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A Cabocla Maringá chega aos 74 anos

  Maringá faz 74 anos de vida. Quando pisei este solo pela primeira vez, desembarcando de trem em dezembro de 1960, a cidade tinha apenas 13 anos de vida. Fui para a região de Monte Castelo, onde meu pai tocava café de porcentagem na Fazenda 60 Alqueires. Em 1961 voltamos para cá e daqui saímos algumas vezes para colher café em sítios de Mandaguari e Nova Esperança. Mas sempre voltávamos. Até que no final de 1962 , meu pai comprou um barraco na Favela Cleópatra e nunca mais saímos de Maringá. Aqui vivi bons e maus momentos, mas sou muito grato por tudo o que aqui conquistei. Não, as conquistas não foram de bens materiais, não. Aqui formei família, pude estudar, me formar em Estudos Sociais e em História pela UEM e me tornar jornalista, profissão que exerço com orgulho e dedicação até hoje, apesar de já estar aposentado. Viva Maringá, terra abençoada por Deus e bonita por natureza. Quem não é daqui e quer se certificar da beleza dessa cidade menina,veja este vídeo.   MARINGÁ 74 AN
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A família Bolsonaro quer um ministro do STF para chamar de seu

  Bolsonaro já disse que vai nomear para a vaga de Marco Aurélio Mello no STF um ministro terrivelmente evangélico. Agora imagine o absurdo: um ministro da mais alta corte de justiça   do país ser nomeado pelo critério religioso e não pelo do seu saber jurídico. Até a primeira dama deve influenciar na escolha. O nome da preferência dela é advogado-geral da União, André Mendonça, que substituiu Sérgio Moro no Ministério da Justiça e depois voltou para AGU.  No curto período em que esteve à frente da pasta foi a própria imagem da incompetência e da subserviência ao chefe, igualmente incompetente. Segundo a bem informada colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bérgamo, Mendonça dificilmente passaria pela sabatina do Senado. Até o 01, Flavio “Rachadinha” Bolsonaro, talvez nem vote no candidato da madrasta. Ele trabalha outro nome, das suas relações pessoais. Afinal, nada melhor para quem está enrolado com a justiça, ter um ministro do STF para chamar de seu.  

Por que tanta cortina de fumaça? Elementar, meu caro Watson

  A cada dia é uma fala estúpida, de uma narrativa cretina e de uma ideologia que ninguém sabe exatamente qual é. Bolsonaro chuta pra todo lado e espalha cizânias , como quem esparrama “miguelitos” no asfalto para  se precaver de reações contrárias. No fundo, no fundo, o que parece claro, é que até afrontar a China, maior parceiro comercial do Brasil vale, para produzir cortinas de fumaça que protejam Flávio, o das rachadinhas e Carlos, o da central de fakes que funciona dentro do Palácio do Planalto.  É preciso que as cortinas sejam tão densas, que também protejam ele próprio e seu amigo Pazuelo dos efeitos devastadores que terão para o seu governo a CPI da pandemia. Bolsonaro é um ponto fora da curva na política brasileira, o presidente que ainda não disse a que veio e que, mistura problemas pessoais com a sua incompetência, para confundir a população e preservar intacto, o seu séquito de fanáticos apoiadores.      

Réquiem para um governo de sacripantas, parvos, malandrões e nulidades

             . Por Ricardo Kotscho Enfim, caíram todas as máscaras e revelou-se por inteiro a soberba mediocridade de um governo formado na base da mentira e da hipocrisia, em nome do combate à corrupção (dos outros) e da defesa do "livre mercado" (só para eles). De onde saiu tanto lixo humano para montar um time de mentecaptos e bandoleiros civis e militares que tomaram o país de assalto dispostos a não deixar pedra sobre pedra? Em torno de um capitão defenestrado pelo Exército por indisciplina, parlamentar do baixo clero por três décadas, incapaz de dirigir uma bodega na Barra da Tijuca, uniram-se o grande capital e o lumpesinato da classe média ressentida, a escória que voltou às ruas neste final de semana enrolada em bandeiras verde-amarelas como se fosse um exército de ocupação. Como se fosse pouco, querem agora fechar o Supremo e o Congresso para entronizar o "Mito" como imperador absoluto, com plenos poderes para concluir o processo de destruição das inst

Mais um dia em que esta respeitável senhora apanhou de cinta

  Ofensas a governadores , prefeitos e a ministros do STF; defesa de intervenção militar; ataques criminosos à democracia e às barreiras sanitárias que possam impedir o avanço da Covid.   Foi isso e mais um pouco o que se viu nas manifestações de apoiadores de Bolsonaro pelo Brasil a afora nesse 1º. de maio. Bolsonaro tem dito reiteradamente que aguardava   "uma sinalização" dos brasileiros para "tomar providências" contra medidas de restrição de circulação decretadas por governadores e prefeitos contra a covid-19. Pronto, a sinalização foi dada. E agora, o que vai acontecer? As instituições vão se calar diante de mais esse cipoal de barbaridades? A grande imprensa vai passar pano? Como reagirão OAB, ABI   e CNBB? Estou curioso para saber como as três armas estão encarando   as articulações golpistas do presidente da república, que já se arvorou dono das Forças Armadas. O fato concreto é que as manifestações de sábado passaram dos limites do razoável. E tirand

O Brasil de marcha ré

  O trabalho foi precarizado, os salários aviltados, os sindicatos obreiros totalmente desossados e a segurança jurídica do trabalhador foi para o espaço nos últimos 4 anos. Este é o quadro que tentam atribuir apenas à pandemia, como forma de amenizar os crimes de lesa pátria frequentemente cometidos por Temer e Bolsonaro. E assim, chegamos a mais um 1º. de maio com a triste constatação de que em matéria de direitos trabalhistas e sociais, o Brasil voltou à República Velha, anterior portanto, a 1930.  

A autodestruição de um ídolo de pés de barro

  Moro foi transformado em herói, um ídolo de pés de barro, que de repente foi jogado na lata de lixo da história. Antes venerado, bajulado como salvador da pátria, foi desmascarado pelo The Intercept Brasil, que provou ser ele um juiz parcial , para o qual processo tinha capa. E sua influência nas eleições de 2018 ficou muito clara a partir do momento em que ele aceitou ser Ministro da Justiça do ultra-direitista Jair Bolsonaro, a quem beneficiou com suas condenações que agrediam o processo legal. Dia desses foi chamado de canalha em um artigo da jornalista Cristina Serra.

Guedes e a aporofobia

  Você sabe o que é aporofobia ? Se pensou horror a pobre acertou. Depois de declarações estapafúrdia como as da crítica ao Fies e demonstração de ódio por ver filho de porteiro numa faculdade, Paulo Guedes deuxou claro que é um notável aporofóbico. Então está no lugar certo: comandando a economia em um governo  "casa grande" que quer mais é que a senzala se exploda.

Rubens Ávila faria 90 anos hoje

  O pouco que sei de jornalismo, inclusive no campo da ética , aprendi com ele. Trabalhei com seu Rubens, o Rubão, na Folha de Londrina (sucursal de Maringá) e na TV Cultura. Era um chefe exigente, duro nas cobranças, mas de uma generosidade imensa. Cada chamada de atenção que ele dava nos seus comandados era uma aula de profissionalismo. Fui no velório dele em Londrina e chegando lá o bispo que rezava a missa de corpo presente me reconheceu e veio me abraçar após a celebração.Era Dom Geraldo Ávila, irmão de Rubens, que fui visitar em Brasília, onde era bispo auxiliar, quando participei do estágio universitário (representando a UEM) então organizado pela 4a. Secretaria da Câmara dos deputados. Ao vir na minha direção, dom Ávila lembrou da pergunta que me fez quando lhe entreguei uma encomenda que o irmão de Maringá mandara: "O Rubens continua fumando muito?". Respondi que fumava um bucado, e o sacerdote ironizou: "Falo há anos para ele parar com o tabaco, porque ainda mo

O presidente mente descaradamente

  “A exemplo do que fez na ONU em setembro passado, o presidente Jair Bolsonaro voltou a mentir num palco internacional. Bolsonaro e Salles destruíram as áreas de fiscalização do ICMBio   e do Ibama .O ministro do Meio Ambiente prometeu passar a boiada faz um ano e não aconteceu nada para impedir a meta de destruição ambiental assumida numa reunião ministerial” . Kennedy Alencar (colunista do UOL)