30 de agosto de 2016

Cara a cara com os algozes


Depois de ser confrontada por senadores citados em várias delações e envolvidos em escândalos diversos, caso de Zezé Perrela, o do helicóptero apreendido com meia tonelada de pasta base e também Flexa Ribeiro, que chegou a ficar preso por conta da Operação Pororoca, Dilma se manteve serena e respondeu com argumentos técnicos todas as provocações que lhe foram feitas ontem no plenário do Senado.
Que não se diga que faltou a ela coragem para enfrentar o cadafalso, olhando nos olhos dos seus algozes. Que não se diga que faltou a ela argumentos consistentes para provar não ter cometido o alegado crime de responsabilidade fiscal. Os argumentos da presidente afastada foram consistentes e convincentes. Todos os senadores se convenceram com certeza da inocência dela, mas a maioria vai votar pelo impeachment, porque seus votos já estão definidos, uns por questões ideológicas e outros por interesses particulares, seduzidos que devem ter sido pela oferta de cargos e benesses à perder de vista de ora em diante.
Esta última fase do processo do impeachment não foi um espetáculo circense como aquele que verificamos na Câmara Federal, mas está se travestindo de um ópera bufa, principalmente com o protagonismo da histriônica Janaína Paschoal e do caquético Miguel Reale Júnior, que ao falar na sessão dessa terça-feira, parecia querer babar seu ódio no microfone. Dilma não dissimulou, deu nome aos bois, ao boi principal desse processo, o denunciado, quase cassado e quase condenado à passar a caneca na grade, Eduardo Cunha.
Dilma será cassada, isso é fora de dúvida. Mas que se acautelem os que defendem o impeachment , principalmente os trabalhadores, porque com Temer e sua “pinguela para o passado”, aí vem cortes dramáticos em programas sociais e verdadeiros estupros à lei maior de proteção dos empregados formais, a CLT.


"Canalha, canalha,canalha..."


27 de agosto de 2016

Crônica anunciada de um assassinato de perspectivas





Não se vê a elite política dispor de um minuto do seu tempo para debater os problemas brasileiros com responsabilidade . O que se tem visto desde que se iniciou o processo de impeachment é uma soma de esforços, ou para cassar a presidente Dilma Rousseff ou para salvar o mandato de Dilma Rousseff. Não é diferente o comportamento da mídia e nem da sociedade organizada, que enfatizam sempre o discurso do combate à corrupção, mas uma corrupção que está restrita à esfera nacional, com ênfase total nos mal feitos do PT e lançamento freqüente de cortinas  de fumaça sobre peemedebistas e tucanos de alta plumagem citados na Lava-Jato.
A corrupção regional, nos estados e municípios, está relegada a um segundo plano. Vejamos os casos de Maringá, onde o MP questiona a legalidade da licitação do lixo e a prorrogação do monopólio da TCC, sem que esses temas venham à lume, nem agora com o debate eleitoral em andamento.
Enquanto isso, as ações predatórias  dos direitos sociais engendradas pelo governo (ainda) interino de Michel Temer, seguem seu curso ameaçador. É uma situação difícil, algo nunca visto na história recente do país. A sociedade parece paralisada diante de uma crise  econômica apavorante e de uma crise moral tão grave, que compromete de maneira irremediável o futuro político do país, carente de lideranças verdadeiramente comprometidas com a socieade.

Semana que vem o impeachment estará decidido e certamente, Dilma voltará para case e Temer deixará o Jaburu e se muda de vez para o Alvorada. A partir daí, só Deus sabe o que nos espera. Uma coisa já está bem delineada no horizonte: espera-nos um quadro trágico de desmonte do estado social, numa espécie de crônica anunciada do assassinato de perspectivas.

25 de agosto de 2016

Eles deram dignidade ao jornalismo





.CARLOS AMORIM
O jornalismo brasileiro perde dois de seus grandes nomes: Luís Felipe Goulart de Andrade e Geneton Moraes Neto. Morreram do coração _como viveram do coração. Dói demais.
Em suas longas carreiras, esses jornalistas deram dignidade à profissão de repórter. Criaram estilos próprios, inconfundíveis. Goulart praticamente inventou o plano-sequência na TV, com o famoso bordão "Vem Comigo", fazendo com que a câmera o seguisse sem cortes.
Nos conhecemos no Globo Repórter, início dos anos 1980. Ele produziu e dirigiu o famoso Comando da Madrugada, que foi ao ar na Globo, na Manchete e na Band, colocando inteligência nos fins de noite da telinha. Eu o chamava de "o homem que inventou a reportagem".
Goulart de Andrade filmou a própria morte, quando teve um enfarte ao fazer uma matéria no Incor, em São Paulo. Foi salvo pelo médico Euclydes de Jesus Zerbini, que realizou o primeiro transplante de coração no Brasil. Goulart me contou: "Fiquei três minutos apagado". E acrescentou: "Mas o médico se chamava Jesus...". A cena foi exibida no Globo Repórter.
Uma das coisas mais notáveis da carreira dele foi a entrevista que fez com um carroceiro no centro de São Paulo. O homem falava cinco idiomas e era leitor de Dostoiévski e Sartre. Vivia na rua por opção. Goulart tinha fixação nos personagens do povo, gente desconhecida, anônima. Eu e ele costumávamos nos encontrar, na minha casa ou na dele. Podíamos passar uma noite inteira conversando.
Geneton fez proezas. Inventou a reportagem-dossiê, uma marca registrada. Era um pesquisador implacável. Os entrevistados tinham medo dele. Publicou 11 livros com temas jornalísticos. Foi dublê de repórter e editor no Fantástico, na época em que era diretor-geral do programa. Na Globonews, produziu dezenas de documentários, todos criados por ele. Escrevia, filmava e editava as suas matérias.
Falava baixo, era calmo e doce. Ele me deu a honra de escrever o prefácio de um dos meus livros, Assalto ao Poder, publicado pela Editora Record em 2010. Quase todas as vezes em que falei em público, em palestras ou reuniões profissionais, lá estava o Geneton. Era um amigo incondicional. Um dos livros de Geneton, Cartas ao Planeta Brasil, é um clássico da história recente do país, um retrato sem retoques do regime militar através dos personagens mais importantes da trama.
Os dois morreram do coração, como viveram do coração. Dói demais.
CARLOS AMORIM é jornalista. Trabalhou na Globo, SBT, Manchete, SBT e Record. Ocupou cargos de chefias em quase todos os telejornais da Globo. Foi diretor-geral do Fantástico. Implantou o Domingo Espetacular (Record) e escreveu, produziu e dirigiu 56 teledocumentários. Ganhou o prêmio Jabuti em 1994 pelo livro-reportagem Comando Vermelho - A História Secreta do Crime Organizado e em 2011 pelo livro Assalto ao Poder. É autor de CV_PCC - A Irmandade do Crime. Criou a série 9mm: São Paulo, da Fox. Atualmente, se dedica a projetos de cinema.


No parlamentarismo tudo bem, mas no presidencialismo, o nome disso é golpe


A comentarista de economia da Rede Globo, Mirian Leitão, disse hoje no Bom Dia Brasil que Dilma  está caindo porque fez uma gestão desastrosa do ponto de vista econômico no seu primeiro governo e a bomba explodiu no início do segundo, quando ela perdeu popularidade e apoio no Congresso Nacional.  Fiquei pensando na hora: será que vivemos  num sistema parlamentarista e  não sabemos? No presidencialismo, o presidente só é passível de impeachment quando comete crime de responsabilidade, investigado e provado, com provas muito consistentes, que não é o caso. Quando o presidente (no caso a presidente) deixa o barco afundar por incompetência administrativa e política (no caso da Dilma foi falta de jogo de cintura para lidar com a Câmara e o Senado), o remédio tem um nome: eleição. Portanto, apear o PT do poder seria legítimo se fosse por meio do voto popular.

Diante de uma situação como essa, que requer solução imediata para tirar o país do atoleiro o que deveria ser feito era um pacto de salvação nacional, tomando-se como exemplo o Pacto de Moncloa, que tirou a Espanha do atoleiro após a queda do franquismo . Acho que a democracia brasileira, que se fortalece a cada eleição, merecia um pouco mais de desprendimento da classe política, que está provado com esse episódio do impeachment , não pensa no país, mas apenas no próprio umbigo. E, respaldados  pela mídia e pela Suprema Corte, que passa o verniz da legalidade no rito montado lá atrás pelo improbo Eduardo Cunha, os senadores afiam a lâmina da guilhotina.

22 de agosto de 2016

VEJA vasa mais uma vez, agora para beneficiar Serra e Aécio


“Entramos em um dos mais interessantes quebra-cabeças da Lava Jato: a operação fruto da árvore envenenada, possivelmente montada para livrar Aécio Neves e José Serra das delações da OAS. Trata-se do vazamento parcial da delação do presidente da OAS Léo Pinheiro, implicando o Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal”.
É o que escreve Luis Nassif em seu site GGN.
Parece realmente muito claro que foi um vazamento para dar pretexto para que delação não haja, pois o que se especula é que “a delação do Léo Pinheiro seria devastador para Serra e Aécio Neves. O teor da delação é nitroglicerina pura. Mas a justiça considera que qualquer suspeita ilegalidade na condução do inquérito anula todo o processo. E a antecipação do que Léo Pinheiro disse pela Veja, cartacteriza o que se anda chamand de “fruto da árvore envenenada”. O esforço para que as investigações feitas a partir da delação seja anuladas é grande. Salvar Serra e Aécio  Neves é um objetivo bastante claro.
Nassif aponta que “foi assim com a Operação Castelo de Areia e foi assim com a Satiagraha”. A primeira sucumbiu diante de uma possível delação anônima e a segunda, por conta de algum deslize técnico dos investigadores. Assim, os grandões citados escapara ilesos, inclusive o banqueiro Daniel Dantas. Sobrou apenas para o delegado da PF Protógenes Queiroz, até hoje pagando o preço do fracasso da Operação Satiagraha,



Não termina, começa

Lula em entrevista ao SBT:

"Às vezes a história demora séculos para julgar e eu trabalho com isso. A história não termina dia 29. Ela começa dia 29."

19 de agosto de 2016

SISMMAR vai a justiça contra "pedaladas" de Silvio e Pupin


Diante da denúncia levantada pela imprensa local de que a atual administração, do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP), e a administração de seu antecessor, Silvio Barros (PP), deixaram de repassar dinheiro dos trabalhadores da Prefeitura ao fundo de Previdência, o que segundo a denúncia pode ser classificado como uma "pedalada fiscal", o Sismmar (Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá) tomará as seguintes providências:

CPI. O sindicato cobrará dos vereadores a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para que a Câmara Municipal cumpra seu papel constitucional e investigue as supostas irregularidades;
Conselho Municipal. A diretoria do Sismmar se reunirá com conselheiros da Maringá Previdência para cobrar esclarecimentos, já que eles foram eleitos para fiscalizar os recursos da aposentadoria dos servidores municipais;
 Justiça. Confirmadas as irregularidades, o sindicato tomará as medidas judiciais cabíveis na defesa dos interesses dos servidores municipais. 

A denúncia foi feita pelo site Maringá Manchete, nesta quinta-feira (18), após o Executivo enviar à Câmara Municipal dois projetos solicitando o parcelamento da dívida da Prefeitura no valor de R$ 20 milhões. Segundo a publicação,"em auditoria nas contas detectou-se o não pagamento dos impostos devidos à Previdência Social. A Prefeitura pagou abono aos servidores, mas não incorporou o valor aos salários dos trabalhadores, com isso não recolheu o imposto devido".
. Assessoria de Imprensa do SISMMAR

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16 de agosto de 2016


Do glamouroso FHC ao exterminador do futuro Michel Temer



QUANDO A HIPOCRISIA NOS EMBRULHA O ESTÔMAGO PRA VALER
Na dá pra entender como a elite e a classe média brasileira execram tanto os presidentes Lula e Dilma e endeusa Fernando Henrique. FHC pegou o país com uma carga tributária de 27% do PIB e entregou com 36% e a dívida pública que era de 38% do PIB Fernando Henrique deixou com 78%. Eis aí a base da crise. Uma crise que Lula maquiou, criando tempos de prosperidade com dias contados e Dilma agravou com sua falta de jogo de cintura para emplacar um projeto econômico realista e consistente. O que espanta é que, em nome de um preconceito social absurdo, a sociedade brasileira segue no vai da valsa, acreditando numa recuperação do país, com Temer e sua política de exterminação do futuro.
“Ah, mas o problema é a corrupção, o PT quebrou a Petrobrás, institucionalizou a roubalheira”, dizem alguns setores da sociedade organizada, fazendo coro a uma mídia igualmente PTfóbica, que ignora o retrovisor, como se a história da corrupção no país tivesse começado em 2003. A barreira cronológica tem o claro objetivo de apagar escândalos até mais escabrosos do que os que viram manchete hoje, como foram os casos da privataria tucana e das contas CC5 do Banestado, nos quais estiveram nas cabeças tucanos de bicos muito vistosos.
Mesmo nos dias atuais, há uma espécie de cortina de fumaça sendo alimentada à base de gelo seco, para blindar o presidente interino e alguns de seus ministros, envolvidos até a medula com o propinoduto levantado pela Lava-Jato. Isso prova que o impeachment e a tentativa de prender Lula e varrer o PT do mapa não tem como alvo a corrupção. Até porque, como ver entrevistas de figuras de proa do tucanato e do governo interino falando em moralidade pública na televisão, sem que nossos estômagos fiquem embrulhados? É deprimente o espetáculo diário de hipocrisia na mídia, cujo noticiário é descaradamente seletivo. É desse jeito que vamos moralizar o Brasil? Me poupem.

13 de agosto de 2016

Povo e povas, bora ser feliz?




"O valioso tempo dos maduros’, de Mário de Andrade:
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. 
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo
que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!"
Bora ser feliz meu povo e minhas povas!!!!!!!
Mário de Andrade

11 de agosto de 2016

Governo e Câmara tentam salvar Cunha

                                                                                       Kennedy Alencar

Marcar a votação da cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para uma segunda-feira, dia 12 de setembro, no meio das eleições municipais, é uma clara articulação para facilitar a vida do ex-presidente da Câmara.
Será um escândalo realizar essa votação num dia de baixa presença no Congresso Nacional. Como são necessários 257 votos dos 513 deputados para que Cunha seja cassado, essa data é um presente para o peemedebista e um tapa na cara da sociedade diante da quantidade de acusações graves que pesam contra ele.
Mais: mostra que o governo e boa parcela da Câmara temem segredos que Cunha possa tornar públicos. Aprovar o impeachment de Dilma e dar a Cunha a chance de escapar confirma o uso de dois pesos e duas medidas e reforça a tese de um golpe parlamentar contra a petista.
É inusual marcar a votação para uma segunda-feira, porque cassações são geralmente votadas às quartas, dia de maior quórum no Congresso. Aliás, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está quebrando uma promessa de votar a cassação num dia de presença alta no plenário, a fim de evitar que seja responsabilizado por eventual salvação de Cunha. Maia mudou o discurso pressionado pelo governo, que não assume isso publicamente, e por líderes partidários comprometidos com os segredos que dividem com o ex-presidente da Câmara.
Marcar a votação da cassação para depois do impeachment de Dilma permitirá o discurso de que seria melhor deixá-lo responder às acusações da Lava Jato com o mandato de deputado federal a fim de não criar tumulto na economia. Deixar Cunha como um problema apenas do Supremo Tribunal Federal é uma covardia da Câmara dos Deputados.
Essa votação deveria ter sido marcada para esta semana ou para a próxima, como sugeriu Rodrigo Maia quando se elegeu presidente da Câmara. Mas ele deu sinais de que embarcou na articulação para salvar Cunha.


Crônica da tragédia anunciada


Do professor da Universidade Federal de Brasília e coordenador nacional de saúde bucal do Ministério da Saúde  Gilberto Pucca (não sei se ele ainda não foi exonerado pelo ministro Ricardo Barros, mas se não foi certamente será):


“Uma lástima o que vem ocorrendo com o Brasil Sorridente no Ministério da Saúde. Acabamos de perder todos os indicadores de saúde bucal que eram pactuados. Entre eles indicador de escovação dental supervisionada. Além de monitorar, indicador tem a potência de induzir ações. Entre 2009 e 2011 o Ministério efetuou a compra de 72 milhões de Kits (escova e creme dental fluoretado) e repassou a todos os municípios. Nesses anos atingimos o ápice de escovações supervisionadas. O Ministério abandonou a compra sem explicações e agora tira-se os indicadores. Além de não aumentar, a projeção para esse ano é diminuir em relação ao período 2009 a 2011. Isso significa deixar aberta a torneira de produção das doenças bucais. Vamos retroceder se os municípios não conseguirem pagarem a conta. Os municípios já estão estrangulados. Tragédia na certa”.


9 de agosto de 2016

Sanders discursa no Senado americano contra o golpe no Brasil



O senador Bernie Sanders,  que foi pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata,  manifestou preocupação com o processo de impeachment que ocorre no Brasil. Em discurso proferido hoje no Senado Americano, instou o governo Obama a se posicionar contra o golpe que ameaça tirar direitos sociais dos trabalhadores brasileiros.  Sanders disse textualmente isso:
“Estou profundamente preocupado com os atuais esforços para destituir a presidente democraticamente eleita do Brasil, Dilma Rousseff. Para muitos brasileiros e observadores o controverso processo de impeachment mais parece um golpe de Estado.
Após suspender a primeira presidente mulher do Brasil com argumentos duvidosos, sem um mandato para governar, o novo governo interino extinguiu o ministério das mulheres, da igualdade racial e dos direitos humanos. Eles imediatamente substituíram uma administração diversa e representativa com um gabinete formado inteiramente por homens brancos. A nova e não-eleita administração rapidamente anunciou planos de impor austeridade, aumentar as privatizações e instalar uma agenda social de extrema-direita.

O esforço para destituir a presidente Rousseff não é um julgamento legal, mas sim político. Os Estados Unidos não podem permanecer em silêncio enquanto as instituições democráticas de um de nossos mais importantes aliados são atacadas. Temos que apoiar as famílias trabalhadoras do Brasil e exigir que essa disputa seja resolvida com eleições democráticas.”

8 de agosto de 2016

Sanepar nada de braçada


Segundo matéria do jornal Valor Econômico o lucro da Sanepar cresceu 24% no segundo trimestres desse ano, totalizando R$ 209,1 milhões. A receita líquida da Companhia  chegou a 876,1 milhões. Isso explica os aumentos escorchantes das tas tarifas de água e esgoto no Paraná. Mas não explica o arrocho salarial que a empresa impõe a seus empregados.

5 de agosto de 2016



Será que Moro absorveu a lição?


A aula foi dada ao juiz Sérgio Moro por um advogado que se diz do tempo em que o magistrado só se manifestava nos autos e não era objeto do marketing político.


4 de agosto de 2016

Tucanos e mídia pedem 'sangue já' a Temer





    . Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



Está acabando o tempo do “Michel está no céu”.

Rolando Lero já irritou a turma da grana.

Depois do chiado da guarda avançada de seus colunistas, agora a pressão é direta.

Voto de confiança no governo pode não resistir por muito tempo, adverte O Globo, já adiantando que o prêmio cobiçado é o arrocho na Previdência que, além da punição brutal aos 80% dos trabalhadores que têm menos de 50 anos, vai se abater pesadamente sobre os dois terços dos aposentados que recebem salário-mínimo:

Já existe consenso de que a vinculação do piso previdenciário ao reajuste do salário mínimo (que permite ganho real) terá de ser revista, diante do impacto nas contas da Previdência. Só falta definir se será junto com a reforma, dada a polêmica em torno da questão, ou em uma proposta à parte.

O Estadão dá manchete para os bufos tucanos, revelando que o queixoso discurso do senador José Aníbal (SP) contra as “bondades temeristas” foi combinado com Aécio Neves, que encomendou os termos usados pelo paulista.

E a Folha anuncia que o PSDB diz que não apoiará pauta ‘eleitoreira’ de Temer , considerando-se os “pais do golpista”:

(…) senadores do PSDB chegaram a dizer que o partido “deu a Presidência a Temer”, e agora ele precisa “dar um governo ao Brasil”. Se não for assim, diz um integrante da cúpula do partido, o PSDB estará “fora”.

Em cinco dias, vejam o estrago que o “sincericídio” do estreante presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dando forma expressa aos desejos “quase íntimos” de Temer.


O terreno está aberto para o “baixo clero” da Câmara – com todos os remanescentes do “cunhismo” dentro dele – cobrar caríssimo pelo apoio às “medidas sangrentas” do Governo.

Efetivado o impeachment, Meireles passa a mandar mais do que Temer



 "O Ministerio da Fazenda já tem sob suas asas o antigo Ministério da Previdência, maior orçamento entre todos os ministérios e que por qualquer ângulo que se analise não tem porque estar sob a Fazenda. Somada a Previdência à Secretaria do Orçamento, o poder federal passa do Palácio do Planalto para o Ministério da Fazenda, o Presidente será uma Rainha da Inglaterra e os congressistas terão que fazer fila no Ministério da Fazenda para liberar suas emendas.
Com esse açambarcamento de poderes o Ministro Meirelles pavimenta sua almejada candidatura à Presidência em 2018, tirando oxigênio de qualquer outro candidato.

Não há nenhuma razão para concentração de poderes tão extensa na Fazenda, inédita na história republicana. Não há razão funcional mas há razão política pessoal do ministro interino Meirelles. Ele quer mais poder enfeixado nas suas mãos para dominar toda a economia nacional".

   . Luís Nassif em seu blog

3 de agosto de 2016

Toma lá , dá cá


O presidente Interino Michel Temer tenta por todos os caminhos forçar a antecipação do julgamento final da presidente Dilma no Senado. Chegou, segundo alguns jornalistas políticos, a negociar com Renan Calheiros um ministério, o do Turismo. Renan tenta agradar Temer batendo pé que apressará a votação, inclusive com sessões no domingo, o que significaria a repetição do espetáculo circense ocorrido na Câmara dos Deputados.
O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowiski já teria dito que não aceitará sessões nos finais de semana e que se for o caso, adiará a sessão definitiva, marcada para começar dia  25 para a segunda-feira , 29.

Quanto ao balcão de negócios que Temer montou para forçar a barra e garantir logo o impedimento definitivo da presidente, até uma comentarista da suspeita Globo News, tocou no assunto. Disse Renata Lo Prete que Renan Calheiros e Michel Temer usavam como moeda de troca na antecipação a indicação para o Ministério do Turismo, de Marx Beltrão, de Alagoas. Beltrão, para quem não sabe é réu no STF.

Em busca da utopia perdida


A Carta Capital oferece ao PT em reportagem publicada em sua última edição, elementos consistentes para uma boa reflexão. Com o título “O preço do pragmatismo” a revista semanal sugere que o Partido dos Trabalhadores paga caro por ter trocado a utopia de um projeto de estado social pelo pragmatismo político, cujo objetivo era única e exclusivamente manter um projeto de poder.
“ Quando o impeachment de Dilma Rousseff ainda era uma farsa em fabricação, Lula pregou uma “revolução” no Partido dos Trabalhadores para recuperar a utopia perdida pela legenda ao longo de mais de uma década de governo. “Nós temos de definir se queremos salvar nossa pele, nossos cargos ou nosso projeto”, afirmou o ex-presidente em um seminário organizado em 2015.
Pelo jeito, o partido queria era salvar a própria pele.Por isso teve dificuldade de criar fatos que impedissem o avanço do golpe parlamentar, hoje praticamente consolidado. Por mais que o andar da carruagem tenha dado à presidente Dilma algumas vitórias jurídicas, como por exemplo, a comprovação, via Ministério Público, de que ela não cometeu crime de responsabilidade, a aprovação do impeachment é quase favas contadas. Ela teve 22 votos na sessão de admissibilidade e precisaria de mais 6 (isso caso não tenha perdido nenhum dos 22), o que a essa altura parece muito difícil. Principalmente porque o interino Michel Temer, com a indisfarçável ajuda do Eduardo Cunha e do ministro do STF Gilmar Mendes, articula nos bastidores pela cassação da sua companheira de chapa em duas eleições.
Vale a lembrança de que, disputando a presidência, Temer teria votação de candidato nanico. Mas uma vez na presidência, onde chegou graças aos 54,5 milhões de votos de Dilma, ele tem a faca e o queijo na mão para consolidar a rasteira que ajudou a dar na titular.
A eleição de Rodrigo Maia para presidente da Câmara , segundo Carta Capital, revelou-se uma oportunidade perdida para o os partidos de esquerda que, divididos, perderam a chance de mandar para o segundo turno o candidato apoiado por Dilma.
“No Senado, o apoio de parte do PT a Maia também gerou críticas. Em um vídeo pessoal, o senador Lindbergh Farias desabafou ao afirmar que a esquerda “sujou as mãos” com o democrata. Para ele, PT, PCdoB e PSOL deviam ter se unido em torno de apenas uma candidatura. “Agora, apoiar Maia é inexplicável, ele traz uma agenda regressiva, de retirada de direitos”, diz. “No momento, ele prepara a votação da PEC que limita os gastos públicos à inflação do ano anterior e a entrega do pré-sal. O que ganhamos com esse acordo?”.

Pode parecer auto-promoção, mas o ato de rebeldia do ex-senador Eduardo Suplicy , preso em São Paulo ao tentar impedir uma reintegração de posse de um terreno ocupado por 350 famílias de sem teto, foi sim uma metáfora da velha utopia petista, que a militância anda querendo resgatar. “Suplicy deitou-se na rua e foi levado pela polícia militar após se recusar a deixar o local. As imagens do ex-senador sendo carregado pelos agentes rodaram o País. Se o objetivo é recuperar a utopia perdida, nada melhor que um pouco de rebeldia para animar as bases”, conclui a revista de Mino Carta.

1 de agosto de 2016

Agrediram a atriz Letícia Sabatella em Curitiba

A que ponto estamos chegando. O nível de intolerância, elevado pela PTfobia está se tornando cada vez mais perigoso. É o fascismo, como sempre, exercendo o seu lado de cadela no cio.