28 de fevereiro de 2007

Purgatório

O governador Roberto Requião não economizou palavras duras para criticar o que chamou de "canalhas da imprensa marron". Foi durante a "escolinha" dessa terça-feira no Museu Oscar Nyemaier. Bateu diretamente na Gazeta do Povo e na RPC, cujos donos Requião diz que "irão arder do fogo do inferno". Ante a colocação do irmão Maurício, de que "Deus é generoso e, diante do arrrependimento , poderá perdoá-los", o governador retrucou, com uma incomparável dose de ironia: "Mas Maurício, eles podem até ser perdoados, mas terão que passar pelo purgatório, pagando seus pecados com quatro anos sem receber verbas do governo do Paraná".

A ira, santa segundo ele, lembrando a ira de Cristo ao expulsar os vendilhões do templo, era por causa da denúncia de superfaturamento de 29 mil aparelhos de tv que o Estado comprou em pregão eletrônico. A imprensa curitibana, principalmente a Gazeta, sustentou que o aparelho poderia ser comprado a preços inferiores aos 800 e poucos reais da empresa vencedora do pregão. O Secretário da Eeducação mostrou o tipo de televisor especificado no edital. O aparelho é de 29 polegadas, tela plana e um um sistema USB (será que é assim que se grafa?) , com entrada para pen driver e um cartão magnético com a senha do professor. No pen-driver, de um giga, o professor levará o vídeo que ele quiser para ilustrar sua aula. O conteúdo é carregado no próprio laboratório de informática da escola - cada escola terá um laboratório, conectado num sistema central por cabo ótico.
Esse televisor, que terá inclusive uma cor diferenciada dos modelos tradicionais, para perder valor no mercado e não ser objeto do desejo de arrombadores, não existe nas lojas, como disse a matéria. A TV Educativa foi às ruas de Curitiba e mostrou que nenhuma loja de eletrodoméstico tinha o televisor. Os 29 mil aparelhos ainda estão em fabricaçao na CCE, ganhadora da concorrência. Essa questão foi esclarecida na "escolinha"com uma exposição bem didática do Secretário da Educaçao. Requião encerrou reafirmando que "estes canalhas não escaparão do fogo do inferno".
Achei a "escolinha"muito interessante. Como eu estava em Curitiba neste início de semana, aproveitei para dar um pulo lá no chamado "Olho", onde as reuniões com as secretarias ocorrem semanalmanete. Terça-que vem o assunto é praias. O governo vai mostrar o que fez nas praias para melhorar as férias dos paranaenses este ano.Será que haverá uma nova polêmica no ar?
Ou o assunto das TVs e do confronto do governador com o prefeito Beto Richa ainda estarão na cirsta da onda?

25 de fevereiro de 2007

Menosprezo criminoso

É o mínimo que se pode dizer da maneira como a atual administração trata a população, principalmente os moradores da periferia. Exemplos existem aos montes. Volto a insistir no caso do comerciante José Francisco Maciel, do Jardim São Silvestre, porque a chuva forte deste início de noite de domingo inundou de novo o prédio onde ele mora e onde possui o negócio que garante a sua sobrevivência. Em setembro, ele perdeu tudo numa tarde de tempestade. Estava claro, desde março de 2006, quando o prédio voltou a ser invadido pela água depois de quase 5 anos, que a inundação era provocada pela falta de limpeza das galerias de águas pluviais do bairro e também, pela falta de uma galeria alternativa no local, para facilitar a vasão, uma vez que o imóvel do seo José fica praticamente numa mini-bacia. Mas nada foi feito, nem a limpeza das bocas- de- lobo, que é dever da Prefeitura. A galeria, que chegou a ser projetada, não saiu, porque depois de visitar o local pelo menos 10 vezes, técnicos da Saop disseram que estava difícil fazer a obra por falta de dotação orçamentária. Que absurdo! Aquilo não é uma obra que precise ser licitada. A própria Saop pode executá-la, pois dispõe de material de construção, equpamento e mão de obra. Não faz porque não quer fazer mesmo, porque a administração trata a população dos bairros distantes com desdém, o mesmo desdém e desrespeito com que trata os servidores e seu sindicato. O slogan "crescendo com cidadania" é uma afronta ao bom senso. É um deboche. Quem duvidar disso, que busque informações, que hoje são fartas nos blogs, sobre as ações anti-povo da gestão Silvio Barros II, que ocorrem no dia-dia da cidade. Vejam, por exemplo, a falta de critérios no corte de árvores, o matagal que toma conta da maioria dos bairros, a buraqueira nas ruas, a irregularidade na coleta de lixo, o desrespeito para com os funcionários municipais, as denúncias constantes de irregularidades, algumas admitidas na maior sem -cerimônia pelos próprios gestores públicos, como foi o caso do uso do carro oficial para levar o filho do prefeito à escola.
No caso específico da inundação, desta vez não foi só um ou dois imóveis que tiveram problemas, não. Foram vários. Os moradores do Jardim São Silvestre estão revoltados e pressionam a associação do bairro a procurar o Ministério Público para pedir providências. Nem sei se seria caso para promotor,mas certamente não adiantará se queixar ao bispo.

Tá na placa

Área: 251,26 m2. Valor: R$ 155.440,19. É o que está na placa da obra, um muro na Escola Municipal Piveni Piazzi. Um amigo que passava pelo local se espantou com os números e pegou a máquina de calcular para saber o preço do metro quadrado. Chegou ao valor de R$ 618,00. Aí pegou o telefone e ligou para um engenheiro das suas relações para saber quanto ele acha que custaria o metro quadrado de um muro. Resposta:"Se for um muro normal, aí pelos 2 metros de altura, não pode passar de R$ 30,,00 o metro quadrado. Se já não foi, o caso será encaminhado ao Ministério Público com fotos e provável tomada de preço.

22 de fevereiro de 2007

Integração do passe

O coordenador da Região Metropolitana de Maringá, João Ivo Caleffi , está empenhado em conseguir a integraçao do passe de ônibus entre as tres cidades conurbadas - Maringá, Sarandi e Paiçandu. Quem é de Sarandi e trabalha em Maringá tem que pagar duas passagens para chegar ao destino, caso trabalhe fora da área central. Para voltar pra casa, são mais dois passes, quando quem reside em Maringá vai de um canto a outro da cidade com a mesma passagem. Acontecendo aqui o que já acocntece entre Londrina, Cambé e Ibiporã, o transporte fica mais barato para empregadores e empregados. Só de Paiçandu são cerca de 10 mil pessoas que pegam o ônibus metropolitano diariamente. Sarandi é muito mais.
A medida deve beneficiar não só trabalhadores do comércio e da indústria, beneficiará tambem empregadas domésticas e principalmente seus patrões, que é quem banca o maior percentual do do vale transporte.A Associação Comercial está junto com a coordenadoria da RM nessa briga.

Definida a posse

A Casa Civil definiu a data da posse dos dois coordenadores das regiões metropolitanas de Londrina e Maringá. O governador Roberto Requião vai primeiro a Londrina empossar Elza Correa e depois vem a Maringá presidir a solenidade de posse de João Ivo Caleffi. O local ainda não está definido, mas poderá ser no Kalil Haddad, à tarde.

19 de fevereiro de 2007

Desdém

Isso mesmo, a atual administração municipal de Maringá desdenha da periferia da cidade, onde só desenvolve ações que rendam marcketing. Serviços solicitados, como poda de árvores, demoram uma eternidade para serem atendidos e muitas vezes são executados pela metade. Exemplos existem aos montes, mas disponho de dois que são bastante emblemáticos.
Um é o caso da árvore que ameaçava cair sobre uma casa do Borba gato e que foi cortada quase dois anos depois da solicitação . O serviço foi mal feito e executado com incrível menosprezo. Tanto que a madeira ficou quase um mês sobre a calçada e até agora o muro danificado no dia do corte ainda não foi reparado.
Outro é o caso do comerciante do Jardim São Silvestre, que teve seu estabelecimento inundado por uma chuva forte em setembro. O ressacimento dos prejuízos chegou com vários meses de atraso e num valor infinitamente menor do que o levantado.
Mas o pior nem é este aspecto. Pior é que a galeria de água que seria feita em caráter de urgência urgentíssima para evitar novos alagamentos, ainda não foi começada. Dizem na Prefeitura que falta dotação orçamentária. Mas como, cara pálida, se é um serviço menor, que o Saop pode executar com material, equipamento e mão de obra própria? E o que dizer das galerias de águas pluviais do bairro, causa principal das inundações no São Silvestre , ainda entupidas?
A alegação é de que o "tatu", equipamento moderno de desobstrução das bocas de lobo, está quebrado. A máquna foi adquirida na gestão Zé Cláudio /João Ivo e operou muito bem até final de 2004. Até porque foi comprada novinha em folha.
Qualquer semelhança com o caso do caminhão de transporte de madeiras provenientes da poda de árvores na periferia, não será mera coincidência. As toras depositadas sobre a calçada da casa do Borba Gato, não foram retiradas imediatamente porque disseram na primeira vez que o caminhão estava quebrado. Depois , alegaram que não daria para transportar tudo, pois o veículo tinha pouca gasolina. Pode um negócio desse?
Agora observem que os cortes nem sempre justificados em áreas comerciais e regiões nobres da cidade, foram feitos com rapidez e a madeira, claro, retirada na hora. Foi o caso, por exemplo, de árvores cortadas na frente do Kanarinhos Bar e na av. Euclides da Cunha, quase esquina com a Teixeira Mendes.

Novo laudo

Deve vir a público logo, logo, um novo laudo técnico sobre as reais condições do prédio da rodoviária velha. Encomendado pelo condomínio, o laudo está sendo elaborado por um engenheiro, que já teria antecipado informações , animadoras para quem luta contra a demolição e desagradáveis para a administração municipal, que já manifestou desejo de implodir tudo.
Aliás, já tem gente pensando em tombar o prédio, que pode até não ter características arquitetônicas que justifique o tombamento, mas que certamente tem um significado histórico muito grande para a cidade. Afinal, a rodoviária foi inaugurado em 1962 e alí desembarcou muita gente que para cá veio trazendo grandes ambições e belos sonhos.
Pena que, ao projetar o Novo Centro, o então prefeito Said Ferreira não tenha tido a inspiração de transformar a estação ferroviária em monumento histórico, como foi feito em Londrina. Já pensou que maravilha as duas estações preservadas? Somadas ao prédio da Melhoramentos, formariam um centro histórico muito interessante. Mas fazer o que se a nossa elite política faz questão de transformar Maringá em não mais que uma Dallas?

17 de fevereiro de 2007

Vem com tudo

O PMDB vai se reestruturar nas principais cidade do Paraná e vem com força total em 2008. Em Maringá, o nome do provável candidato ainda é uma incógnita, talvez pela falta de um filiado que agregue as forças internas e seja bom de voto. Mas escrevam aí: o governador Requião , que sabe tudo de eleições, comandará o processo, para tentar ganhar as prefeituras de Cutiriba, Londrina, Maringá e Cascavel, pelo menos.
Aqui, devem pintar surpresas logo,logo. Se jeito regula, PMDB e PT estarão de braços dados. E não será surpresa se o governador do Paraná se cacifar para a presidência em 2010, na hipótese da possível aliança PT-PMDB ser oxigenada pelas urnas nas eleições municipais do ano que vem.
Neste cenário, que a base do PT rejeita, mas a cúpula nem tanto, Maringá poderá ter João Ivo ou Ênio Verri, encabeçando uma chapa fortíssima para prefeito, com um peemedebista de vice. Quem viver verá.
Em tempo: o ex- secretário do trabalho e agora diretor da mesma secretaria, Emerson Nerone, que tem seu domicílio aqui, está deixando o PHS para ingressar no PMDB. Sintomático, não?

E as cooperativas?

As cooperativas de reciclagem de lixo eram referência da economia solidária em Maringá até 2005. Estão jogadas às traças, porque inclusão social é palavrão na administraçao neoliberal do terceiro Barros a assumir o comando da cidade.

13 de fevereiro de 2007

Aberto o debate

A professora Marta Belini reproduziu comentário desse escriba em seu blog sobre o estádio Willie Davids e deu o start para o debate sobre o assunto, colocando fotos da arquibancada coberta, com detalhes de pontos visivelmente comprometidos pela ação do tempo. O Ângelo Rigon , que tem o blog mais visitado de Maringá, entrou na discussão, reproduzindo as fotografias do blog da Marta. O importante nisso tudo é que o perigo que o WD representa para os torcedores apimenta o debate sobre a preservação dos bens públicos , com toda a importância que eles possam ter para o patrimôniop histórico de uma cidade. Neste contexto, a rodoviária velha pode despertar a consciência coletiva e chamar o povo à mobilização contra a demolição. Viva a força dos blogs!

10 de fevereiro de 2007

Varrendo bem

O Secretário de Serviços Públicos, Sidney Teles ,está mandando vê na varreção das ruas e operação tapa buraco. Chegou cheio de vontade de mostrar serviço. E está mostrando, cumprindo o seu papel de vassoura nova. Seu grande desafio é dar conta da demanda reprimida, que não é pequena.

Pavio aceso

Está prestes a explodir uma bomba de grande impacto na cidade. E com direito a manchetes nos principais jornais do Estado. O Jornalista verdelírio Barbosa deu uma nota cifrada na sua coluna desta sexta-feira , antecipando o que está por vir. O caso já deu BO e pelas informações ainda não vazadas para a imprensa, tem efeito dominó rondando o prédio da Junta Comercial do Paraná. O bicho é feio. Tão feio que o Secretário de Segurança do Estado estaria empenhado pessoalmente no caso. Envolve diretamente uma empresa de comunicação , que teve seu contrato social trocado lá dentro da JC. Surpeita-se que a ardilosa trama não é coisa de uma só cabeça. É de muitas cabeças. Cabeças e , quem sabe, bolsos.

Pensem no Willie Davids

O mesmo engenheiro do DER que me fez recordar dos meus tempos de vendedor de jornal, lembrou que desde que foi reformado há mais de 30 anos pelo prefeito Silvio Barros I o Estádio Willie Davids não passa por um processo sério de revisão das suas estruturas. É previsível, segundo ele, a existência de fissuras , principalmente na base da arquibancada coberta, consequência natural da ação do tempo e de possíveis infiltrações de água dos banheiros, como no caso da rodoviária velha, água misturada com mijo. "Já passou da hora de uma avaliação técnica apurada no WD", disse-me o engenheiro , que omito o nome por ter me esquecido de perguntar se ele autorizava publicar suas observações. Mas , do alto de uma experiência de quatro décadas, ele sabe do que está falando.
Tomara que o super-secretário Guatassara Boeira já tenha pensado nessa possibilidade. Se pensou, espero que não tenha passado por sua cabeça a idéia de demolir o estádio. Se isto vier a acontecer, aí, olha eu de novo sem uma referência para recordar o passado . E neste caso específico, quero sempre lembrar do Grêmio Esportivo, aquele Grêmio do Zé Garoto, do Macário, do Haroldo Jarra, do Roderley (um dos maiores craques que já vi jogar), do Zuring (outra fera), Iaúca, Ademir Rodrigues, Edgard, Itamar e outros tantos.

Salvem este patrimônio!

Um engenheiro aposentado do DER me disse hoje que as condições da rodoviária velha são mesmo precárias. Água, junto com urina, se infiltrou pelos alicerces , comprometendo a estrutura. Mas dá para salvar o prédio. Vai muito dinheiro, mas certamente bem menos do o município gastará nas novas acomodações que está propondo aos condôminos no Novo Centro. O fato é que há uma intenção pré-estabelecida de demolir aquele que é sem dúvida um valioso patrimônio histórico da cidade. Lembro que em 1964 , eu e mais uns 10 ou 15 moleques , gritávamos a todo pulmão dentro daquele prédio deslumbrante (para a época era moderníssimo):"Olha a Folha do Norte do Paraná!". Sim, fui um gazeteiro com muito orgulho. Vendi muitos exemplares da Folha na então rodoviária nova.
Quando Joel Coimbra foi candidato a prefeito em 1996 e eu trabalhava como jornalista da campanha, sugeri a ele que, caso eleito, poderia tombar a rodoviária velha, restaurá-la e transformá-la num grande mercado de artes. Mais ou menos como o de Salvador e o de Feira de Santana. Joel gostou da idéia, mas para azar de Maringá, deu Jairo Gianoto naquele pleito. Anos mais tarde, fiz a mesma sugestão ao prefeito e candidato à reeleição João Ivo Caleffi. Ele também gostou da sugestão, mas não foi reconduzido ao cargo. Agora tenho certeza: para azar de maringá mais uma vez. Pensei: será que sou tão pé frio assim que não vou ver a rodoviária velha restaurada?
Como se está vendo agora, sou mesmo azarado. Meu sonho de parar naquele vão arejado e, olhando para o mezanino, lembrar com saudade daquela sinfonia de garotos gritando:" Olha a Folha do Norte do Paraná!".
Pelo jeito, o prédio acabará indo ao chão. A quem devo me queixar? Já sei , ao bispo. Mas não a Dom Anuar, mas a Dom Jaime, que abençou o local no ato da sua inauguração.

7 de fevereiro de 2007

Mais problemas

Silvio, que tem uma capacidade inesgotável de arrumar pra própria cabeça, vai ter em breve que apagar um baita incêndio em Iguatemi. Ele nomeou e desnomeou um aliado de nome Nivaldo, muito popular no distrito, para a subprefeitura. Mas pelas informações que circulam em todos os botecos e esquinas, o prefeito fez isso para poder colocar no posto um ex-vereador de Mandaguaçu, que trabalhou como cabo eleitoral de Ricardo e Cida nas últimas eleições. Os moradores de Iguatemi estão insatisfeitos e já se fala até em manifestação pública contra a nova nomeação.

Perdendo o controle

A reportagem de O Diário está atrás dos ex-prefeitos de Maringá para repercutir uma declaração do atual Silvio Barros II hoje de manhã no programa do Fabretti (TV Maringá) e na Rádio Cultura. Silvio teria insinuado que os últimos prefeitos andaram metendo a mão no dinheiro da Capsema. Primeiro se referiu a diretores da autarquia e depois se desculpou, deixando a emenda pior do que o soneto. A declaração é explosiva. Ele vai precisar de muito remédio para dor de cabeça daqui para a frente. Said Ferreira e João Ivo Caleffi vão ficar quietos? Duvideodó. E o irmãoi Ricardo, será que também se sentirá atingido? Duvideodó.

4 de fevereiro de 2007

Pela metade

Os serviços públicos municipais estão horríveis. O Sidney Teles vai ter muito trabalho para colocar a coisa em ordem. Se é que terá o apoio necessário do burgo mestre para cumprir a sua missão. Vejam só este pequeno exemplo, um entre dezenas, centenas: depois de mais de um ano e meio, cortaram a árvore ameaçadora da Rua das Tipuanas , 1077. Mas a árvore foi cortada pela metade. Boa parte da madeira, pedaços enormes de toras, estão espalhadas pela calçada já se vão mais de 10 dias. Quando a família do Gilmar liga na Secretaria de Serviços Públicos para reclamar, uma hora dizem que o caminhão está quebrado e noutra, é o guincho que está na "UTI". No local há um quiosque de lanches. O proprietário anda desanimado, porque o movimento caiu mais de 50% . "Os fregueses habituais passam por aqui, olham essa tranqueira na calçada e vai embora", queixa-se, naturalmente ao bispo.

"É pra acabar!"

A expressão é de um grupo de rapazes que sempre que vai requisitar a quadra coberta do Centro Esportivo Borba Gato para jogar futsal, tem que destacar alguém com tempo suficiente para ir ao Paço Municipal pegar a guia e recolher uma taxa de R$ 10,00 no banco. Houve um tempo,e não faz muito tempo, que bastava fazer a reserva no Centro Esportivo e a custo zero. Hoje, mesmo pagando, eles jogam numa quadra muito mal cuidada. Aliás, os centros esportivos estão uma lástima.

3 de fevereiro de 2007

O que diz o promotor

O Diário pubilcou a versão do Ministério Público para o absurdo da cobrança de IPTU de propriedades rurais de Floriano. Informa o promotor Ilicir Heckert, que encaminhou ofício à Prefeitura em 2006, recomendando a cobrança de IPTU de áreas improdutivas que cercam loteamentos. Mas foi claro: "áreas urbanas".
A cobrança deixou o distrito em pé de guerra. Mas a culpa, segundo a administração municipal deixa claro, é do Ministério Público. Será que os promotores vão reagir a isto? Antes o prefeito batia no MP, agora joga sobre ele a culpa das suas ações impopulares.Sinceridade, Maringá nunca viu uma administração tão desastrada e arrogante quanto esta.Moro aqui desde 1962 e milito na imprensa desde 1965 (como jornalista propriamente dito,a partir de 1969). Acompanhei de perto várias administrações - de Adriano a Silvio Barros II. João Paulino foi um prefeito duro com as favelas na sua primeira gestão, mas deixou sua marca de bom administrador confirmada no segundo mandato. Silvio Barros (pai) foi polêmico, brigão, mas deixou obras importantes para o desenvolvimento da cidade. Ricardo tinha sonhos megalomaníacos, tentou terceirizar educação e saúde, fez marketing pesado com dinheiro público, mas também deixou sua marca,que agrada a muita gente que o segue e o apoia. Jairo foi um capítulo a parte, um capítulo que Maringá não gostaria de lembrar, a não ser para cobrar mais agilidade à justiça. Said realizou muitas obras. Foi prefeito duas vezes e entra para a história como o principal responsável pelo projeto do Novo Centro. Antes, Dr. Adriano tinha legado a Maringá o Parque Ingá, o fim dos paralelepípedos no centro e a consolidação do campus da UEM. Dr. Luiz de Carvalho, que sucedeu JP na primeira gestão dele, passou discretamente pela Prefeitura, mas deixou a ética como marca registrada. Não falo de Inocente e Américo, porque aqui não estava ainda e pouco sei do trabalho deles. Quem sabe um dia venha e pesquisar os dois períodos, para ser justo com ambos e com a própria história da cidade. Quanto a Zé Cláudio (in memorian) e João Ivo, eles pegaram uma prefeitura quebrada, saqueada. Mas deixaram boas escolas, um sistema de creche inovador, uma rede de proteção social que tão cedo o maringaense não esquecerá e um sistema de saúde arrumadinho. Além disso, implementaram instrumentos importantes de controle social da gestão pública, alguns colocados na geladeira por Silvio. E Silvio, o que deixará? Uma rede de culpados pelo seu fracasso iminente? Maringá não merecia administração tão ruim.

O sertão vai virar mar....

E o sitio vai virar metrópole. Em Maringá, 12 alqueires de soja a 1.500 metros distantes do pequeno distrito de Floriano foi guindado,do dia pra noite, à condição de cidade, área urbana,sim senhor. Por causa disso, o sitiante vai pagar uma fortuna de IPTU. Quem quer isto não é a administração de Silvio Magalhães Barros II, mas é exigência do Ministério Público, o culpado preferencial do prefeito para justificar até os desatinos tributários da sua fabulosa equipe.Mas fiquem tranquilos os produtores rurais de Floriano e adjacências, porque o secretário Progiante diz que a intenção não é de penalizar o contribuinte. Ainda bem!

Um escárnio!

Acabo de ver no Jornal da Globo uma informação que não me surpreendeu,mas que não deixa de ser chocante. É de 172 o número de parlamentares empossados ontem no Congresso Nacional que estão envolvidos em processos, muitos com condenações de primeira instância. Está claro, cristalino, que esses "respeitáveis" cidadãos não se candidataram para representar o povo coisíssima nenhuma. Pelo contrário, foram às urnas em busca de capa de proteção contra a justiça. Já é passada a hora da sociedade pressionar o parlamento brasileiro para que ele reveja o instituto da imunidade, acabando com esta rima nada poética de imunidade com impunidade, igual a imoralidade.

2 de fevereiro de 2007

Culpados preferenciais

Os culpados preferenciais do prefeito Silvio Barros, divulgados hoje no blog do Rigon não são apenas o Ministério Público e o Tribunal de Contas , não. Para justificar a paralisia da sua gestão, o prefeito Sivio Barros II tem à mão também, a adminsitração passada, o Sindicado dos Servidores e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Logo deverão ser acrescentados os blogs , a Região Metropolitana e o governo Requião.

Pano pra manga

Alguns advogados com os quais conversei hoje, não concordam com a tese da administração municipal de que a trimestralidade do funcionalismo voltou à estaca zero, por ter sido a ação encaminhada ao fórum errado. Há quem acredite que a Justiça do Trabalho pode sim atuar na questão dos cálculos, que segundo a Procuradoria Jurídica da Prefeitura é coisa da Justiça Comum. Dessa forma, seria despropositada a afirmação de que os funcionários públicos perderam 16 anos de demanda. "Nada mais falso do que uma afirmação desse tipo", disse-me um advogado das minhas relações de amizade, garantindo que o problema criado lá atrás pelo prefeito Ricardo Barros (1989/1992), ainda vai dar muita dor de cabeça a quem quer que esteja sentado na cadeira de prefeito.

Mãos a obra

O coordenador da Região Metropolitana de Maringá, João Ivo Caleffi, ainda não foi empossado mas já está trabalhando. Nesta sexta-feira, passou boa parte da tarde reunido com pesquisadores do Observatório das Metrópoles , um parceiro natural da Coordenadoria da RM, no mapeamento das demandas sociais dos municípios integrantes e no processo de identificação das fontes de recursos que serão buscadas para a execução de políticas públicas comuns, principalmenteb às cidades conurbadas.O desafio é grande e João Ivo quer atuar em sintonia fina com a política social do governo do Estado, que segundo o governador Requião ressaltou na sua posse, irá radicalizar na opção preferencial pelos pobres. Requião está centrado em Puebla.
Por falar no Observatório, a sua coordenadora, professora Ana Lúcia Rodrigues, é autora de uma tese importante sobre o processo de desenvolvimento de Maringá, que traz na sua gênese, o germe da desigulade social. O processo de exclusão social aqui é agravado pelas políticas de valorização imobiliária, responsáveis diretas pela transformação de Sarandi e Paiçandu, em fiéis depositários dos excluídos. Ainda hoje dezenas de pessoas deixam as mais diferentes regiões do Estado para tentar a vida em Maringá. Aqui chegando, deparam-se com imóveis inacessíveis e acabam indo morar em Sarandi e Paiçandu, esta em menor escala. Como se vê, a Região Metropolitana tem um papel fundamental no processo de desenvolvimento econômico e social a ser incrementado pelos agentes públicos daqui para a frente.
Claro que existem lideranças políticas e setores organizados da sociedade regional que têm urticária quando ouvem expressões como inclusão social, participação popular e fórum de discussões coletivas. Isso aumenta o tamanho do desafio do ex-prefeito de Maringá, lembrando , entretanto, que a Região Metropolitana é um importante instrumento para a promoção do desenvolvimento regional sustentável, mas engana-se quem tenta enxergá-la como uma panacéia.