22 de janeiro de 2018

Plano sinistro para liquidar os avanços sociais na América Latina




SERÁ QUE O FÓRUM DE DAVOS DISCUTIRÁ ESSE ESCÁRNIO?
OU NO CASO DO BRASIL O "PLANO ATLANTA" É PRA VALER? 


Matéria publicada na última edição da revista Carta Capital aponta para um plano de desestabilização dos partidos de esquerda e centro esquerda da América Latina. OU seja, o campo progressista estaria sob ataque cerrado de grupos direitistas liderados, naturalmente, pelos Estados Unidos. Tudo começou em 2012, quando uma reunião sinistra de agentes políticos de inclinação de centro e de direita , realizada em Atlanta (EUA) traçou estratégias para desqualificar lideranças progressistas , principalmente da América do Sul.
Manolo Michardo, político da República Dominicana, que participou da tal reunião, disse à Carta Capital que “ alguns ex-presidentes latino-americanos de inclinação de centro ou direita discutiram como varrer adversários progressistas do mapa. Afinal, dizia um dos presentes, Luis Alberto Lacalle, ex-mandatário uruguaio, “não podemos ganhar desses comunistas pela via eleitoral”.
O plano , revelou Manolo, “ consistia em desmoralizar líderes progressistas via mídia com acusações de corrupção, inclusive a familiares, e ataques ao comportamento privado deles. Depois, converter os escândalos em processos judiciais que acabem com a carreira da turma”.
O Brasil surgi nesse plano macabro como espécie de carro chefe do que chamaram de esquerdismo . Era preciso liquidar a liderança mais emblemática do continente a ser varrida do mapa pelo “Plano Atlanta”. Manolo Pichardo confirma: “Toda a perseguição que desencadearam contra ele é parte da artimanha que procura desqualificá-lo para que não retorne à Presidência do Brasil e retome a aplicação de políticas públicas que favorecem a maioria. Isso em razão de que as oligarquias brasileiras e da região não concebem que as riquezas geradas sejam distribuídas com maiores níveis de justiça. É que não se dão conta de que em um processo de distribuição democrática da renda, o consumo aumenta e eles têm mais possibilidades de fazer negócios. E não se dão conta porque estão acostumados a acumular riqueza com base na exploração das grandes maiorias”.
Mera coincidência, mas a entrevista do líder da República Dominicana coincide com a divulgação de um assombroso relatório sobre a concentração de renda no mundo, pela ONG britânica Oxfam. Os dados são assustadores: 1% da população mundial tem renda igual aos 99% restantes. O Brasil está entre os países de maior concentração de renda do planeta.
O assunto deve estar na pauta de discussão do Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa amanhã na Suíça; Temer vai representando o Brasil, mas duvido que ele levante a voz contra esse escárnio. Te porque , ele não tem nenhum compromisso com a justiça social no país. Pelo contrário, Temer está no time dos que defendem a detonação dos programas sociais implementados no país nos últimos 14 anos. Ele é do time de patridiotas que usurpam as cores da Bandeira Nacional em manifestações de puro ódio ideológico e preconceito social.
Fica a pergunta: será que os grandes e os pequenos metidos a grandes países vão travar um debate sério sobre os graves problemas sociais do mundo

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