25 de agosto de 2016

No parlamentarismo tudo bem, mas no presidencialismo, o nome disso é golpe


A comentarista de economia da Rede Globo, Mirian Leitão, disse hoje no Bom Dia Brasil que Dilma  está caindo porque fez uma gestão desastrosa do ponto de vista econômico no seu primeiro governo e a bomba explodiu no início do segundo, quando ela perdeu popularidade e apoio no Congresso Nacional.  Fiquei pensando na hora: será que vivemos  num sistema parlamentarista e  não sabemos? No presidencialismo, o presidente só é passível de impeachment quando comete crime de responsabilidade, investigado e provado, com provas muito consistentes, que não é o caso. Quando o presidente (no caso a presidente) deixa o barco afundar por incompetência administrativa e política (no caso da Dilma foi falta de jogo de cintura para lidar com a Câmara e o Senado), o remédio tem um nome: eleição. Portanto, apear o PT do poder seria legítimo se fosse por meio do voto popular.

Diante de uma situação como essa, que requer solução imediata para tirar o país do atoleiro o que deveria ser feito era um pacto de salvação nacional, tomando-se como exemplo o Pacto de Moncloa, que tirou a Espanha do atoleiro após a queda do franquismo . Acho que a democracia brasileira, que se fortalece a cada eleição, merecia um pouco mais de desprendimento da classe política, que está provado com esse episódio do impeachment , não pensa no país, mas apenas no próprio umbigo. E, respaldados  pela mídia e pela Suprema Corte, que passa o verniz da legalidade no rito montado lá atrás pelo improbo Eduardo Cunha, os senadores afiam a lâmina da guilhotina.

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