipal quanto estadual e lembrando que Quinteiro apoiou em todos os momentos ações anti-povo do governador Beto Richa, caso do pacotaço e da a agressão a professores.
Humberto , que faz uma oposição técnica muito competente na Câmara Municipal, usou seu conhecimento para colocar Silvio Barros em maus lençóis em vários momentos , detalhando promessas não cumpridas nos doze anos de poder do condomínio Barros e lembrando sempre as questões do lixo e da licitação do transporte coletivo urbano "que viraram caso de policia".
Quinteiro esgrime bem as palavras, mas não se aprofunda nem nos questionamentos que faz e nem nas propostas que apresenta, embora tenha sido enfático na questão da terceirização da coleta e destinação do lixo urbano, que deixou claro ser contra.
Não creio que a maioria dos indecisos tenha definido o seu voto a partir do debate dessa noite de domingo, mas acho que serviu bem para mostrar que Maringá tem opções melhores do que a da continuidade do projeto personalista que predomina desde 2006 e que do ponto de vista do crescimento político da cidade é um desastre. Não é inadequada a comparação  que  alguns bem humorados maringaenses fazem da nossa cidade com  a fictícia Sucupira, de Odorico Paraguaçu.

22 de setembro de 2016

Ethos questiona partidarização da Lava-Jato


Em nota publicada em seu site, o Instituto Ethos, que desde 1999 trabalha junto a empresas o conceito de responsabilidade social,  apoia a Operação Lava-Jato , mas faz ressalvas. Uma dessas ressalvas é que não haja foco partidário e nem vazamentos seletivos:
“Apoiamos o avanço da operação no âmbito dos marcos constitucionais, sem foco partidário, vazamentos seletivos ou qualquer tipo de influência de interesses alheios às suas metas. Ela tem de ser ampla e irrestrita, devendo prosseguir enquanto houver irregularidades a apurar, independentemente de quem atingir, esteja essa pessoa no poder ou não. Hoje, somente 5% dos condenados na Operação Lava-Jato são políticos. Sabemos que há foro privilegiado, mas é necessário obter, de fato, progressos na celeridade e na efetivação dos processos que envolvem a classe política.
As companhias envolvidas em casos de corrupção devem ser responsabilizadas apropriadamente, e não ser salvas pelo impacto econômico que suas condutas causam. Apesar do atual contexto recessivo, enxergamos a Lava-Jato como uma oportunidade única de melhorar as relações público-privadas no Brasil, transformando a forma de se fazer negócios e fazendo com que a retomada do crescimento se dê em bases muito mais íntegras e éticas.

A questão da corrupção no Brasil é sistêmica e não há uma solução única que resolva todos os problemas de uma só vez. Ainda que essencial, a punição, sozinha, não é suficiente para coibir práticas ilícitas. Precisa-se também aprimorar mecanismos de identificação e prevenção. Por isso, acreditamos no estabelecimento de um Sistema de Integridade Nacional amplo, que se fundamente nos princípios da transparência e do controle”.

17 de setembro de 2016

Jurista diz porque procuradores pisaram na bola


Do jurista e professor da PUC (SP) Pedro Estevam Serrano sobre o show midiático dos procuradores:

“ A entrevista dos procuradores tem pontos muito graves. Um deles chama muito a atenção. O ex-presidente foi acusado de ser o líder supremo de uma organização criminosa. Isso não deveria ocorrer antes de qualquer condenação e com amplo direito de defesa. Nenhum agente público, mesmo um agente acusador, não pode ir a público fazer essa afirmação sem que o processo tenha chegado ao fim. Os procuradores teriam de ser mais sensatos e contidos na hora de se expressar. É dever deles garantir a imagem pública, a honra e outros direitos fundamentais de um investigado ou réu. Mas neste caso foi ainda pior…
 O ex-presidente foi chamado de chefe de organização criminosa sem que a denúncia lhe impute o crime de participação em organização criminosa. Nem havia essa acusação entre aquelas elencadas. Portanto, trata-se de uma afirmação político-partidária do representante do Ministério Público. A atuação político-partidária não ocorre apenas quando eu expresso uma opinião a favor do partido ou ideologia com a qual simpatizo. Ela acontece também quando ataco um partido ou ideologia com a qual antipatizo

Ele vem aí



Kim  Kataguiri e Paulo Martins juntos numa palestra em Maringá  dia 23 para falar sobre os caminhos de um novo Brasil. Tanto Kim quanto o deputado Martins são expressões máximas do reacionarismo e neofascismo  nacional. Como diria Zé Birosca: zulivre.

16 de setembro de 2016

Segundo turno: para Silvio é aí que mora o perigo

Não há ainda nenhuma pesquisa oficial divulgada até o momento mas as sondagens internas das coligações apontam para um segundo turno em Maringá. É praticamente certo que Silvio estará lá, o que assusta o síndico do “condomínio”  que estaria preparando um arrastão para ganhar no primeiro turno. Um eventual segundo turno teria Ulisses Maia ou Wilson Quinteiro e  com qualquer um dos dois, Silvio terá dificuldades extremas de conquistar o terceiro mandato de prefeito.
Pelo que se observa nas ruas, Ulisses e Quinteiro estão pau a pau, mas a candidatura de Quinteiro, pelo menos aparentemente, exibe mais musculatura. Humberto Henrique, um candidato altamente qualificado, padece da falta de estrutura e da rejeição ao PT que em Maringá é muito grande. Por conta disso é visível que as principais lideranças do Partido dos Trabalhadores parecem meio escondidas, evitando maiores exposições. Some-se a isso o fato de que a aguerrida militância, que em passado recente fazia toda a diferença, já não é mais a mesma. Uma pena, porque Humberto tem condições pessoais de sobra para figurar entre os prováveis adversários de Silvio no segundo turno.
Vamos lembrar que Ulisses já foi do grupo liderado por Ricardo Barros , mas rompeu e tornou-se um adversário a ser abatido pelo capo. Poderia estar em melhor posição, caso os principais líderes do PDT e do PV (Osmar e Álvaro Dias)  estivessem mais integrados à sua campanha.  Quinteiro fez carreira solo em  2004, 2008 e 2012, mas ainda não se firmou como um candidato de chegada, o que pode ocorrer dessa vez, principalmente com o gás injetado na sua campanha pela estrutura do deputado federal Edmar Arruda e pela simpatia que angariou do empresariado local ao escolher Francisco Favoto para seu vice.
O fato concreto é esse: Silvio nadava de braçada no início da campanha, mas já não nada mais. O crescimento de Ulisses e Quinteiro e mais a soma do percentual de votos nada desprezível de Humberto, deverá  levar a eleição para o segundo turno. E Ricardo Barros que, reconheçamos, é uma fera em matéria de articulações, geralmente movidas à rasteiras e rabos de arraia, sabe que é no segundo turno que mora o perigo.

10 de setembro de 2016

Tá tudo dominado!

"Ontem Janot abriu mão das sutilezas, dos rapapés, das manobras florentinas, dos disfarces para sustentar a presunção de isenção e rasgou a fantasia, nomeando o subprocurador Bonifácio de Andrada para o lugar de Ela Wieko, na vice-Procuradoria Geral. Não se trata apenas de um procurador conservador, mas de alguém unha e carne com Aécio Neves e com Gilmar Mendes", diz o jornalista Luis Nassif; segundo ele, as acusações contra o senador, apontado na pré-delação da OAS como beneficiário de propinas na Cidade Administrativa, desaparecerão de vez do noticiário e da PGR

   .   Minas 247

Cara-a-cara com servidores? Nem pensar

O candidato Silvio Barros II não compareceu a um encontro com os servidores municipais ontem à noite no Luz Amor. Teria sido por problemas religiosos. Do por do sol da sexta-feira ao por do sol de sábado o adventista  não trabalha. Tudo bem, há que se respeitar a religiosidade das  pessoas. Mas numa campanha eleitoral em que o candidato busca o aval dos eleitores para obter um mandato, isso não faz sentido. Minha curiosidade agora é saber como Silvio fará num eventual debate da Globo, que é sempre na última sexta antes do pleito, geralmente às 22 horas. Ante a perspectiva de vencer no primeiro turno, certamente não irá. Havendo segundo turno, uma possibilidade real, principalmente diante do número de candidatos de ponta (Ulisses, Humberto e Quinteiro), o debate será inevitável. Bem, na Globo não creio que SBII deixe de comparecer, como não deixou na eleição de 2004. Mas em se tratando de encarar frente a frente os funcionários municipais,  em cujas cabeças o grupo político liderado pelo irmão Ricardo Barros anda pisando sistematicamente, aí é outro papo.

8 de setembro de 2016

Mais uma da "pinguela para o abismo"

Regressão aos direitos trabalhistas. Era isso que movia a mídia, o grande empresariado e boa parte de deputados e senadores que do povo só querem o voto. Ninguém estava preocupado com o combate à corrupção coisíssima nenhuma. E aquele exército de pessoas de bem, movido pela ingenuidade foi pras ruas de verde e amarelo gritar “fora Dilma!”, “”Lula na cadeia” e “o PT banido da política brasileira”. Enquanto isso, corruptos de vários outros partidos, como PSDB, PMDB e PP,voavam em céu de brigadeiro.
Está claro agora que o combate à corrupção era apenas pretexto para que se pudesse tramar o golpe com mais tranqüilidade, sem que a população se apercebesse da tramóia.  Michel Temer está mostrando a que veio. Até elevação da jornada de trabalho para 12 horas diárias está sento proposta, o que acaba legitimando aquela  afronta do presidente da CNI com sua proposta de 80 horas de trabalho por semana no Brasil.

Isso é apenas o começo, porque a retirada de direitos dos trabalhadores vem em cadeia, para delírio do patronato e desespero do que dependem única e exclusivamente da sua força de trabalho para sobreviver. Não pensem que haverá contemplação  no que diz respeito ao desmonte do estado social, não.Muito menos não contem com  bom  senso  do governo Temer, porque isso não existe. Lamento ter que repetir essa obviedade: os pobres que ainda celebravam o fato do Brasil sair do mapa da fome, têm agora razões de sobra para ficar com a pulga atrás da orelha. Como diria Zé de Tatainha: "a rapadura é doce mas não é mole e quebra os dentes se você mordê-la ao invés de chupá-la".

E assim, Temer vai construindo o que ele chamou de "Ponte para o Futuro", mas que todo mundo sabe que não passa de uma pinguela para o abismo.

6 de setembro de 2016

Povo de Sucupira, ou melhor, de Maringá!!!


É Maringá, no Paraná, mas podem chamá-la de Sucupira. Lá, como na fictícia cidade do saudoso Dias Gomes, também tem coronel. Só muda o nome. Em vez de Odorico Paraguaçu, é Ricardo Barros, que por acaso é o falastrão “sinistro” do governo (fora) Temer. O cara manda no prefeito, na imprensa, nos vereadores e agora começa a dar as cartas no judiciário também. E ai de quem ousa contrariá-lo como fez o jornalista Ângelo Rigon, que produz um blog e tem a péssima mania de falar a verdade sobre o dono da cidade. Neste período eleitoral Rigon tem sido agraciado com ações judiciais dia sim e outro também. Todas sem pé nem cabeça, sem nenhum fundamento, mas a intenção é aporrinhar, tirar o foco. E assim, de processo em processo, e sem muito alarde, a liberdade de expressão vai para as cucuias. Eu pediria que meus amigos jornalistas de Londrina, dessem uma olhadinha com atenção para o que está rolando na terceira maior cidade do Paraná.
     .  Antonio Santiago, no blog Paçoca com Cebola do Cláudio Osti


4 de setembro de 2016

O exterminador do passado pode voltar


Há três anos postei esse comentário, expressando a minha e a indignação dos maringaenses que prezam pela memória da cidade. Os protestos no entorno do prédio da rodoviária velha que, ao invés de ser demolido, deveria era ser restaurado, foram muitos e ruidosos. Mas de nada adiantou, o exterminador do passado e do futuro da "Cidade Canção" Silvio Barros II , insensível como sempre , colocou tudo no chão. Agora ele quer voltar, e o pior é que deve voltar, ao comando da cidade.Certamente voltará para tornar Maringá, que nas suas duas gestões anteriores virou capital nacional da multa de trânsito, em capital dos aplicativos. Tomara que o eleitorado pense nisso. Se não levar nada disso em conta, restará a gente torcer para que haja aplicativos também para monitorar os aditivos, o inchaço da máquina com CCs e a qualidade dos prédios públicos , para que não tenham que ser reformados pouco tempo depois de inaugurados. Que os anjos digam, amém!



“O maringaense tinha muito que se orgulhar da Rodoviária Américo Dias Ferraz, projetada no final dos anos 50 sob influência dos traços do maior arquiteto do século XX, Le Corbusier. As principais criações do mestre da arquitetura moderna estão em grande exposição em Nova York, que deve correr por capitais européias, como Londres e Paris. Segundo reportagem publicada hoje no jornal Gazeta do Povo, “o mestre Le Corbusier, um artista transformador, é responsável por grandes mudanças no pensamento arquitetônico.
“O legado corbusiano está em várias edificações icônicas de Curitiba. Entre elas, se destacam o palácio Iguaçu, a Reitoria da Universidade Federal do Paraná e o edifício construído como sede do Instituto de Previdência do Paraná”, destaca o principal jornal do Estado, acrescentando que “a lista de profissionais que recebeu influência de Le Corbusier em projetos executados na capital paranaense também é extensa – notadamente a partir da geração de arquitetos e engenheiros que veio de São Paulo nos anos 60 para lecionar no recém-fundado curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR”.
Oscar Niemeyer era um jovem e promissor arquiteto quando Le Corbusier esteve no Brasil e teve com ele algumas conversas.
Em sua edição de 5 de novembro de 2010 o O Diário destacava em matéria sobre a Rodoviária, com base em informações do professor Altair Aparecido Galvão, doutorando em Geografia Humana:
“ Em Maringá, a Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz foi construída no início da década de 1960 e se transformou em motivo de orgulho para todos os munícipes, em especial quando algum londrinense nos visitava e reclamava do fato de Londrina, a "Capital do Café" não possuir, na época, nada parecido. Perto da nossa "Estação", a deles era um mero "ponto de ônibus".
Quando ela foi inaugurada, os seus dois arcos, localizados na Avenida Tamandaré e na Rua Joubert de Carvalho, eram considerados os maiores vãos livres com esse formato no Brasil. Além de ser um dos principais pontos de chegada e partida de passageiros de vários locais do país, era um centro comercial popular, ou seja, um espaço público por excelência”.
Há de se concluir, então, que a demolição do prédio da Rodoviária Américo Dias Ferraz foi um crime injustificável contra a memória da cidade e contra a própria história da arquitetura universal. Tenho dito”.
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
Parte superior do formulário

1 de setembro de 2016

FICA COMBINADO ASSIM: A CASA GRANDE ENTRA COM A SOLA DA BOTA E A SENZALA, COM A BUNDA



Vem aí a PEC 241 para colocar de vez a corda no pescoço dos trabalhadores, ativos, aposentados ou beneficiários de seguro saúde, ou desemprego. Mas não só deles, da pulação pobre em geral, porque a palavra de ordem é cortar gastos com saúde e educação, além de promover uma verdadeira lipoaspiração na Seguridade Social, Previdência à frente do pelotão de fuzilamento. Uma vez aprovada esta Proposta de Emenda à Constituição, estará sacramentado o envio dos capítulos de proteção social da Carta Magna para a lata do lixo.
A PEC é, na verdade, a cereja do bolo da elite empresarial brasileira em lua de mel com o governo Temer, que só encontrou esta saída para o ajuste fiscal. Mexer na política de juros extorsivos, nem pensar. Tentar salvar o caixa do tesouro com a repatriação da dinheirama de respeitáveis senhores do mundo econômico e político que dorme tranquila em paraísos fiscais, é fora de questão. Menos ainda há que se pensar em apertar o torniquete da taxação tributária sobre os rentistas, sempre de bolsos muito cheios com seus astronômicos ganhos de capital. Ganhos, que a rigor, não produzem absolutamente nada, a não ser a possibilidade dessa casta de privilegiados viver nababescamente à custa da miséria da maioria da população.
A PEC 241 fixa regras de usurpação dos direitos sociais que tão bem a Constituição Cidadã de 1988 definiu no seu Capítulo II (arts. 6º. A 11).
Olhe só o que diz o Art. 7º da Carta: “ São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário”.
Você acredita sinceramente que isso vai ficar intacto no governo Temer? Se acredita, parabéns, porque Papai Noel lhe reserva grandes surpresas para o próximo Natal.
Mas fique tranquilo porque o desmonte do estado social não deve parar por aí. O brasileiro pode ser obrigado a trabalhar mais para se aposentar. Em nome de um rombo da previdência que não existe, pois a Seguridade Social é superavitária, a intenção é alterar as regras da aposentadoria, com aumento da idade mínima para 75 anos (homens) e 70 (mulheres). Claro, o presidente Temer negou essa informação enquanto estava interino, mas agora o buraco é mais embaixo. Ainda este ano ele deve enviar o projeto de reforma da Previdência ao Congresso Nacional.
É certo que haverá pressão da sociedade e os parlamentares que se mantiverem na oposição irão para o embate, que não será nada pacífico. Em função do clima pesado, talvez Temer dê uma recuada e proponha 65 anos para homens e 60 anos para mulheres. Ou, quem sabe, tempo de contribuição ao INSS de 35 anos para homens e 30 para mulheres, que vigora hoje, mas trata-se de uma regra que na nova ordem criará certamente dificuldades extremas para a comprovação.
Atualmente, por exemplo o INSS aceita oitivas de testemunhas em favor do candidato ao benefício da aposentadoria por tempo de contribuição. Será que isso continua? Tenho minhas dúvidas.
Calma, este filme é cinemascoope , tem ainda muita tela pela frente. Vem aí também ameaças concretas contra o sistema de férias e 13º. Não que irão acabar com um ou com outro, isso seria maluquice, pura lenha na fogueira da revolta coletiva. Mas , de maneira nem tanto sutil, o governo deverá mexer também nas regras de cálculo e pagamento tanto das férias quanto do 13º. salário. Há quem sugira que o 13º. seja diluído na folha de pagamento mensal ao longo de 12 meses. Quer coisa pior?
No processo de flexibilização da CLT, aguardem, virá uma pá de supressão de direitos, que serão fragilizados já a partir do projeto de terceirização de atividades fins e atividades meios, que a Câmara presidida por Eduardo Cunha aprovou na calada da noite durante o clima tenso da tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Tudo estava no script.
É assim que o governo Temer quer reduzir custos , para o Estado e para as empresas, com o pretexto de criar novas vagas de emprego e impulsionar a economia.
Não tenham dúvidas, a economia será impulsionada, mas o “acordo” que está sendo costurado entre eles é centrado num ponto: para o país sair da crise, a casa grande deve entrar com a sola da bota e a senzala, com a bunda.

Revelações sobre parte da trama que derrubou Dilma


                . do portal DCM


O jornalista Elcio Cabral Melo foi assessor de imprensa do presidente de uma federação de hospitais. Autor de artigos assinados pelo chefe, teve textos publicados em jornais como Folha, Estadão, O Globo e Valor Econômico.
Em seu Facebook, ele contou sua experiência escrevendo “coisas que abomina” para “aquecer o caldeirão em que colocaram a democraticamente eleita presidenta Dilma Rousseff”.

Peço desculpas por ter colaborado com essa sujeira, e quero me justificar dizendo que eu estava tentando trabalhar honestamente, que entrei em depressão nesse trabalho e (ainda bem!) fui demitido.
Foi entre julho de 2014 e junho de 2015 que trabalhei como jornalista, assessor de imprensa, repórter e ghostwriter do Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de SP) e Fehoesp (Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de SP) e lá ajudei a “aquecer o caldeirão” que colocaram a democraticamente eleita presidenta Dilma Rousseff.
Um golpe começa assim: você reúne os interessados e vai “queimando o filme” da presidenta em várias frentes, culpando-a de tudo que for possível, usando as televisões, os jornais, as rádios e os portais da internet. Um dos interessados na queda de Dilma era o meu chefe, Yussif Ali Mere Jr., bem como seus colegas diretores do sindicato e da federação.
Assim, tive de escrever coisas que abomino, e quem assinava era o presidente, ou vice, ou algum manda-chuva de lá. Consegui publicar as opiniões em jornais como “Folha”, “Estadão”, “Valor Econômico” e “O Globo”, entre outros.
Lembrando: eu era só um jornalista de uma pequena associação patronal. Muitos outros estavam fazendo o mesmo por aí, no Brasil todo. Exemplos: Fiesp, Fecomercio, Febraban etc…
PASSOS DA MANIPULAÇÃO
A) Desqualificar o alvo:
– “Mere Jr explicou que 2015 é “o ano do ajuste de contas”, visto que a presidente Dilma Rousseff não tomou as atitudes cabíveis na economia no passado. ” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Presidente-fala-sobre-perspect…) e
– “Os dados do TCU confirmam (editorial “As Falhas do Mais Médicos”) o que já era sabido: o programa Mais Médicos, de forte cunho ideológico e que liga o atual governo à ditadura cubana dos irmãos Castro, foi feito às pressas às vésperas das eleições e tem caráter eleitoreiro.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/O-Estado-de-S.-Paulo-destaca-o…)
– “Em vez de leiloar ministérios para acalmar os ânimos dos partidos aliados –que de aliados não têm nada– o governo deveria anunciar as reformas políticas e ministeriais. Trocar favores, votos e cargos é uma barganha que faz mal à saúde.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Folha-de-S.-Paulo-destaca-opin…)
– “Parabenizo o economista Arminio Fraga, cujas palavras desnudaram a tese falaciosa da candidata Dilma Rousseff. Por mais que haja, no governo atual, malabarismos financeiros, a verdade sempre surgirá, pois os números não mentem. É preciso manter olhos e ouvidos atentos.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Folha-de-SP-destaca-opiniao-de…)
B) Impor a agenda de direita como se fosse solução para todos os problemas:
– “O texto revela o mal que centrais sindicais estão provendo nas relações de trabalho. Políticas de bondade não levam ao crescimento. O país só integrará o rol dos desenvolvidos quando melhorar a produtividade.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Painel-do-leitor-da-Folha-de-S…
C) Ignorar assuntos desconfortáveis como a Lei-Anticorrupção, enviando um subordinado em seu lugar:
“Marcelo Luis Gratão, gestor do Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde (IEPAS), representou o presidente da FEHOESP e do SINDHOSP, Yussif Ali Mere Jr, no 1º Seminário Lei das Empresas Limpas com Foco na Área da Saúde.” (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/Lei-Anticorrupcao-e-tema-de-se…)
D) Dar o tiro de misericórdia:
“Junto com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e outras centenas de entidades, o SINDHOSP, a FEHOESP e seus sindicatos filiados estão apoiando a campanha pelo “Impeachment Já!” da presidente da República, Dilma Rousseff.“ (FONTE: http://www.sindhosp.com.br/…/SINDHOSP-e-FEHOESP-apoiam-mani…)
E) Celebrar:
Clique abaixo para ver foto do meu chefe com o golpista Temer