8 de fevereiro de 2018

Requião: "Estão roubando a Petrobras,de novo"

O paranaenses Roberto Requião denunciou ontem em discurso no plenário do Senado : “Estão roubando a Petrobrás de novo, mas agora com aval da Lava Lato. Eu e um grupo de senadores e de deputados estamos  indo à Justiça para anular um acordo bilionário da Petrobrás com acionistas norte-americanos da empresa. A Petrobrás está sendo roubada duas vezes, primeiro foi roubada por um grupo de diretores corruptos, enquadrados na Operação Lava Jato, e agora por uma diretoria suspeita e tão corrupta quanto àqueles diretores, já que faz um acordo lesivo à empresa e a todos os brasileiros”.
Resumo da ópera: “ A Petrobras pretende pagar US$ 2,9 bilhões – o equivalente a cerca de R$10 bilhões – para encerrar a Class Action, mas não há consenso sobre o valor do dano experimentado diretamente pela Companhia em razão dos atos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato”.

A ação já foi protocolada na Justiça Federal, em Brasília

29 de janeiro de 2018

Merecida homenagem ao Dr. Sócrates

. Renato Rovai


De um lado, Lula, Chico Buarque, o ator Chico Dias, Haddad, Reinaldo, ex-centroavante do Atlético, Afonsinho, que também foi jogador e médico como o doutor, e outros craques de todas as artes.
Do outro lado, o time dos amigos do MST, onde os destaques eram João Pedro Stédile e João Paulo.
O juiz, Juca Kfouri. Aquele que com humor e ironia vem há décadas denunciando as mazelas do futebol brasileiro. E ao mesmo tempo reverenciando com seu texto fino alguns craques da bola.
Juca foi amigo de Sócrates como poucos. E na inauguração do campo de futebol que leva o nome do Magrão,  estava lá não só para apitar a partida, mas para após a benção de Frei Beto, dar o seu recado. 
“Sócrates não ficaria tão feliz se o Maracanã mudasse de nome, se o Pacaembu mudasse de nome, se a Arena Corinthians mudasse de nome para homenageá-lo. Nada o deixaria tão feliz de dar seu nome a um campo numa escola chamada Florestan Fernandes e administrada pelo MST.”
E foi uma tarde de felicidade. Eram quase mil pessoas para celebrar aquele momento. Onde uma parte da esquerda brasileira não referenciava apenas um ícone da bola, mas o movimento social mais relevante das últimas décadas, o músico mais fantástico que a MPB conheceu e um craque da política que está sendo perseguido da forma mais abjeta.
O jogo, segundo a querida Maria Frô, parecia uma disputa de grávidos. Maldade pura. A despeito da saliência abdominal, alguns se destacaram. Chico Dias, por exemplo, fez um partidão, e cruzou uma bola na medida para que o craque Reinaldo, ao seu melhor estilo, inaugurasse o placar.
O time do MST apertava, mas Haddad, um tanto quanto desajeitado, dava conta na zaga. No meio campo, Chico lembrava Sócrates. Esperava a bola chegar e clareava o jogo, com um toque sutil.
E de repente, num lançamento, Stédile vai com a perna como uma foice e derruba Reinaldo. Pênalti, apita o juiz.
Juca Kfouri é muito claro com a goleira: se ela se mexesse, ele mandava repetir. E Lula coloca a mão na cintura, dá três passos, e chuta… Fraco, tão fraco que a goleira nem precisou se mexer.
Mas quem disse que isso era um problema. Kfouri, inspirado em Moro, viu irregularidade no lance e o pênalti teve de ser cobrado de novo.
E na segunda vez foi mais claro com a goleira se ela se mexesse ou não, mas a bola não entrasse, ele voltava o lance de novo. E e a bola foi parar nas redes. Gol do Lula para alegria da torcida.
O craque tirou a camisa e foi comemorar com a galera. Era o que faltava para ser expulso. Mas quando ia saindo o coro de volta Lula foi mais forte e o companheiro ainda voltou para jogar mais um pouco.
Mano Brown, Trajano, Dexter, Genoino, Carol Proner, vários deputados e senadores, estavam do lado de fora. Assistindo e sendo assistidos por muitos que queriam uma selfie.
Foi um dia de festa que Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira mais do que merecia viver. Mas que mesmo não estando por aqui, por esses cantos da terra, fez outros viverem.
O campo do MST foi inaugurado numa véspera de Natal há 31 dias de distância do julgamento de Lula. Foi um encontro de resistência, mas também de afeto. Foi um sábado memorável, diria o cronista de futebol.
Parabéns MST! Sócrates vive!



22 de janeiro de 2018

Plano sinistro para liquidar os avanços sociais na América Latina




SERÁ QUE O FÓRUM DE DAVOS DISCUTIRÁ ESSE ESCÁRNIO?
OU NO CASO DO BRASIL O "PLANO ATLANTA" É PRA VALER? 


Matéria publicada na última edição da revista Carta Capital aponta para um plano de desestabilização dos partidos de esquerda e centro esquerda da América Latina. OU seja, o campo progressista estaria sob ataque cerrado de grupos direitistas liderados, naturalmente, pelos Estados Unidos. Tudo começou em 2012, quando uma reunião sinistra de agentes políticos de inclinação de centro e de direita , realizada em Atlanta (EUA) traçou estratégias para desqualificar lideranças progressistas , principalmente da América do Sul.
Manolo Michardo, político da República Dominicana, que participou da tal reunião, disse à Carta Capital que “ alguns ex-presidentes latino-americanos de inclinação de centro ou direita discutiram como varrer adversários progressistas do mapa. Afinal, dizia um dos presentes, Luis Alberto Lacalle, ex-mandatário uruguaio, “não podemos ganhar desses comunistas pela via eleitoral”.
O plano , revelou Manolo, “ consistia em desmoralizar líderes progressistas via mídia com acusações de corrupção, inclusive a familiares, e ataques ao comportamento privado deles. Depois, converter os escândalos em processos judiciais que acabem com a carreira da turma”.
O Brasil surgi nesse plano macabro como espécie de carro chefe do que chamaram de esquerdismo . Era preciso liquidar a liderança mais emblemática do continente a ser varrida do mapa pelo “Plano Atlanta”. Manolo Pichardo confirma: “Toda a perseguição que desencadearam contra ele é parte da artimanha que procura desqualificá-lo para que não retorne à Presidência do Brasil e retome a aplicação de políticas públicas que favorecem a maioria. Isso em razão de que as oligarquias brasileiras e da região não concebem que as riquezas geradas sejam distribuídas com maiores níveis de justiça. É que não se dão conta de que em um processo de distribuição democrática da renda, o consumo aumenta e eles têm mais possibilidades de fazer negócios. E não se dão conta porque estão acostumados a acumular riqueza com base na exploração das grandes maiorias”.
Mera coincidência, mas a entrevista do líder da República Dominicana coincide com a divulgação de um assombroso relatório sobre a concentração de renda no mundo, pela ONG britânica Oxfam. Os dados são assustadores: 1% da população mundial tem renda igual aos 99% restantes. O Brasil está entre os países de maior concentração de renda do planeta.
O assunto deve estar na pauta de discussão do Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa amanhã na Suíça; Temer vai representando o Brasil, mas duvido que ele levante a voz contra esse escárnio. Te porque , ele não tem nenhum compromisso com a justiça social no país. Pelo contrário, Temer está no time dos que defendem a detonação dos programas sociais implementados no país nos últimos 14 anos. Ele é do time de patridiotas que usurpam as cores da Bandeira Nacional em manifestações de puro ódio ideológico e preconceito social.
Fica a pergunta: será que os grandes e os pequenos metidos a grandes países vão travar um debate sério sobre os graves problemas sociais do mundo

Simpatia do candidato não significa nada na hora do meu voto


Não voto em fulano porque não gosto dele; não voto em sicrano porque o detesto. É comum as pessoas guiarem seus votos pela simpatia pessoal do candidato e nunca pelas suas ideias. Eu por exemplo critico fulano e sicrano não por questões pessoais, mas por aquilo que ele pensa, faz e, mais do que isso, pelo que representa. No Paraná, por exemplo muita gente, inclusive vários amigos meus, dizem que não votam no Requião poque ele é grosso, mal educado e o diabo a quatro. Não tenho nenhuma relação ou contato pessoal com o senador. Às vezes acho que ele é de difícil trato, cavalgadura em alguns momentos. Mas não o quero para ser sogro de nenhum parente meu. Não pretendo (e nem teria tal pretensão) de ser seu comensal. Mas Requião me agrada como político, como bom governador que foi nas três vezes em que exerceu o governo do Paraná. Me agrada pela postura que tem tido no senado, Me agrada por suas ideias e não pelo seu conhecido azedume.

O importante é saber que é um político que me representa. Mesmo que um dia, por alguma pergunta que eu venha a fazer a ele e que o desagrade, ele acabe me dando uma patada não deixarei de votar nele por isso. Deixarei sim, quando na disputa pelo mesmo cargo estiver alguém que reputo melhor do que ele.

Ao falar de Requião, lembro João Saldanha, criticado por convocar boleiros tidos como vidas tortas para as eliminatórias de 1969. O repórter de uma rádio perguntou pra ele certa-feita: "Como você pode convocar jogadores indisciplinados como Brito, Gerson, Jairzinho, Marco Antônio? São uns caras marrentos demais. Saldanha então respondeu, na lata, como era seu estilo: "Rapaz, o que eu quero é classificar o Brasil e ganhar a Copa. Não quero nenhum deles para meu genro".
Claro, se o candidato tem o perfil que me agrada e o discurso que me convence, tanto melhor se ele é afável, simpático no contado pessoal. Mas isso é apenas um detalhe, para mim nada relevante.
Em tempo: se jeito simpático e afável fosse parâmetro para você medir o caráter e o grau de comprometimento de um candidato com o povo , Beto Richa seria um grande governador. No entanto, é o pior que o Paraná teve nas últimas décadas.

29 de dezembro de 2017

Cadê vocês?


Motoristas abasteciam pela metade do preço em postos adredemente escolhidos pelo Instituto Milleniun, que mobilizava equipes de reportagens do Jornal Nacional para que os motoristas praguejassem o governo Dilma em frente às bombas de gasolina, etanol e diesel. A alta de 3% em dezembro de 2014, elevando o litro da gasolina a R$ 3,50 (hoje se aproxima dos R$ 5,00) foi um escândalo, que valeu manchetes dos principais telejornais do país, com gritaria geral nas grandes cidades e até adesivos em carros, extremamente ofensivos à honra da mulher Dilma Rousseff.
Vendo agora a escala de altas dos combustíveis, que foram reajustados 116 vezes este ano, chegando aos 30% numa inflação de 4%, fico pensando: aonde foram parar os bravos caminheiros, que fecharam várias vezes as estradas no final do governo Dilma? Aonde estão os integrantes do Millenium? E os nervosos meninos do MBL?
Ué, por que não há mais indignação? Cadê as reportagens escandalosas, com irados consumidores gritando palavrões contra o governo?

Aliás, sumiram também os indignados com a corrupção, que tomavam conta de esquinas movimentadas de grandes cidades para externar todo o seu asco com alguns políticos, aqueles aos quais devotavam e devotam profundo ódio ideológico.
Os patos amarelos da Fiesp aonde estão? Talvez estejam empoeirados em alguns porões da má fé e da ignorância.

27 de dezembro de 2017

Saiba porque uma provável fusão da Embraer com a Boeing seria um crime de lesa pátria contra o Brasil


É o ponto de vista do especialista no assunto, Pedro Celestino, presidente do Clube dos Engenheiros


“A Embraer  detém hoje mais de 50% do mercado mundial de aviões de médio porte, os de até 130 lugares, o que lhe dá robustez financeira para os investimentos na área de defesa.
A principal concorrente da Embraer é a canadense Bombardier, que acaba de vender 51% do programa da Série C à Airbus, dando a esta a possibilidade de oferecer ao mercado uma série de produtos mais completa que a da Boeing. Esta, pressionada pela nova realidade do mercado, luta para fazer uma parceria com  a Embraer.
Nesse quadro , qual a melhor linha de ação para a Embraer?.  As hipóteses  aventadas são as seguintes:

1. Venda do controle à BOEING – impensável, pois implicará o desmonte do esforço tecnológico acumulado nas últimas 6 décadas, levando à desativação de inúmeras indústrias e ao desemprego de milhares de profissionais qualificados;
2. Venda da divisão comercial, preservando a EDS, unidade da área de defesa – não se sustenta, pois uma das fontes de financiamento da EDS, as vendas de aeronaves comerciais, deixaria de existir; ademais, o programa do novo caça da Força Aérea, o Gripen, seria prejudicado, pois a Saab sueca tem acordo de transferência de tecnologia com cláusula de confidencialidade com a Embraer, e não com a Boeing;
3. Parceria tecnológica e comercial com a Boeing – é a união da panela de barro com a panela de ferro, o que levará a Embraer a ser inexoravelmente absorvida pela Boeing em pouco tempo, a menos que sejam garantidas salvaguardas muito restritivas e não passíveis de desbordamento.
Nenhuma delas atende ao interesse nacional.
A Embraer, pelo papel que desempenha em nossa economia, é estratégica para o país, e tem plenas condições de enfrentar qualquer concorrente, se puder colocar os seus produtos com as mesmas taxas de financiamento que as suas rivais oferecem, apoiadas que são pelos bancos de fomento dos seus respectivos países.
Para tanto, é indispensável a ampliação de linhas de crédito do BNDEs às suas vendas e, em particular, para que a renovação da frota comercial de atendimento ao mercado doméstico também possa ser feita com aeronaves da empresa.
Não há outra razão plausível para que o nosso mercado, a menos da operadora Azul, seja atendido apenas por aeronaves produzidas pela Boeing e pela Airbus, o que acarreta desnecessário dispêndio de divisas com contratos de leasing internacionais.
As operadoras aéreas devem, portanto, ser incentivadas a adquirir aeronaves da Embraer, o que é facilmente justificado pela excelência de seus produtos mundialmente reconhecida.
Parceria comercial e tecnológica com a Boeing ou outra grande empresa da indústria aeronáutica pode até ser feita, desde que não implique cessão acionária que repercuta no desenvolvimento da empresa.
É oportuno relembrar que a Embraer, no passado, teve a francesa Dassault como sócia e, enquanto durou aquela participação, a Dassault tentou impedir o ingresso da Embraer no mercado da aviação executiva, por temê-la como concorrente”.


E ele ri do que?


21 de dezembro de 2017

Reforma trabalhista enfraquece os sindicatos e mata o Dieese

Há meio século desenvolvendo pesquisas e auxiliando os sindicatos com números e índices seguros  sobre inflação , ganhos e perdas da massa salarial, o Dieese é um instrumento indispensável para que os sindicatos obreiros possam atuar na defesa dos seus representados no mundo do trabalho.

Sem o Dieese, os trabalhadores ficariam no escuro e os sindicatos, sem referências econômicas seguras  para balizar as negociações que fazem permanentemente com o patronato. Nunca passou pela cabeça de ninguém, nem mesmo de empregadores minimamente politizados e sensíveis , que o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos pudesse, depois de mais de meio século de bons serviços prestados ao mundo do trabalho, estar ameaçado de morte.

 Pois é o que está em vias de acontecer. Segundo seu diretor técnico, Clemente Ganz Lúcio, o Dieese enfrenta a maior crise de sua história. A crise está diretamente ligada ao enfraquecimento dos sindicatos obreiros, cujas fontes de financiamento a Reforma Trabalhista se encarregou de liquidar.

Para evitar o risco de fechamento, o Dieese está lançando uma campanha de apoio institucional. Mas quem pode dar esse apoio? Os sindicatos? Vai ser difícil. O Estado? Pior ainda. O empresariado? Nem pensar.


Diante desse quadro, os trabalhadores podem ficar sem o respaldo do Dieese para aferir, com maior exatidão, os verdadeiros índices de queda do seu poder aquisitivo e por meio dos sindicatos que os representam, negociar acordos e convenções coletivas em cima de indicadores econômicos reais.

20 de dezembro de 2017

O mundo tá de olho


Em 2010 a revista norte-americana Time elegeu o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva,  o líder político mais influente do mundo naquele momento. Atrás dele ficaram Barack Obama, dos Estados Unidos e  Yukio Hatoyama, primeiro ministro do Japão. Alguém tem dúvida de que os olhos do Planeta estarão voltados na manhã do dia 24 de janeiro  para a sede do TRF4, na  rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300 ( Centro Administrativo Federal, no bairro de Praia de Belas, em Porto Alegre) ?