19 de março de 2018

Péssima notícia para Lula



A presidente do STF, Carmem Lúcia disse hoje que o habeas corpus preventivo a Lula está nas mão do ministro Edson Fachin, a quem caberá a iniciativa de levar ao plenário da suprema corte. A julgar por declarações recentes do relator, a situação de Lula é muito complicada. Fachin não dá nenhum indicativo de que possa retroagir na sua posição a favor do encarceramento do réu condenado em segunda instância.


13 de março de 2018

O que estão fazendo com a Venezuela?



Os Estados Unidos lideram uma política criminosa de isolamento da Venezuela, mesmo sendo a Venezuela o maior fornecedor de petróleo do mundo para os norte-americanos, mais até do que a Arábia Saudita. O Brasil foi um dos países sul-americanos que entrou na cantilena do Tio San e que , ao invés de atuar como mediador, decidiu partir para a hostilização ao país vizinho.
Tudo bem que Nicolás Maduro é um tosco, que conduz muito mal a política e a economia venezuelanas. Mas isso por si só não explica o clima de guerra que no Brasil se fomenta  contra aquele país, que até pouco tempo era o nosso maior parceiro comercial (superavit na balança comercial de cerca de  U$ 5 bilhões a favor do Brasil).
A Venezuela nadava de braçada na era Chaves quando o petróleo estava em alta. O preço do barril despencou e o incompetente Maduro não conseguiu segurar a onda. Para se segurar no poder, começou a brincar de ditador, sendo que nem qualidades para isso ele possui.
Mas a rigor, o povo venezuelano não pode ser massacrado pelos países vizinhos como está sendo atualmente. A economia, centrada apenas no petróleo, fica fragilizada quando os preços do produto no mercado internacional caem. Os últimos governos venezuelanos, principalmente Chaves, jamais se preocuparam em desenvolver a indústria e o setor de prestação de serviços , certamente acomodados pelo poderio econômico das suas gigantescas reservas petrolíferas.
O petróleo é um fóssil que ainda gera muita cobiça. E isso fragiliza os países produtores que não se prepararam para o jogo duro do mercado. Os árabes sempre souberam lidar com isso e pelo menos no auge da OPEP, permitiam no máximo que os grandes compradores cortassem o baralho, mas eram eles que davam as cartas.
O problema maior da Venezuela é sua proximidade com os Estados Unidos e o fato de depender quase 100% da venda do petróleo que extrai do seu subsolo. Os americanos tentaram privatizar a estatal do petróleo venezuelano num processo em que estavam mancomunados  multinacionais e grandes empresários nativos, inclusive barões da comunicação, os Marinho de lá. Mas aí surgiu um calo chamado Hugo Chaves no caminho dos entreguistas e o jogo virou. Chaves sentou em cima do petróleo nacional e gritou: “Aqui não, violão”.
Enquanto viveu, Hugo Chaves se manteve no poder, diga-se de passagem, por via direta (eleições populares) e conseguiu se impor no mercado, sem medo de enfrentar o seu poderoso comprador. Chaves chegou a esculhambar o presidente Bush numa assembleia geral da ONU.
Mas Chaves era Chaves. Maduro não é Chaves, e de tão verde chega a ser pândego. Disso se aproveitam os americanos e lhe apertam o torniquete do bloqueio econômico . O resultado é o desastre social que a sociedade venezuelana vive, sem que o governo do seu maior parceiro comercial no continente tenha a dignidade de colocar sua diplomacia a serviço do entendimento, e não do acirramento das tensões.
Em tempo: não nos iludamos: o Brasil é um grande fornecedor de matéria prima para os norte-americanos, que não estão se contentando apenas em comprar o nosso petróleo , mas querem dele se apoderar, como mostra o desmonte do regime de partilha do pre-sal, feito a partir de uma lei de autoria do senador tucano José Serra.
Aliás, foi Serra, enquanto Ministro das Relações Exteriores que pilotou a política externa brasileira de criminalização do governo venezuelano, contribuindo para piorar ainda mais a situação daquele povo

9 de março de 2018

Se as pessoas que pensam pensarem bem, Ciro é a bola da vez


Ciro Gomes não é um homem de esquerda, é um progressista e antes de tudo nacionalista, que tal qual o fundador do seu partido, Leonel Brizola, vê o neoliberalismo com maus bofes. “Ninguém sério no mundo defende essa perversão”, resume, deixando claro que vai bater pesado nos predadores do futuro do Brasil, que a tudo querem privatizar e a todas as políticas públicas de proteção social buscam desqualificar e desmontar.
Com uma biografia invejável, inclusive no campo acadêmico, da pesquisa científica (fez mestrado em Harvard e escreveu um livro sobre economia em parceria com o intelectual brasileiro Roberto Mangabeira Unger ), Ciro é ficha limpa e desafia a quem quer que seja a provar que ele tenha sido processado por improbidade, mesmo tendo exercido os cargos de prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e Ministro da Fazenda de Itamar Franco e da Integração Nacional, no primeiro governo Lula. Só para lembrar , foi ele que deu início às tratativas para viabilizar a transposição do Velho Chico.
Bem, quem fala o que ele fala, quem detona os políticos sabidamente corruptos como ele detona, é prova cabal de que não em rabo de palha. O que falam dele, e isso ele admite, é que o cearense de Pindamonhangaba (nasceu em São Paulo e foi menino para o Ceará) tem pavio curto. Às vezes, quando irritado, ele parte pra porrada verbal, bem ao estilo Requião. Mas não pode ser chamado de desequilibrado, porque nunca perdeu a linha enquanto exercia os elevados cargos já citados.
Mas o que mais impressiona em Ciro Gomes é sua capacidade de verbalização, o preparo e a cultura que demonstra possuir e a visão de futuro de que tanto o Brasil precisa nesse momento.
Ao ser lançado pré-candidato pelo PDT, foi claro sobre seu projeto de Brasil: combater a desigualdade social e incrementar a industrialização do país são suas prioridades. Para os trabalhadores, um alento: “é preciso evitar que a massa salarial dos brasileiros se transforme, relativamente, na pior do mundo”.
Lembra sempre em suas palestras e entrevistas que “ nos anos 80 a produção industrial brasileira superava as da China, Malásia, Vietnã, Cingapura e Coreia do Sul somadas. Hoje, a China tem uma produção seis vezes e meia a do Brasil. Desde então, a relação entre produção capital e PIB caiu de 30% para menos de 10%.Por isso, defendo que é preciso retomar a industrialização com base em vários eixos”.
Exemplos? “No agronegócio 40% de todos os insumos utilizados na principal atividade da economia brasileira são importados. O Brasil não fabrica defensivos ou implementos agrícolas. Precisa voltar a fabricar”.
Critica duramente a entrega do patrimônio nacional pelo atual governo ao capital estrangeiro, lembrando Brizola quando se indignava com “as perdas nacionais”. Cita, por exemplo, o caso recente do cargueiro KC-390: “ Fabricado pela Embraer, este avião poderia dominar o mercado mundial. Faltavam R$ 700 milhões para homologar o cargueiro, mas o dinheiro não foi liberado e optou-se por entregar a Embraer à Boeing, uma fusão fictícia”.
Quando o assunto é petróleo lembra “a cadeia do petróleo e gás, colocada pelo governo Temer a serviço das grandes transnacionais. O Brasil agora enfatiza a exportação de petróleo bruto, aumentou a importação de derivados dos Estados Unidos e subutiliza seu próprio parque de refino. Um absurdo sem tamanho”.
De uma coisa não tenho dúvida: sem Lula na parada Ciro Gomes torna-se o cara. O PT deveria, desde já, lançar mão de um plano B e com humildade franciscana (o que parece muito difícil) abrir mão do protagonismo, para fortalecer o campo progressista, de preferência dando Fernando Haddad como vice. Haddad é um dos melhores quadros da política brasileira no momento e qualificaria de maneira extraordinária a chapa presidencial liderada por Ciro Gomes.
A direita vem babando, com Geraldo (opus dei) Alckmin, Jair (gatilho) Bolsonaro e Rodrigo (Nhonho) Maia. Que Deus tenha piedade de nós.

8 de março de 2018

Sinal amarelo

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Você não precisa ser um revolucionário, não precisa ser um socialista e nem sequer ter afinidades com a esquerda. Basta ser um democrata, um nacionalista e ter sensibilidade social para saber que se os partidos que habitam o campo progressista não se unirem agora, a direita leva, ou com Bolsonaro ou com Alckmin. E aí, o golpe contra o estado do bem-estar social sacramentado na Constituição de 1988 irá definitivamente para o vina

Deus livre os aposentados


Rodrigo Maia será candidato a presidente da república pelo DEM. Deixou claro que se chegar lá colocará um freio nas despesas correntes do governo, principalmente dos benefícios previdenciários. Coitados dos pensionistas e daqueles que estiverem sobrevivendo com auxilio doença. Esse consegue ser mais perverso de que "Bento Carneiro", o vampiro brasileiro.
Ele cutucou Ciro Gomes, dizendo que o ex-governador do Ceará tem visão atrasada de economia. Num debate , Ciro Gomes trucida Maia.

Joguem fora as ilusões


         .  por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
Não é possível ter mais qualquer ilusão: o jogo institucional conduzirá Lula para a cadeia.
A lógica do golpe – iniciado nas ruas em 2013, interrompido nas urnas em 2014, e retomado com total apoio midiático após as passeatas amarelas (2015) que levaram à derrubada de Dilma (2016) – é a interdição de Lula e do PT.
Dias antes do STJ reunir-se para negar (nesta terça-feira, 6 de março) o habeas corpus pedido por Lula, li análises de advogados de esquerda que (mesmo em privado) ainda faziam apostas ilusórias, contando com votos e decisões que contrariassem a Lava-Jato – reversões todas baseadas em sólidos argumentos jurídicos.
Ilusão. A ordem jurídica de 1988 desmoronou. A hora é de jogar fora as ilusões.

Tira , põe;põe, tira...

 
Não, não cara e caro, não é descrição de nenhuma sacanagem. É um quadro da promiscuidade que virou a intervenção federal no Rio. A badalada e incensada intervenção midiática do Ilegítimo.
O tráfico vai lá e coloca barricadas. O valoroso Exército nacional vai lá e tira as barricadas. Um põe, outro tira e a ´´brincadeira`` vai a rolar. Quer retrato mais grotesco do nosso retrocesso que isso? 
          . José Maschio, no face

1 de março de 2018

A história se repete, geralmente como tragédia


Quando recebeu catadores de papel no Palácio, ele chorou de emoção; foi às lágrimas o dia que viu o BNDES liberar dinheiro para a estruturação de uma cooperativa de reciclagem de São Paulo. Era o fim do seu segundo governo e Lula se emocionava toda vez que se referia a um relatório da FAO dando conta de que o Brasil tinha saído do mapa mundial da fome.

Não tomem isso como uma defesa do ex-presidente porque não sou "Lulete", apenas não sou "Lulofóbico". E isso que estou relembrando aconteceu de fato, foi registrado por câmeras de redes de televisão , menos da Globo.
Lula cometeu erros. Cometeu sim e não foram poucos. Mas no campo social, seus acertos foram muitos ; no campo econômico, também, pois nos seus 8 anos de governo o Brasil cresceu, teve política de pleno emprego, a indústria avançou e o baronato também ganhou dinheiro muito dinheiro. Lula foi sim, o pai dos pobres a e mãe dos ricos.

É verdade que grandes contradições marcaram o seu governo. Como contraditório foi o período Vargas, foi a era JK. Vargas terminou seu governo enxovalhado, denunciado, execrado pela elite, politicamente liderada pela UDN. Deu um tiro no peito para sair da vida e entrar na história. JK , que construiu Brasilia , trouxe a industria automobilística para o país, também saiu enxovalhado e morreu num acidente até hoje inexplicado na Via Dutra. Jango quis fazer reformas profundas, depois de ter muita dificuldade de assumir a presidência com a renúncia de Jânio. Foi apeado do poder pelo golpe militar. Morreu exilado no Uruguai, onde há suspeita de que teria sido envenenado.

Qual será o fim de Lula? Do jeito que está o andar da carruagem, acabará preso e inelegível. Daí pra frente não se pode prever mais nada. Não vou estar aqui para ver, mas nossos filhos e nossos netos saberão no futuro, se este filme teve final parecido com os protagonizados por Getúlio, JK e Jango.