24 de junho de 2018

A pergunta que não quer calar


"Qual é a função pública ocupada no Paraná pelo deputado Ricardo Barros que o faz cumprir expediente no gabinete da governadora?"

    Ruth Bolognese (Blog Contraponto)

22 de junho de 2018

Lava Jato constrangeu testemunha


                                        . Luis Nassif  (Jornal GGN )

O escândalo não é exatamente uma novidade. Foi reportado pela primeira vez em furo jornalístico do Conjur. Em abril de 2016, o portal divulgou gravação em que agentes da Lava Jato em Curitiba aparecem constrangendo testemunhas para montar uma denúncia contra Lula envolvendo o sítio de Atibaia. Nesta semana, uma delas depôs diante do juiz Sergio Moro e confirmou os relatos de abusos praticados na origem da investigação.

A esposa e filho de 8 anos de Lietides Pereira Vieira foram retirados de sua residência e levados por policiais armados e procuradores de Curitiba, entre eles o doutor Januário Paludo, para o sítio de Atibaia. Detalhe: sem nenhuma ordem de condução coercitiva, nem outro tipo de mandado, nem "papel nenhum", segundo Leitides. No sítio, a mulher foi interrogada sobre as faxinas que fazia no espaço, pagas por Fernando Bittar, o proprietário. Quiseram saber o que ela poderia falar sobre Lula.

"Isso é sequestro. É coação de testemunha. Isto é o que nós temos denunciado nesta casa, o que acontece diariamente nesta ‘República de Curitiba’ por esses juízes e procuradores que rasgaram a Constituição e perderam o limite, perderam qualquer escrúpulo diante da sua sanha criminosa de perseguir a tudo e a todos em busca de seus objetivos", disparou o deputado federal Paulo Pimenta (PT) na Câmara, na quarta (20), após tomar conhecimento do relato.

Leitides - que é irmão do caseiro do sítio, Élcio Pereira Vieria, mais conhecido como Maradona - disse a Moro que os procuradores e policiais esperaram ele sair de casa para levar a esposa e filho. "Não é bem que ela concordou, eles levaram ela. Disseram: 'Você vai ter que ir depôr."

Ele citou a presença do "doutor Paludo", em referência a Januário Paludo, procurador da Lava Jato, e relatou ainda que o filho faz tratamento psicológico com a pediatra até hoje. "Ele ficou muito tenso. Ele adoeceu. Por 8 dias, ele dormiu atracado comigo no meu pescoço, com medo."

Paludo é o procurador que Moro usou para manter os bens de Lula bloqueados, conforme mostrou o GGN nesta matéria aqui. Ele também assinou o parecer do MPF que insistia em ouvir os grampos ilegais feitos no escritório da defesa de Lula. Junto com Paludo, foram atrás das testemunhas Athayde Ribeiro, Roberson Pozzobon e Julio Noronha.

Sergio Moro se disse "surpreso", mas não foi com só com o relato de possível abuso de autoridade, mas sim com o fato de que a testemunha revelou o episódio em audiência na Justiça Federal, enquanto era questionada pela defesa de Fernando Bittar. Moro deixou no ar a suspeita de que a defesa poderia ter preparado a testemunha.

O procurador de Curitiba que senta ao lado de Moro nas audiências demonstrou evidente incômodo com a "descoberta". Quando a defesa de Bittar relatou que tinha um e-mail com o nome dos procuradores e seus respectivos telefones - deixado pelos mesmos com outro irmão de Maradona, que também foi assediado - o procurador (não identificado) tentou abafar o microfone com a mão para soprar algo a Moro. Só é possível ouvir com clareza as palavras "pronta" e "testemunha".

Diante do grave relato, Moro suspendeu o depoimento e prometeu investigar o caso. Deu prazo de 5 dias para explicações do Ministério Público e PF.

Mas não é como se Moro não tivesse ouvido esses relatos de abuso antes. Ele só não "lembrava", mas a defesa de Bittar também destacou o depoimento em que Maradona, o caseiro, também detalhou a abordagem agressiva dos agentes da Lava Jato.

Seu outro irmão, Edivaldo Pereira Vieira, um "faz tudo" no sítio, apareceu sendo pressionado pelos procuradores em duas gravações que foram reveladas pelo Conjur em abril de 2016. A reportagem já foi citada pela defesa de Bittar nas audiências com Moro.

Segundo o UOL desta quarta (20), Edivaldo também relatou o "constrangimento" que sofreu pela pressão dos procuradores no depoimento que prestou na 13ª Vara de Curitiba, ocasião em que o advogado Alberto Toron ressaltou que ele fora interrogado em sua casa, "sem mandado, sem nada".

Moro, em defesa da Lava Jato, perguntou: "É ilegal, doutor, inquirir a testemunha na casa dela?" Toron respondeu que é o magistrado quem vai decidir. Resta saber como o fará em processo que envolve Lula. 

Na ação penal da Operação Integrada - que envolve propina a agentes do governo do Paraná - Moro mandou anular o depoimento do ex-assessor da Casa Civil de Beto Richa, que confessou que recebeu, por meio de suas empresas, recursos supostamente ilícitos para a campanha do tucano.

Ali, Moro argumentou que achou um erro que o depoimento tenha sido tomado na casa do ex-assessor de Richa sem que ele tivesse ouvido seus direitos sobre não ser obrigado a responder nada e sobre ter direito à presença de um advogado. 

Esses direitos foram mencionados às testemunhas do caso do sítio? Tudo indica que não.

Moro vai considerar que a investigação foi contaminada por ilegalidades? 



O chaveiro de Trump


Donald Trump, o ídolo de Bolsonaro, separou pais imigrantes de filhos, colocando as crianças em abrigos semelhantes a campos de concentração. Entre essas crianças, oito são brasileiras, com idades que variam de 6 a 17 anos.
Cadê o destaque que a nossa mídia deu ao fato? E onde está a diplomacia brasileira, que se encontra de braços cruzados quando deveria, isto sim, estar exigindo a repatriação das crianças?
Trump, todo mundo sabia, inclusive os norte-americanos que nele votaram, que a Casa Branca seria ocupada por um xenófobo, insensível e irresponsável. O Brasil corre risco semelhante, porque o chaveirinho de Donald Trump está saltitante e empolgando, perigosamente, uma crescente legião de desavisados.
Por mais que muitos brasileiros não se cansem de tomar os Estados Unidos como exemplo de democracia, importar o modelo Trump É cavar nossa sepultura.

15 de junho de 2018

Bondade de período eleitoral



A governadora Cida Borgheti anda generosa por demais. Mandou a Secretaria de Esportes oferecer telões a algumas prefeituras para que a população possa ver jogos da Copa do Mundo. Um dos prefeitos contemplados foi o parceiro Marcelo Belinati , do mesmo partido, que já oferece telões de  LED de 3 x 2 metros em um centro esportivo. Em Maringá a oferta chegou um pouco tarde porque o prefeito Ulisses Maia já havia mandado instalar um de igual tamanho na Vila Olímpica.
Fontes: blog do Rigon e site da prefeitura de Londrina


11 de junho de 2018

Servidores tiram a governadora da zona de conforto



O clima para a governadora Cida Borgheti tem sido de festa desde que assumiu a titularidade do cargo. Muitos cumprimentos, abraços e agradecimentos, sobretudo de prefeitos, pela dinheirama que Sua Excelência tem repassado aos municípios. E, surfando nessa onda de loas, ela percorre o Estado para inflar o balão da campanha pela reeleição.

A partir dessa semana, no entanto, a governadora começa a enfrentar alguns probleminhas que a obrigará a sair um pouco da zona de conforto. A pendenga que deverá enfrentar é a revolta do funcionalismo público que busca recomposição salarial e a volta da data base que o ex-governador Beto Richa alterou unilateralmente.

Liderados pelos professores, os servidores estaduais vão, primeiro, tentar negociar com a governadora a volta da data base e uma pauta de recomposição de perdas salariais, que chegam a 12% , só nos dois governos de Beto Richa, o último com participação direta de Cida, na condição de vice-governadora.

Portanto, a  governadora não pode dizer agora a defasagem não é problema seu. Se tentar lavar as mãos e não der solução para o problema, terá que conviver com greves e acampamentos no Centro Cívico, o que não é nada bom para quem disputa uma eleição para se manter no cargo. Alegar que o governo está sem caixa para atender a pauta de reivindicações dos servidores , não cola, porque as entidades representativas das diversas categorias profissionais do quadro próprio, tem levantamentos técnicos que provam o contrário. Além de que, a governadora tem se mostrado muito “generosa” com os prefeitos na distribuição  de verbas, com fins indisfarçavelmente eleitoreiros.



8 de junho de 2018

Marcelo Odebrecht na malha fina

 A fina ironia da professora Marta Bellini, da UEM:

"Saiu hoje o primeiro lote da restituição do IR. Ao contrário de muitos cidadãos que aproveitam essa data para tentar conseguir aquela graninha de volta, Marcelo Odebrecht teve mais uma decepção.
O ex presidente da empreiteira mais famosa do Brasil descobriu que caiu na malha fina. Alvo de vários escândalos, Marcelo preferiu não se pronunciar, mas fontes seguras afirmam que isso aconteceu porque ele esqueceu de declarar FHC como seu dependente. Como Fernando Henrique já está há bastante tempo recluso em seu apartamento em Higienópolis, Odebrecht esqueceu completamente que ele existia.
Após a correção, Marcelo será declarado o empresário com maior número de dependentes no país.
Marcelo Odebrecht cai na malha fina do IR porque esqueceu de declarar FHC como dependente".