6 de novembro de 2018

Bolsonaro pisa na bola com o mundo árabe e deixa o agronegócio com a pulga atrás da orelha


O QUE BOLSONARO QUER DE ISRAEL, UMA FÁBRICA DA GLOCK OU OS DRONES ASSASSINOS?

O presidente eleito vive cheio de mesuras para o lado de Israel, mas deixa transparecer um certo ar de provocação ao mundo árabe. O anúncio que fez de levar a embaixada brasileira de Telavive para Jerusalém,  pode criar sérias consequências para o agronegócio brasileiro, que tem nos países árabes seus grandes compradores, principalmente de  frangos e derivados.

Os empresários catarinenses desse setor apoiaram Bolsonaro com todo entusiasmo , mas se a mudança da embaixada se concretizar,  terão muitos contratos cancelados.

Mas afinal, que interesses o Brasil pode ter mais em  Israel do que nos países árabes? E o que o Brasil compra de Israel? Compra quase nada. Talvez Bolsonaro esteja agora interessado nos drones que matam e na vinda pra cá de uma fábrica da Glock. Era dessa marca a pistola que os assaltantes tomaram dele no Rio, onde levaram também a moto e o capacete do  deputado.

Não me recordo de nenhum premier do estado de Israel já ter visitado o Brasil. Diante do flerte do presidente brasileiro eleito em 28 de outubro com o governo israelense, é possível que o presidente Benjamin Netanyahu venha para a posse.

Se não vier, ele pode até mandar para Bolsonaro uma pistola Glock de presente. Talvez Netayahu não queira perder tempo viajando para um país onde tem pouco interesse comercial.
Pra ele,  deve ser mais interessante ficar lá, planejando ações de massacre ao povo palestino.

3 de novembro de 2018

Livre pensar



A tolerância é uma virtude. 
Mas deixa de ser quando você tolera o intolerante

29 de outubro de 2018

O provável novo cenário


O BRASIL DA ERA BOLSONARO E OS PROVÁVEIS PROTAGONISTAS DA NOVA CENA POLÍTICO-PARTIDÁRIA
Passadas as eleições, que tiveram dois extremos no segundo turno, é hora das conjecturas sobre o novo quadro político-partidário brasileiro, que terá um presidente até pouco tempo atrás improvável e um parlamento com renovação surpreendente, de caras e não necessariamente de idéias.
Uma coisa já parece muito clara: o Lulopetismo saiu fragorosamente derrotado das urnas, mas não significa que está morto. Teve redução da sua bancada na Câmara mas mesmo assim continuará sendo o partido com o maior número de parlamentares, seguido pelo até então inexpressivo PSL , inflado pelo fenômeno Bolsonaro.
É claro também o fato de que o PT , que já tinha perdido muita massa muscular nas eleições municipais de 2016, tentará manter a hegemonia da oposição. Só tentará, porque a cláusula de barreira levará muitos pequenos partidos, inclusive de esquerda, a buscarem sua sobrevivência nas fusões com agremiações maiores. Poucos, ou quase nenhum nanico, buscará o guarda-chuva petista.
Este é um cenário que não favorece o PT, que tende a ficar confinado nos grotões, ainda mais se insistir na narrativa do “nós contra ele”. Até porque, lideranças do mesmo espectro ideológico podem ser infladas por meio de fusões e incorporações e dessa forma, assumir o protagonismo da oposição ao governo Jair Bolsonaro.
Não precisa ser pitonisa para prever o crescimento, por exemplo, do PDT e do PSB, abrigo natural de siglas nanicas que , por serem nanicas, sucumbirão à cláusula de barreira. Em termos de nome , é possível imaginar pelo menos dois, que tentarão se colocar como atores principais na cena política do país a partir de janeiro . Um, por razões óbvias, é o próprio Fernando Haddad, herdeiro natural do espólio político de Luis Inácio Lula da Silva, que dificilmente se desvencilhará das garras da Justiça em tempo de pedir a bola e chamar o jogo pra si.
O outro é Ciro Gomes, que a despeito de todo o emparedamento que lhe impôs o cacique petista na fase das pré-convenções , saiu fortalecido das urnas no primeiro turno.
Certamente magoado com o Lulotetismo, que lhe tirou o PSB e impediu que alguns governadores do Nordeste fossem com ele, Ciro Gomes fez as malas e viajou com a família para a Europa assim que foi anunciado o resultado das urnas.
Voltou na antevéspera do segundo turno , teve uma recepção apoteótica no aeroporto de Fortaleza e quando todos imaginavam que anunciaria ali seu apoio a Fernando Haddad, ele passou direto. No dia seguinte insinuou , como fizera no fechamento das urnas do primeiro turno, um “# ele não”, mas não foi além disso.
Claro que causou grande decepção aos apoiadores e simpatizantes da candidatura Haddad. Por que Ciro Gomes se omitiu no momento mais crucial da campanha, justamente quando Haddad ensaiava uma virada? Apenas mágoa pela rasteira que levou? Se foi isso, com certeza se apequenou. O que ele quis dizer com o “não tomo partido por questões práticas?”.
Em princípio me pareceu que havia, somado ao ressentimento , o desejo de se descolar já do petismo, para começar aqui e a gora, a sua nova caminhada rumo a 2022.
Este raciocínio , creio eu, é o mais lógico. Mas vendo hoje na TV Senado a análise consistente e desapegada do historiador Antônio Barbosa (UnB), tive a certeza de que Ciro já está em campanha para a sucessão de Jair Bolsonaro, começando por comandar um processo de articulação de uma oposição menos figadal no Congresso. Nem digo uma oposição diretamente à figura do presidente, mas ao projeto neoliberal comandado por um certo Posto Ipiranga, que também atende pelo nome de Paulo Guedes.
Se esta leitura estiver correta, escrevam aí: Ciro Gomes, que terá seu irmão Cid como senador, moverá céus e terras para isolar o PT nos embates políticos contra projetos impopulares que certamente voarão do Palácio do Planalto para a mesa do presidente da Câmara Federal. Ciro, vamos combinar , é político sagaz. Sabe como agitar o ambiente partidário e nessa queda de braço com o bolsonarismo, tentará colocar o PT na condição de mero coadjuvante.
Vai ser interessante, muito interessante, acompanhar o processo de construção da nova correlação de forças no Parlamento brasileiro que, bem ou mal, é onde a onça bebe água. Pelo menos na vigência plena do regime democrático. Que os anjos digam , amém.

Simples assim


O clima de euforia não comporta qualquer observação crítica ao discurso do vencedor. Tudo pode parecer choro de derrotado. Mas há um dado que é revelador do grande empenho feito pela elite empresarial neste segundo turno a favor da candidatura consagrada ontem nas urnas.
Ouvi um economista comentar agora de manhã na CBN que está embutido no orçamento da União para 2019 uma renúncia fiscal de cerca de R$ 350 bilhões. É mais que o dobro do déficit público atual, que servirá como pretexto para o novo presidente acelerar, ainda este ano, o processo de reforma da previdência, que deve brindar o trabalhador brasileiro com a aposentadoria pé na cova.
Há também a sedutora proposta de aprofundar a perversidade da reforma trabalhista com a criação das carteiras de trabalho azul e a verde e amarela . A primeira preserva alguns direitos e a segunda, suprime todos os direitos. Vai na linha daquilo que o candidato falou várias vezes na campanha: "O trabalhador terá que optar entre ter todos os direitos e ficar sem emprego ou ter o emprego e abrir mãos dos direitos".
Não pensem que o apoio maciço do grande empresariado ao candidato vencedor se deu apenas devido à cor dos seus olhos.

25 de outubro de 2018

"Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos"


O texto da ex-editora executiva da Folha de São Paulo, publicado hoje pelo jornal é uma demonstração de coragem e compromisso com a verdade histórica. Copio e colo aqui, porque trata-se de uma tentativa, ainda que isolada, de resgate da dignidade do jornalismo brasileiro que, por medo ou comprometimento com a causa fascista, está descendo a ladeira, a caminho do alagadiço. Vale a pena ler:


Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando.
As palavras são ditas de forma crua, sem tergiversação –com brutalidade, com boçalidade, com uma agressividade do tempo das cavernas. Não há um mísero traço de civilidade. É tacape, é esgoto, é fuzil.
Para o candidato-nojo, é preciso extinguir qualquer legado do iluminismo, da Revolução Francesa, da abolição da escravatura, da Constituição de 1988.
Envolta em ódios e mentiras, a eleição encontra o país à beira do abismo. Estratégico para o poder dos Estados Unidos, o Brasil está sendo golpeado. As primeiras evidências apareceram com a descoberta do pré-sal e a espionagem escancarada dos EUA. Veio a Quarta Frota, 2013. O impeachment, o processo contra Lula e sua prisão são fases do mesmo processo demolidor das instituições nacionais.
Agora que removeram das urnas a maior liderança popular da história do país, emporcalham o processo democrático com ameaças, violências, assassinatos, lixo internético. Estratégias já usadas à larga em outros países. O objetivo é fraturar a sociedade, criar fantasmas, espalhar medo, criar caos, abrir espaço para uma ditadura subserviente aos mercados pirados, às forças antipovo, antinação, anticivilização.
O momento dramático não permite omissão, neutralidade. O muro é do candidato da ditadura, da opressão, da violência, da destruição, do nojo.
É urgente que todos os democratas estejam na trincheira contra Jair Bolsonaro. Todos. No passado, o país conseguiu fazer o comício das Diretas. Precisamos de um novo comício das Diretas.
O antipetismo não pode servir de biombo para mergulhar o país nas trevas.
Por isso, vejo com assombro intelectuais e empresários se aliarem à extrema direita, ao que há de mais abjeto. Perderam a razão? Pensam que a vida seguirá da mesma forma no dia 29 de outubro caso o pior aconteça? Esperam estar livres da onda destrutiva que tomará conta do país? Imaginam que essa vaga será contida pelas ditas instituições –que estão esfarrapadas?
Os arrivistas do mercado financeiro festejam uma futura orgia com os fundos públicos. Para eles, pouco importam o país e seu povo. Têm a ilusão de que seus lucros estarão assegurados com Bolsonaro. Eles e ele são a verdadeira escória de nossos dias.
A eles se submete a mídia brasileira, infelizmente. Aturdida pelo terremoto que os grandes cartéis norte-americanos promovem no seu mercado, embarcou numa cruzada antibrasileira e antipopular. Perdeu mercado, credibilidade, relevância. Neste momento, acovardada, alega isenção para esconder seu apoio envergonhado ao terror que se avizinha.
Este jornal escreveu história na campanha das Diretas. Depois, colocou-se claramente contra os descalabros de Collor. Agora, titubeia –para dizer o mínimo. A defesa da democracia, dos direitos humanos, da liberdade está no cerne do jornalismo.
Não adianta pedir desculpas 50 anos depois".

23 de outubro de 2018

Tempos apavorantes,de exacerbação dos sentimentos homofóbicos

  O texto é do blogueiro  Luis Modesto, de Maringá:

"Aos que amo, evitem andar só!
Espero que tudo esteja bem contigo ao ler estas linhas.
Escrevo para compartilhar um aperto que tem convivido de forma conflitante com a esperança em meu peito.
A cada dia recebo nova e mais impactante notícia sobre a violência que temos sofrido nas ruas e nas famílias. Xingamentos, ameaças, demissões, espancamentos e assassinatos. Todos os dias nos chegam relatos.
Sei que teu corpo em transformação te torna alvo. Tua cor, cabelo e roupas te tornam alvo. Teu desejo de uma sociedade mais justa e socialista, teu feminismo, tua defesa do desenvolvimento e da soberania nacional atraem ódio. Discordar pode ser sentença.
Nossos dias contemplam as tragédias passadas e veem a roda da história repeti-las sob a mais absurda farsa, dando triste concretude à máxima do autor do 18 Brumário de Luís Bonaparte.
Sei que vocês tem sentido insegurança e desconforto em alguns locais públicos e as vezes em suas próprias famílias, e pelo que tenho entendido, não são muitos os que se mostram dispostos a chegarem às vias de fato. Sei que o que dá mais insegurança é a conivência ou apatia daqueles que considera pessoas boas e o silêncio obsequioso de parcela dos que falam sobre democracia.
Na Berlim das vésperas de Hitler, os bares e cafés fervilhavam cultura e liberdade. Era oásis para o mundo progressista e para quem buscava respirar ares mais leves. Janelas começaram a ser estilhaçadas e nenhum vizinho se levantou.
Pessoas começaram a ser presas por serem ou pensarem diferente e todos fingiam não perceber. Houve fogueiras de livros, e teve quem assistiu as chamas iluminarem as ruas de suas janelas. Judeus, homossexuais e comunistas começaram a ser levados para os campos de concentração, e tudo parecia natural.
O Führer era o grande líder de uma “Alemanha acima de tudo”, lema nazista. Um mito!
Tal como os anos de chumbo no Brasil, desinformação e conivência social permitiram a continuidade do regime e a repressão da resistência.
O messianismo de hoje ressuscita o voto de cabresto em alguns templos, desperta em parcela significativa das Forças Armadas a ousadia de retomar as rédeas da Nação e autoriza a livre manifestação da violência indiscriminada, pondo em terra a premissa do estado como único detentor do uso da força.
No contra fluxo desse aperto, a esperança pede para resistir nesses poucos dias que nos restam. É necessário ter em mente as especificidades tenebrosas dessa quadra da história e refinar nossa forma de agir.
Podemos ser vitoriosos – e haveremos de ser! – mas ainda restará um fel a diluir nos anos que virão.
Sei que vocês são fortes e não se afastam de nossas trincheiras, e que essa obstinação e força é nossa chave para a vitória, mas peço com carinho e cuidado: não andem a sós.
Escrevam, conversem, organizem, denunciem, mas olhem ao redor. A democracia não nos pede martírio, mas luta organizada e inteligente.
Ampliar nossas fileiras é essencial e os nossos já estão aqui, todos e todas. Há progressistas nas igrejas, lojas e fábricas, mas precisamos trazê-los. Onde menos imaginamos há quem também se incomode com isso tudo que tem emergido, mas não entenderão se usarmos nossos argumentos.
É preciso olhar com os olhos do outro, sentir com o coração e a carteira do outro, reconhecer seus anseios e fazer o chamado: vem que estamos contigo!
Se a tática do inimigo, tal como os Jesuítas com os nativos, foi aprender a forma de falar e as necessidades de quem querem conquistar, a nossa, que somos parte desse povo, é de mergulhar profundamente em suas inseguranças e medos e semear esperança na democracia.
Te peço, inteligência tática e atenção a tudo o que está ao teu redor, cautela e evitar andar só. Precisamos de você bem para o momento seguinte, o de preparar o Brasil para um tempo de paz e prosperidade".

17 de outubro de 2018

Democraticídio

               
                         . Tereza Cruvinel (Jornal do Brasil)


As advertências sobre o risco Bolsonaro para a democracia não são choro antecipado de perdedor, artifício de petistas desesperados para virar o jogo.
O democraticídio virá, não apenas porque condiz com a natureza autoritária do deputado-capitão, mas porque, se eleito, não será capaz de dar outra resposta aos impasses que enfrentará.
Os avisos vêm até dos que ajudaram a semear o antipetismo, um dos mais fortes nutrientes da candidatura favorita.

Outros, que poderiam falar mais alto, justificam a omissão com a bazófia de que, ainda que ele tente, nossas instituições terão força para evitar qualquer ruptura.
Em 1964 também tínhamos instituições que pareciam funcionar, mas elas não apenas cederam ao primeiro movimento de tanques.

Elas ajudaram a executar a parte civil do golpe. Bolsonaro e seu entorno, a começar do vice troglodita, nunca esconderam o pendor autoritário e a saudade da ditadura, nos elogios da tortura e nas homenagens ao grande torcionário, Brilhante Ustra.
E sempre expôs com sinceridade brutal seus preconceitos contra mulheres, gays e negros.
A partir de 2013, a nostalgia da ditadura foi legitimada pelos manifestantes que passaram a pedir intervenção militar.

E ele foi crescendo, como estuário de ressentimentos, do antipetismo, do incômodo dos conservadores, das vítimas da recessão, dos revoltados com a corrupção (insuflados pela Lava Jato) e dos ansiosos por uma promessa de segurança.

Militares já no poder
Já está em curso uma tomada de poder pelos militares, facilitada por Temer, ao nomear um general para a Defesa e fazer de outro homem forte palaciano.
O presidente do STF, Dias Toffoli, também arranjou um general para chamar de seu.
Um grupo de militares ligados à campanha de Bolsonaro atua com toda desenvoltura em Brasília, elaborando projetos de infraestrutura e desenhando a ocupação do governo.
Militares e policiais eleitos para a Câmara formarão uma bancada importante.
Foi percebendo a militarização do poder que o guarda de Campinas disse ontem, ao prender estudantes que panfletavam por Haddad: “a ditadura militar voltou, graças a Deus”.
Então, é lorota esta conversa de instituições que vão resistir. Elas já estão em frangalhos.
E ainda que o capitão, se feito presidente, seja forçado ao comedimento pelo banho sagrado do voto popular, outros fatores o empurrarão para soluções autoritária, tais como seu indiscutível despreparo para governar, sua inaptidão para lidar com os cânones do presidencialismo, que pressupõem a divisão do poder com o Congresso.

O que ele fará quando sofrer a primeira grande derrota parlamentar?
Daqui para o dia 28, debate não haverá, como se depreende da grosseira resposta que ele deu ontem a Haddad, por rede social: “quem conversa com poste é bêbado”.
Nesta linha, falando das famílias que buscam os corpos dos mortos no Araguaia, ele já disse que “quem procura osso é cachorro”.

Sem debate, receberá um cheque em branco, em relação à democracia e às políticas que adotará.
Ignorante confesso de economia, delegará os problemas a seu “posto Ipiranga”, o economista Paulo Guedes, já previamente nomeado ministro da Economia (uma superpasta que Collor também entregou à sua superministra Zélia Cardoso de Mello).
Por ser um neoliberal extremado é que o mercado abraça Bolsonaro.
Para resolver o problema da dívida pública, Guedes quer uma privatização generalizada, vai manter a emenda que congela o gasto público e proporá reformas tributária e previdenciária. Bolsonaro terá que entregá-las.

Seu PSL elegeu 52 deputados, fazendo a segunda maior bancada, mas para aprovar uma emenda constitucional serão necessários 308 votos.
Será preciso buscar 256 voltos em negociações com os partidos mas ele já disse que não negocia, não barganha.

Em algum momento, haverá trombada. Direitos serão suprimidos, ele já avisou, e haverá resistência nas ruas, ninguém duvide. E ele vai mandar as tropas, ninguém também duvide. Não enxerga quem não quer os sinais do que virá.