26 de março de 2019

O problema dele é ele mesmo



O presidente Bolsonaro deu ordens para que a caserna celebre a ditadura militar, o regime que prendeu, torturou e matou adversários políticos com a justificativa de uma falsa (e ridícula) ameaça comunista.
Até os generais da ativa devem estar constrangidos com isso. Principalmente se lembrarem de que Bolsonaro era desprezado pela cúpula do Exército, que o via como um desequilibrado e inconsequente. O presidente Geisel, por exemplo, achava Bolsonaro um mau militar, “completamente fora do normal”.
Numa entrevista concedida ao site Terra Magazine o ex-ministro e senador Jarbas Passarinho (+), que era militar, disse sobre Bolsonaro: “ Já tive com ele aborrecimentos sérios. Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Os da direita me fazem lembrar aquele livrinho da Simone de Beauvoir sobre “O pensamento de direita: “O pensamento da direita é um só: o medo”. O medo de perder privilégios”.
Com seu discurso tosco de preservação dos valores éticos da família e de enfrentamento ao “perigo vermelho”, Jair Messias Bolsonaro conquistou corações e mentes. O analfabetismo funcional fez do capitão presidente da república em 2018.Mas o comportamento político do presidente continua igual ao do candidato, o que é ruim para ele e péssimo para o país.
Nos Estados Unidos nos envergonhou com tanta vassalagem. No Chile, constrangeu até o presidente chileno com elogios ao ditador Augusto Pinochet, de quem copia o sistema previdenciário que quer enfiar goela abaixo dos brasileiros.
Que não venham os bolsominions dizer que estão perseguindo o mito e apostando no quanto pior melhor. O problema de Bolsonaro não são seus adversários políticos. O problema dele é ele mesmo.

24 de março de 2019

Defender a reforma da previdência só por interesse ou total desinformação



SE VOCÊ LER ISSO E VER O VÍDEO, SÓ FICARÁ A FAVOR DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA SE TIVER ALGUM INTERESSE NESSA PILANTRAGEM OU SE FOR MESMO UM ABESTADO. DESCULPE A FRANQUEZA, MAS NÃO DÁ PRA TRATAR ESSA POUCA VERGONHA COM ESPÍRITO REPUBLICANO.

A Previdência é antes de tudo um sistema de proteção social, que visa garantir uma vida digna para aquelas pessoas que trabalharam a vida inteira e que ao deixar o mercado de trabalho, tem o direito a viver sossegado. Por isso, a Previdência é bancada por várias fontes de arrecadação, destinadas a formar o orçamento da seguridade social, da qual faz parte a saúde, a assistência social e também a previdência. A contribuição do empregado e do empregador é apenas uma pequena parte do que a SS recebe. O seu orçamento é formado ainda pelo Pis-Cofins, pelo Pis-Pasep, pelo Ipva e pelas loterias da Caixa.
Só em 2017 a seguridade social teve uma arrecadação de R$ 750 bilhões. Desse total, o governo desviou para outras áreas R$ 159 bilhões, usando como instrumento para justificar a tungagem ,um negócio chamado DRU (Desvinculação das Receitas da União). E para onde foi carreada essa montanha de dinheiro retirada da saúde, da assistência social e da previdência? Parte foi para pagamento de juros aos rentistas que ganham os tubos com a compra de títulos da dívida pública brasileira. Muitos desses sanguessugas são bancos privados, os maiores beneficiários do empobrecimento da população.
Some-se a tudo isso, as isenções fiscais dadas a grandes grupos econômicos e à parcela mais rica da população que, de forma escandalosa, não paga um centavo de imposto sobre lucros e dividendos. Quem prestou atenção nos discursos do candidato Ciro Gomes durante a campanha presidencial, ficou sabendo que no mundo todo, só o Brasil e a pequenina Estônia, não tributa lucros e dividendos.
Se o orçamento da seguridade chegou a R$ 750 bilhões em 2017 (o resultado de 2018 ainda não foi divulgado) , imagine quanto não teria sido caso não houvesse essas “bondades” para o baronato. Mas não é só isso. Muitos estados estão quebrados (caso do Rio de Janeiro , Rio Grande do Sul e Minas Gerais) não é por causa da corrupção, não.
A corrupção, que é uma praga inaceitável, representa um percentual mínimo do buraco orçamentário de cada um desses ente federativos. O X da questão aí, está numa lei malandra , chamada de Lei Kandir (aprovada e sancionada no governo Fernando Henrique Cardoso), que isenta de ICMs os exportadores de commodities. Os três estados citados são os mais prejudicados por serem os maiores exportadores, no caso do Rio Grande do Sul, exportador de soja e de Minas e Rio, de minério de ferro e petróleo.
A Vale do Rio Doce, responsável pelas tragédias de Mariana e Brumadinho, é uma das grandes beneficiárias dessa lei sacana, que previa, ao isentar as exportações, recompensar os estados pelas perdas de ICMs. Mas isso nunca aconteceu , nem nos governos do PT , cujos presidentes (Lula e Dilma) deixaram o barco correr, não se sabe se por comprometimento com o grande capital ou se por medo de matar esse leão.
A verdade, então, é uma só: não há argumento econômico que justifique esta reforma da previdência proposta pelo presidente Bolsonaro, cujo ministro da fazenda quer nivelar os aposentados brasileiros aos chilenos que, vítimas do sistema de capitalização, estão com dificuldade de prover sua subsistência e muitos são levados ao suicídio.
Pronto falei.

Bolsonarianas


TRUMP, JOHNSON E NIXON. TUDO A VER

Se tudo isso fosse pouco, Bolsonaro disse na Casa Branca que acredita “piamente” na reeleição de Donald Trump. Sentiu cheiro de banana e foi procurar a casca para escorregar. Os dois presidentes que mais ajudaram a ditadura brasileira foram Lyndon Johnson e Richard Nixon. Um encantou-se com o marechal Costa e Silva, o outro com Emilio Médici. Ambos foram eleitos com memoráveis maiorias e acabaram naufragando. Amaldiçoado, Johnson desistiu da reeleição. Acuado, Nixon renunciou. Os presidentes brasileiros não disseram coisa parecida. Trump nunca teve a força de qualquer um desses antecessores.
A Lei de Murphy diz que, se uma coisa pode dar errado, errado ela dará. O governo do capitão parece disposto a enriquecê-la: Se uma coisa pode dar certo, trabalham para que dê errado.
. Elio Gaspari (O Globo)

22 de março de 2019

Tungagem à vista


              FIQUE ESPERTO, GUEDES QUER TIRAR R$ 2 TRILHÕES DO SUS

Mesmo subfinanciado o SUS é um exemplo bem sucedido de universalização da saúde pública. Pode melhorar com mais recursos, pois recebe do sistema de seguridade social, uma Coca-Cola pet por habitante. Se houver aporte maior ao orçamento, a saúde pública no Brasil melhora. Mas se tirarem do que já tem, aí vira um caos total e absoluto. Pois acreditem, é o que pretende fazer o ministro da Fazenda Paulo Guedes. Ao propor, via PEC, a desvinculação de recursos da União, Estados e Municípios, desobrigando os ente federativos de investir percentuais constitucionais na saúde, ele quer surrupiar R$ 2 trilhões do SUS em 10 anos. E aí, como imaginar que o Sistema Único de Saúde conseguirá bancar medicamentos caros e tratamentos de alta complexidade, inclusive transplantes?t

21 de março de 2019

Assalariados poderão perder o abono do Pis


SE O CONGRESSO NACIONAL DEIXAR, BOLSONARO VAI CORTAR O SEU ABONO DO PIS

Sabe aquele abono que o trabalhador de baixa renda recebe uma vez por ano? Sim aquele mesmo que você chama apenas de “meu Pis”, que todo ano está lá na Caixa Econômica para ser sacado por quem ganha até dois salários mínimos .
Pois saiba que na PEC 6/19 há um artiguinho que tira o benefício de quem ganha mais de um salário mínimo. Ou seja, numa canetada o governo Bolsonaro vai cortar o abono de milhões de trabalhadores. Segundo a economista e auditora fiscal aposentada da Receita Federal, Maria Lúcia Fatoreli, 91,5 % dos trabalhadores que recebem o abono vão ficar chupando o dedo.

20 de março de 2019

O governo mente e a mídia omite


O governo alardeia um déficit da Previdência superior a R$ 200 bilhões, para justificar a reforma e a ferrada no trabalhador. Mas em nenhum momento fala dos grandes devedores dessa mesma Previdência. E nem a mídia tradicional se dá ao respeito de informar a população sobre os 500 maiores caloteiros que, somados, devem meio trilhão a esta mesma Previdência. Entre os devedores estão: JBS, Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica, Vale, Mendes Júnior, Volkswagen, Lojas Americanas, Ford e Pireli .

19 de março de 2019

Suprema humilhação


O PRESIDENTE BOLSONARO DEU SHOW DE VASSALAGEM HOJE NA CASA BRANCA

O que pensar de um governo cujo chefe defende interesses de outro país invés de defender os do seu país?
Foi o que Jair Messias Bolsonaro fez hoje em Washington. O grau de vassalagem ficou explícito em todos os momentos da visita e mais ainda no encontro que teve com Donald Trump, cuja conversa ele não quis revelar, por tratar-se “de segredo de estado”. Nunca se viu tanta submissão de um presidente brasileiro para com uma super-potência.
Bolsonaro e o filho Eduardo fizeram declarações desrespeitosas aos cidadãos brasileiros que buscam uma vida melhor na América do Norte. O 02 disse sentir vergonha dos brasileiros que estão ilegalmente naquela país, como se fossem todos marginais.
Bolsonaro considera Trump um poço de boas intenções. E para agradá-lo, aboliu a necessidade dos norte-americanos apresentarem vistos de entrada no Brasil, liberou Paulo Guedes para enfatizar que vai vender o Pré-Sal de cabo a rabo e de quebra, entregou a base de Alcântara no Maranhão para que Tio San deite e role, lançando aqui os seus foguetes e sabe-se lá que diabo mais.
Confesso que ao ver os telejornais dessa noite, mostrando e elogiando o deprimente espetáculo de vassalagem, me senti envergonhado como brasileiro, profissão esperança.

18 de março de 2019

A preço de banana


Repare bem o "NOVO" jeito de governar!!! 
                                Ciro Gomes, no face


Anos atrás, pelas mesmas práticas entreguistas, de vender patrimônio público por valores muito inferiores ao preço real das estatais, Bolsonaro disse que FHC tinha que ser o primeiro a ser morto.
Um exemplo para reflexão: O maior aeroporto do Nordeste deixou de ser estatal brasileira para ser estatal espanhola. É bom para os espanhóis, mas não é bom para o nosso povo???
E assim vai sendo garantido o futuro das próximas gerações de filhos e netos, não os nossos, mas os de países estrangeiros, no caso citado do exemplo: as gerações espanholas. E concluímos que o slogan "Brasil acima de tudo" foi um estelionato eleitoral.
Dia 22 todos nas ruas!!!

Vê se entende



Você por acaso sabe quem é Octavio Lazari? Ele faz parte de um grupo de grandes banqueiros (os maiores do país)  que se arma para pressionar o governo e o Congresso Nacional pela reforma da previdência. Lazari  vem a ser presidente do Bradesco, um dos bancos que mais fatura com a previdência privada.  Entendeu agora?